14ª edição do Raid de Inverno foi marcada pela dificuldade das trilhas

Os 80 veículos que participaram da 14ª edição do Raid de Inverno enfrentaram trilhas bem difíceis, com muitas erosões, poeira e atoleiros quase intransponíveis nos 100 quilômetros que passaram por Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus e Cabreúva.

  
  

Os 80 veículos que participaram da 14ª edição do Raid de Inverno enfrentaram trilhas bem difíceis, com muitas erosões, poeira e atoleiros quase intransponíveis nos 100 quilômetros que passaram por Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus e Cabreúva.

O sábado ensolarado e quente não combinou com o nome do evento, mas a poeira presente no percurso denunciava o clima seco da estação mais fria do ano.

Nos dois primeiros trechos de trilha, que foram de Santana de Parnaíba à Pirapora, os competidores enfrentaram terreno com muita erosão e a habilidade dos pilotos contou bastante.

“A prova foi boa, todos já sabiam que seria difícil. Ainda bem que não choveu, senão teríamos que cancelar a prova, pois na primeira parte o piso era muito inclinado e com erosões.

O segundo trecho, na Serra do Japi, também apresentou bastante dificuldade”, diz Alberto Martins, diretor de prova e presidente do Jeep Clube do Brasil.

Os competidores encontraram um atoleiro logo no início do raid e um carro da organização estava de plantão, dando uma ajuda com o guincho para os jipes que ficavam parados no meio da lama.

A dificuldade de ultrapassar esse obstáculo provocou muita demora, pois só era possível a passagem de um carro por vez.

O casal campeão do 14º Raid de Inverno, Sílvio e Sandra Grotkowski, também teve de esperar para ultrapassar o atoleiro. O número de porta do Troller da dupla era 37, e foi esse número que determinou a ordem de largada da prova.

“Esperamos uns 20 minutos para passar no atoleiro. As trilhas foram bem escolhidas, com dificuldades interessantes. Prova de raid precisa ter dificuldade, não pode ser só com estradinha. A Sandra não teve problemas com a navegação, fazia um ano que ela não competia e foi um ótimo retorno, já com vitória”, disse Sílvio, que terminou a prova com apenas 46 pontos perdidos.

“Ficamos parados um bom tempo no primeiro atoleiro, mas depois conseguimos tirar a diferença. No terceiro trecho as médias também estavam muito baixas, mas tivemos paciência, ficamos na regularidade e terminamos na frente”, disse Carlos Eduardo Dib, navegador do jipe Willys 1960, pilotado por Ronald Stilck e com Renata Batista como “Zequinha” (acompanhante). O trio ficou com o segundo lugar, com 52 pontos perdidos.

Para terminar o segundo trecho da prova, os competidores tiveram que atravessar a Serra do Japi, o que exigiu muita atenção do navegador, pois tinha trilha para todos os lados. Saindo de Pirapora do Bom Jesus o raid passou pela Estrada Parque, que liga Itu a Cabreúva, e encontrou com romeiros que chegavam à pé, de bicicleta, à cavalo ou de charrete.

Segundo Ronald Stilck, o terceiro trecho exigiu muita concentração e paciência. “O último trecho foi o mais tranqüilo, o piso era bom, mas não podíamos correr, pois a média de velocidade para aquela trilha era baixa. Foi um exercício de paciência. A prova foi legal porque teve muita diversidade tanto de carros quanto de terrenos”.

Ao longo da prova, os competidores passaram por onze Postos de Controle (PCs), que fiscalizavam o horário de passagem dos carros, para verificar se estavam andando na velocidade média daquele trecho determinada na planilha.

Para se ter uma idéia da dificuldade da trilha, as pessoas que faziam dois PCs não conseguiram chegar ao Parque Aquático Village Camping Cabreúva, onde aconteceu a apuração dos resultados.

Por isso, a direção de prova cancelou esses dois PCs, além de um terceiro, com o pior tempo de cada participante, pois os dois atoleiros da prova provocaram atrasos muito grandes. Dos 80 carros inscritos, 20 não conseguiram terminar a prova no tempo limite.

“Os organizadores do Raid de Inverno escolheram a dedo essa trilha, que foi muito boa, com bastante dificuldade. Sempre competimos e gostamos de prova assim, bem difícil”, disseram Laerte Quintana e Orestes Bacchetti Júnior, respectivamente presidente e vice-presidente do Jeep Clube de Campinas, que chegaram em terceiro lugar, com 84 pontos perdidos.

O 14º Raid de Inverno foi organizado em parceria com a Mesa 4 Comunicações e teve patrocínio da Bardahl, da Goodyear e do Shopping Jardim Sul, com apoio do Parque Aquático Village Camping Cabreúva.

Resultados

1º lugar 46 pontos perdidos
Sílvio Grotkowski / Sandra Grotkowski jipe Troller

2º lugar 52 pp
Ronald Stilck / Carlos Eduardo Dib Willys

3º lugar 84 pp
Laerte Quintana / Orestes Bacchetti Júnior Land Rover

4º lugar 159 pp
Antônio Carlos Fernandes / Diego Alves Fernandes Samurai

5º lugar 160 pp
Nilton Gurman / Roberto Antônio Pena Wrangler

6º lugar 210 pp
Alexandre de Jesus Capriotti / Leni Ukamoto Munhoz Engesa

7º lugar 483 pp
Alexandre Schimitz Saraiva / Leandro Schimitz Saraiva Rural

8º lugar 582 pp
Sílvio Roberto Lucera / Eduardo Lucera Engesa

9º lugar 930 pp
Carlos Henrique Beviláqua / Marco Antônio Outeiro Pinto Willys

10º lugar 1.189 pp
Eduardo Bolognani / Sílvia Bertini Gonçalves Pajero

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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