A um ano da largada, Projeto Brasil 1 corre para manter cronograma

A Volvo Ocean Race, a regata mais importante de volta ao mundo, começa oficialmente no dia 5 de novembro de 2005, na Espanha. Mesmo com um ano pela frente antes da largada, a equipe encarregada da construção e da elaboração do projeto Brasil 1, o primeiro

  
  

A Volvo Ocean Race, a regata mais importante de volta ao mundo, começa oficialmente no dia 5 de novembro de 2005, na Espanha. Mesmo com um ano pela frente antes da largada, a equipe encarregada da construção e da elaboração do projeto Brasil 1, o primeiro barco brasileiro a disputar a competição, já está trabalhando, e muito, para participar do evento.

`Não somos os primeiros da fila na regata, mas também não somos os últimos. Mas estamos correndo para que a construção do barco se mantenha no cronograma`, diz Alan Adler, um dos idealizadores do projeto.

A participação verde-amarela foi anunciada oficialmente há apenas 45 dias. Com custos estimados em US$ 15,8 milhões ao longo de três anos, o projeto é um dos empreendimentos mais ousados do país na área esportiva.

Cerca de 80% da verba necessária já está assegurada com a participação da VIVO como patrocinadora master, além da Motorola, QUALCOMM e do Governo Federal, em parte através da Apex (Agência de Promoção de Exportações do Brasil).

O barco já começou a ser construído, em Indaiatuba, no interior de São Paulo. O projeto, feito pelo importante projetista Bruce Farr, da Farr Yachts, já teve até mudanças, sugeridas pelos brasileiros.

`Usando a nossa experiência anterior, sugerimos algumas alterações no projeto. O Bruce Farr é um dos mais respeitados projetistas do mundo, é conservador. As mudanças foram tanto na parte de performance, como na de custos`, comenta Adler, que junto com o velejador Torben Grael, que será o comandante do barco, esteve em Baltimore, sede da Farr Yachts, nos Estados Unidos, há duas semanas.

Na visita aos EUA, os brasileiros discutiram detalhes do projeto, como forma do casco, peso e largura do barco e até cálculos estruturais. O encontro também serviu para analisar os desenhos de vela e mastro. Na próxima semana, Adler e Torben estarão na Nova Zelândia.

A viagem, de uma semana, será agitada. `Vamos conversar com vários fornecedores. Desde de quem vai fazer mastros e retrancas, até fornecedores de vela e quilha`, conta Adler.

Estão marcados também encontros com tripulantes em potencial do Brasil 1. `Vamos fazer algumas entrevistas. Temos uma reunião importante com um meteorologista e vamos analisar alguns fabricantes de roupas náuticas`, lembra.

Segundo Torben Grael, a posição de meteorologista é uma das mais importantes. `Ele terá de analisar as informações de tempo e traçar nossas rotas. São poucos no mundo que fazem isso`, disse o velejador, dono de cinco medalhas olímpicas, duas de ouro.

Concorrência

Foi confirmada nessa semana a inscrição do sexto barco na Volvo Ocean Race. O projeto é coordenado por dois suecos, Richard Brisius e Johan Salen, que chegaram entre os três primeiros colocados em duas das últimas três edições da regata.

`Eles são pessoas experientes e ainda têm bons resultados. É mais um barco forte entrando na briga`, afirma Adler.

Além do barco brasileiro e do projeto sueco, estão confirmadas equipes da Holanda, ABN Amro, com dois barcos, da Espanha, Telefonica Movistar, com um barco, e da Austrália, Premier Challenge, também com um barco.

Na última edição da VOR, apenas dois barcos não foram projetados pela Farr Yachts. Nesta edição, já são três. `O projeto holandês tem muito dinheiro e está participando com dois barcos. Eles podem se dar ao luxo de escolher um projetista mais ousado. Podem errar no primeiro barco e consertar no segundo. Times com orçamentos menores e com só um barco, como nós, devem optar pelo Bruce Farr`, explica Adler.

Os holandeses estão usando o projeto do argentino Juan Kouyoumdjian. Já o barco australiano será projetado e construído por Don Jones.

O Brasil 1, porém, não escapou da inovação. Será o primeiro barco a disputar a Volvo construído na América Latina.

`E isso implica uma série de complicações burocráticas, de importação de material, que está dando trabalho`, conta Adler.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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