WWF publica lista de produtos que não devem ser dados de presente no Natal

O Fundo Mundial para a Natureza (WW, sigla em inglês) publicou na segunda-feira, 20/12, uma lista de produtos que os consumidores devem evitar comprar para dar de presente no Natal, entre os quais estão artigos de pele de tigre e de tartaruga, assim como

  
  

O Fundo Mundial para a Natureza (WW, sigla em inglês) publicou na segunda-feira, 20/12, uma lista de produtos que os consumidores devem evitar comprar para dar de presente no Natal, entre os quais estão artigos de pele de tigre e de tartaruga, assim como os que contenham coral ou marfim.

Segundo a organização ecologista, evitando adquirir certos produtos ou revisando atentamente sua procedência,`todos podemos evitar um impacto negativo nos recursos naturais do planeta`, comentou uma de seus
representantes, Susan Lieberman.

Nesse sentido, ela desaconselhou comprar casacos ou tapetes de pele de tigre, ou este animal vivo como bicho de estimação, depois de lembrar que há apenas 5.000 tigres vivendo em estado selvagem no mundo. Os tigres são
vítimas de uma enorme pressão pela redução de seu hábitat natural e sua caça é considerada ilegal.

Outro tipo de artigos que a WWF recomenda não comprar são os que contêm pele de tartaruga. Seis de suas sete espécies marinhas correm risco de extinção e os prognósticos sobre seu futuro são ameaçadores.

Sobre os corais, lembra que sua colheita intensiva para serem usados em jóias e com propósitos ornamentais `ameaça os recifes`. Indica que os corais vermelhos estão protegidos internacionalmente e é necessária uma permissão para importá-los.

Sobre os produtos de pele de crocodilo, o WWF aconselha precaução aos amantes de botas, sapatos, cintos e bolsas deste material, pois as populações selvagens desses animais, assim como de serpentes, também estão ameaçadas e se encontram em preservação.

Além disso, a organização assinala que o comércio ilegal de marfim de elefante continua sendo um sério problema no mundo todo devido à existência de um mercado para este produto na África e na Asia, de onde se exporta através de canais ilegais à América do Norte e à Europa.

Em matéria de alimentos, a WWF recomenda prudência a quem gosta do caviar beluga, proveniente do esturjão mais apreciado do mar Cáspio, de onde poderá desaparecer se sua excessiva exploração não for detida.

Por isso, aponta-se a importância de que este caviar seja comprado em lojas, em recipientes fechados e, o mais importante, com o rótulo da Cites (Convenção para o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora).

Finalmente, a WWF adverte sobre a venda de cacto, pois o crescente comércio ilegal desta espécie está acabando com as populações de origem, especialmente no México.

`A comercialização internacional de algumas espécies estão totalmente proibidas e algumas requerem uma permissão de importação`, explica.

Os cactos vendidos nas lojas -lembra- foram cultivados artificialmente, mas recomenda-se ter cuidado com aqueles que provêm de outros países.

Fonte: Agência EFE

  
  

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