Brasil 1 usa arma do automobilismo para melhorar velas

O Brasil 1 está aproveitando uma arma comum no automobilismo para garantir bom rendimento na Volvo Ocean Race, a mais tradicional regata de volta ao mundo. Uma equipe formada por quatro tripulantes da equipe brasileira está desde terça-feira, em Auckland,

  
  

O Brasil 1 está aproveitando uma arma comum no automobilismo para garantir bom rendimento na Volvo Ocean Race, a mais tradicional regata de volta ao mundo. Uma equipe formada por quatro tripulantes da equipe brasileira está desde terça-feira, em Auckland, na Nova Zelândia, fazendo uma série de testes nas velas em túnel de vento. A tecnologia é utilizada normalmente na Fórmula 1 para melhorar a aerodinâmica dos carros.

A comitiva do Brasil 1 é formada pelo comandante Torben Grael, o coordenador de velas Stuart Wilson, que vive na Nova Zelândia, além dos timoneiros espanhóis Roberto “Chuny” Bermudez e Guillermo Altadill. Os testes começaram na terça-feira e terminam nesta quinta.

“O trabalho aqui está sendo bastante cansativo.Chegamos cedo ao laboratório, passamos o dia inteiro fazendo os testes e saímos tarde. O trabalho é técnico, mas interessante. E os testes estão sendo muito positivos, pois estamos vendo como as velas reagem em determinada condição ou direção de vento. Isso é importante para saber o que esperar durante a regata”, afirmou Torben, da Nova Zelândia.

O trabalho está sendo feito nos laboratórios da Universidade de Auckland, sob supervisão dos profissionais da North Sails, a fornecedora oficial de velas da equipe brasileira.

“Temos um número de velas limitado, então é importante ter a vela certa para o clima certo. No túnel de vento, vamos justamente verificar os ângulos de velas, analisar se é realmente isso que queremos”, explica o diretor Alan Adler.

As velas foram desenhadas com base nos dados meteorológicos das regiões em que o Brasil 1 navegará. Em algumas áreas os ventos chegam a quase 40 nós (mais de 70 km/h).

A base de dados é a mesma usada pelos designers do escritório Farr Yachts ao projetar o barco brasileiro, patrocinado por VIVO, Motorola, QUALCOMM e governo brasileiro por meio da Apex (Agência de Promoção das Exportações no Brasil).

A Volvo Ocean Race permite que cada equipe use apenas 24 velas durante a volta ao mundo. Os times poderão fazer ajustes nas velas a cada etapa.

Uma vela usada na primeira perna oceânica, por exemplo, pode ser recortada e costurada para a quarta etapa, por exemplo.

“Teremos várias configurações de velas e todas elas passarão por algum tipo de modificação durante a regata”, avisa o neozelandês Wilson, responsável por esses ajustes.

O Brasil 1 está sendo construído em Indaiatuba. O barco deve ficar pronto no final de maio e entrará na água no começo de junho.

Na semana passada, toda a equipe brasileira foi apresentada no Rio de Janeiro e a tripulação esteve em Indaiatuba conhecendo o barco em construção.

O time é formado por seis estrangeiros e cinco brasileiros: Torben Grael, Marcelo Ferreira, Kiko Pellicano, André Fonseca e Joca Signorini (Brasil), Adrienne Cahalan e Justin Clougher (Austrália), Guillermo Altadill e Roberto “Chuny” Bermudez (Espanha), Stuart Wilson (Nova Zelândia) e Knut Frostad (Noruega).

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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