Alan Adler conta com a sorte para disputar nos Jogos Pan-Americanos

O carioca Alan Adler herdou a paixão pelo iatismo de seu pai, Harry (medalha de bronze no pan de São Paulo, em 1963, na classe Star), e de seu irmão Daniel (prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles/84 na Soling, junto com Torben Grael). Mas em 2003, Alan,

  
  

O carioca Alan Adler herdou a paixão pelo iatismo de seu pai, Harry (medalha de bronze no pan de São Paulo, em 1963, na classe Star), e de seu irmão Daniel (prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles/84 na Soling, junto com Torben Grael). Mas em 2003, Alan, que foi campeão mundial da classe Star em 89, participará de seu segundo Pan-Americano por um lance de sorte.

A equipe brasileira da J24, formada por Daniel Santiago, Mauricio Santa Cruz e João Carlos Jordão, tinha como quarto integrante o velejador Ronald Senft. Ronald, porém, não conseguiu emagrecer o suficiente para que todos se adequassem às exigências da competição (os quatro tripulantes da classe têm que ter, juntos, 320 quilos).

Resultado: o então reserva Alan Adler, de 84 quilos, foi convocado e tentará mais um título importante para seu currículo em Santo Domingo. Com ele, o quarteto passa a ter 314 quilos.

Daniel perdeu, em seis meses, 14 quilos, passando também para 84. Maurício foi outro que entrou no espírito do Fome Zero, chegando aos mesmos 84 quilos, e Jordão ficou com 62.

“Já fui reserva nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 87, mas agora vou brigar para valer pelo ouro”, disse Adler, que compôs a tripulação do barco Klimax, ao lado de Lars Grael na 30a Semana Internacional de Vela de Ilhabela, terminada no dia 19.

Na ocasião, a embarcação ficou com o vice-campeonato na classificação geral da classe IMS, a principal do evento, a apenas nove pontos do campeão, o Pajero TR4/Daslu Homem.

Alan Adler, que será tático no Pan, admite que foi chamado por causa de seu peso, mas acha que pode ajudar a equipe com sua experiência.“Não teremos vida fácil na República Dominicana, principalmente contra os argentinos e chilenos”, diz o 2o.colocado na Equipe Permanente de Vela Olímpica na classe Star, atrás apenas de Torben Grael.

Com três olimpíadas no currículo (foi sexto em 84, sétimo em Seul/88 e 13o em Barcelona/92, sempre pela classe Flying Dutchman), Adler viajou para a América Central no dia 28 de julho e disse que está curioso para ver como está a estrutura do Pan.

“A imprensa está mostrando os problemas com
atrasos nas obras das instalações e a rejeição da população local em relação à competição.

Não acredito que teremos grandes dificuldades e confio no trabalho do COB no sentido de oferecer as condições que precisaremos para competir e representar bem o Brasil”.

Lado empresarial ;

Alan Adler também vive um bom momento fora d’água. Ele está “empresariando” dois grandes projetos: o Match Race Brasil 2003, que já teve uma etapa realizada em Búzios, no final de maio,e será completado entre 17 e 19/10 em Ilhabela e de 21 a 23 de novembro no Rio; e a criação de uma equipe brasileira para a disputa da Volvo Ocean Race em novembro de 2005.

“A primeira etapa do Match Race agradou todos os participantes, como Torben Grael, Marcos Soares e Robert Scheidt. Além disso, teve boa receptividade por parte da mídia e já é um grande sucesso. Quanto à montagem da equipe para competir na Volvo Ocean Race, este é um projeto grandioso, que envolve cerca de US$ 15 milhões, e tem muito forte o conceito Made in Brasil”.

Esta equipe já tem confirmada a presença de Torben Grael e deverá ter mais sete tripulantes (metade deverá ser brasileira). Em março, o barco que será usado pelo time começará a ser construído e Alan busca patrocínio para ajudar a viabilizar o projeto.

“Pretendo mudar o perfil do iatismo no país, através de uma estratégia de marketing agressiva e profissional e com o apoio de grandes empresas”, completa.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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