WWF pede urgência nas medidas para o conter o desmatamento

O WWF-Brasil considera alarmente o novo índice de desmatamento da Floresta Amazônica divulgado hoje pelo governo federal, com base no levantamento de imagens de satélite realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(25.500 km2 de florestas desa

  
  

O WWF-Brasil considera alarmente o novo índice de desmatamento da Floresta Amazônica divulgado hoje pelo governo federal, com base no levantamento de imagens de satélite realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(25.500 km2 de florestas desapareceram na Amazônia no ano de julho de 2001 a junho de 2002) e considera que só a implementação urgente de medidas anunciadas poderá reverter essa tendência e garantir um desenvolvimento sustentável para a região.

Entenda-se por sustentável o desenvolvimento que garante a proteção da biodiversidade e o uso ecologicamente adequado dos recursos naturais, de forma a garantir a melhoria da qualidade de vida e de renda da população local inclusive para as futuras gerações, contribuindo também para o desenvolvimento do país como um todo.

Segundo Rosa Lemos de Sá, doutora em Ecologia e superintendente de conservação do WWF-Brasil, `é preciso priorizar a implementação de políticas públicas para frear a conversão da Floresta Amazônica em áreas de ocupação desordenada e exploração econômica temporária que, após um curto período, são abandonadas deixando para trás o desemprego, a pobreza e a urbanização sem saneamento e com má qualidade de vida para a população.`

As medidas recomendadas pelo WWF são as seguintes:

1. Completar o Zoneamento Ecológico Econômico nos estados da Amazônia, pois só o planejamento do uso do território poderá impedir que a ocupação e a expansão da atividade econômica aconteçam de forma ordenada e com base em critérios técnicos e científicos que levem em conta as características biogeográficas, a biodiversidade, a potencialidade econômica e a cultura da região.

2. Adotar um programa de agricultura sustentável em terras já desmatadas ou degradadas (principalmente pelo cultivo extensivo da soja).

3. Apressar a criação e implementação de parques e reservas sob proteção federal ou estadual (unidades de conservação), de forma a criar uma barreira junto ao arco do desmatamento, evitando que o mesmo se amplie. Isso é o que está previsto no Programa Áreas Protegidas da Amazônia - ARPA, realizado pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o WWF-Brasil.

4. Criar florestas nacionais para a produção sustentável de madeira e de outros recursos florestais, no regime de licitação pública por um prazo adequado e conforme os
padrões de certificação do FSC (Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal).

5. Incentivar a legalidade e sustentabilidade do setor florestal por meio de incentivos, financiamentos e reduções de alíquotas equivalentes aos destinados à atividade agropecuária e da promoção de uma economia de base florestal na Amazônia.

Fonte: Assessoria de Comunicação do WWF-Brasil

  
  

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