Atleta passa fome para disputar nos Jogos Pan-Americanos

Não são apenas as top models que precisam se preocupar com a balança. Alguns esportes como boxe, judô, remo e vela exigem que os atletas estejam em forma para participar das competições. Foi devido aos seus 84 quilos, que o iatista Alan Adler garantiu a v

  
  

Não são apenas as top models que precisam se preocupar com a balança. Alguns esportes como boxe, judô, remo e vela exigem que os atletas estejam em forma para participar das competições. Foi devido aos seus 84 quilos, que o iatista Alan Adler garantiu a vaga de titular na equipe brasileira da classe J24 nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, que começam no dia 1.º de agosto.

Daniel Santiago, Maurício Santa Cruz e João Carlos Jordão são os outros integrantes da tripulação (os dois primeiros já estão na República Dominicana preparando o barco).

O quarto integrante da equipe brasileira era o velejador Ronald Senft, medalha de prata na classe Soling na Olimpíada de Los Angeles, em 84. Ronald, porém, não conseguiu emagrecer o suficiente para que todos se adequassem às exigências da competição:os 4 tripulantes da classe têm que ter, juntos, 320 quilos.

Foi assim que o reserva Alan Adler conseguiu a chance de tentar mais um título importante para seu currículo em Santo Domingo. Com ele, o quarteto passa a ter 314 quilos. Daniel perdeu, em seis meses, 14 quilos, passando também para 84. Maurício foi outro que entrou na dieta, chegando aos mesmos 84 quilos, e Jordão ficou com 62.

“Fui reserva nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 87, mas agora vou brigar para valer pelo ouro”, disse o carioca Alan Adler, que herdou a paixão pelo iatismo de seu pai, Harry (medalha de bronze no Pan de São Paulo, em 1963, na classe Star), e de seu irmão Daniel (prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles/84 na Soling, junto com Torben Grael e Ronald Senft).

Alan Adler, que será tático no Pan, admite que foi chamado por causa de seu peso, mas acha que pode ajudar a equipe com sua experiência.

“Não teremos vida fácil na República Dominicana, principalmente contra os argentinos e chilenos”,ressalta o 2o.colocado na Equipe Permanente de Vela Olímpica na classe Star, atrás apenas de Torben Grael.

Com três olimpíadas no currículo (foi sexto em Los Angeles/84, sétimo em Seul/88 e 13.º em Barcelona/92, sempre pela classe Flying Dutchman) e o ouro no campeonato mundial da classe Star (1989) , Adler viaja para a América Central nesta segunda-feira (dia 28) e disse estar curioso para ver como está a estrutura do Pan.

“A imprensa está mostrando os problemas como
atrasos nas obras e a rejeição da população local em relação à competição. Não acredito que teremos grandes dificuldades e confio no trabalho do COB no sentido de oferecer as condições que precisaremos para competir e representar bem o Brasil”.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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