Aventureiros terão acesso no Brasil ao repelente usado pelo exército francês

Quem gosta de fazer trilha, acampar, pescar ou praticar outros esportes radicais tem a preocupação constante em evitar os insetos. Além estragar o passeio, provocando alergias e infecções, eles também trasmitem doenças graves como febre amarela, malária,

  
  

Quem gosta de fazer trilha, acampar, pescar ou praticar outros esportes radicais tem a preocupação constante em evitar os insetos. Além estragar o passeio, provocando alergias e infecções, eles também trasmitem doenças graves como febre amarela, malária, dengue e leishmaniose.

Porém, muitas pessoas que usam repelentes não entendem por que, mesmo passando o produto, ainda são picadas. O fato é que uma pesquisa realizada pela Pro teste – Associação brasileira de Defesa do Consumidor com 11 repelentes brasileiros (entre os quais: Autan, Off!, Super Repelex, Johnson’s Baby e Citropic) chegou à conclusão de que nenhum deles “garante uma proteção duradoura”.

Para preencher esta lacuna, o Laboratório Osler do Brasil está lançando no país o Exposis Pele, o primeiro gel repelente de insetos do mercado a atingir os níveis de proteção oferecidos pelos similares norte-americanos e europeus. A superioridade de sua ação repelente se deve a uma fórmula diferenciada, com uma concentração de 50% de DEET (dietiltoluamida, a substância repelente). Nenhum produto nacional tem concentração superior a 10%.

Segundo a médica dermatologista Marzia Macedo, de São Paulo, quanto maior a concentração de DEET, maior a proteção contra as picadas. “Concentrações de 30% a 50% são mais eficazes. O tempo de proteção também é maior”, afirma. “Em áreas com mosquitos, a proteção deve ser reforçada com roupas claras e compridas, e não usar perfumes”, destaca.

O Exposis foi lançado no Congresso Mundial de Dermatologia, realizado em julho do ano passado, em Paris, e é capaz de impedir picadas de mosquitos por até cinco horas com uma única aplicação. O gel para pele Exposis é a versão brasileira do Insect Ecran, o repelente francês usado pelos soldados dos exércitos da França, Alemanha e Áustria.

Uso de mosquiteiro é indicado pela OMS :

Para quem acampa, uma outra solução que deve ser usada junto com o repelente é o Exposis Mosquiteiro Impregnado. Os mosquiteiros são um dos meios mais eficazes no combate a doenças como a malária, segundo a OMS. Ainda segundo a Organização Mundial de Saúde, “só recentemente se percebeu que um mosquiteiro
impregnado oferece uma proteção muito maior: ele não apenas age como uma barreira contra picadas de insetos como também repele, inibe ou mata quaisquer mosquitos atraídos”.

O mosquiteiro também é indicado para uso em residências em locais próximos a áreas com insetos.

Onde comprar :

O Exposis Pele é vendido na forma de gel em embalagem de 50 ml e pode ser encontrado na rede de farmácia Iguatemi. Preço: R$ 36,00. O mosquiteiro é encontrado em lojas de artigos esportivos. Preço: R$ 95,00. Os dois produtos podem ser adquiridos também pela internet no endereço ou pelo (11) 3864-9246.

Curiosidades :

As maiores baixas sofridas pelos exércitos nas guerras não são aquelas causadas por fogo inimigo e sim as provocadas por doenças e ferimentos adquiridos fora do campo de batalhas.

Na Guerra do Vietnã, as doenças foram responsáveis por 69% das hospitalizações, enquanto que os ferimentos de combate responderam por apenas 17%. Um documento das Forças Armadas dos EUA divulgado em 2002 afirma:

“Os artrópodes podem causar severos danos físicos, psicológicos e econômicos que ameaçam a missão militar. Não apenas transmitem doenças, como as picadas podem ser dolorosamente perturbadoras e levar a devastadoras infecções secundárias, dermatites e reações alérgicas. Além disso, a contaminação de alimentos e danos a outros artigos são custosos”.

Uma pesquisa publicada na revista norte-americana Military Medicine traz um índice de 13% de respostas afirmativas de soldados para a pergunta: “você já observou ou esteve envolvido em alguma situação de pânico durante exercícios ou operações de campo provocados por insetos ou outros tipos de pestes”.

Os militares norte-americanos utilizam o DEET desde 1946. Nestas quase seis décadas que se seguiram, testes com milhares de outras substâncias foram incapazes de encontrar alguma que apresentasse melhor ação repelente.

Alternativas como vitamina B1, aparelhos que emitem ultra-som, velas, óleos com essências de plantas como citronela e eucalipto, cápsulas de alho etc. não têm ação comparável à do DEET. Em julho de 2002, uma pesquisa publicada no New England Journal of Medicine conclui que o DEET ainda é o princípio ativo mais eficaz e seguro contra os insetos: “Em razão de nossas descobertas, não podemos recomendar o uso de qualquer um dos repelentes atualmente disponíveis que não sejam à base de DEET para oferecer proteção completa contra picadas de artrópodes em atividades prolongadas ao ar livre”, afirmam os cientistas Mark S. Fradin e John F. Day, responsáveis pelo estudo.

Fonte: PS Comunicação

  
  

Publicado por em

Cleiber Viana

Cleiber Viana

21/12/2008 11:04:48
Eu partcularmente venho conprovando a total eficácia de uma essência amazônica que injerida duas vezes ao dia te dá total proteção principalmente contra o mosquito da dengue,pretendo com parceria de algum laboratório produzir capsulas com com essa essência, para o bem de todos...

Edy Carvalho

Edy Carvalho

09/09/2008 11:28:41
Achei ótima está matéria, infelizmente nosso país só tem alguma atitude depois que os fatos ocorrem, faço parte do corpo de enfermagem, e o tema mais abordado em todo nosso curso é: "A PREVENÇÃO É O MELHOR CAMINHO A SER SEGUIDO". Estou indo embora para Tabatinga divisa de peru/colombia e tenho dois filhos e estou preocupada por saber que não existe vacina contra malaria, me sinto desprotegida mais agradeço a dica deixada. Obrigada beijos