Brasil quer entrar na rota mundial do Turismo de Golfe

Peter Walton, presidente da International Association of Golf Tour Operators, visita o Brasil pela primeira vez; Embratur aposta no esporte como pólo de atração de turistas, estreando a participação em feiras específicas do segmento e apoiando a CBG no c

  
  

Peter Walton, presidente da International Association of Golf Tour Operators, visita o Brasil pela primeira vez; Embratur aposta no esporte como pólo de atração de turistas, estreando a participação em feiras específicas do segmento e apoiando a CBG no circuito `Conheça o Brasil Jogando Golfe`

No final de 2003 começou uma relação que promete ser uma das grandes alavancas do turismo de golfe no Brasil. Na feira International Golf Travel Market (IGTM), onde a Embratur(Instituto Brasileiro de Turismo) participou em dezembro passado em Punta Cana (República Dominicana), o presidente da International Association of Golf Tour Operators (IAGTO), Peter Walton, teve um primeiro contato com o potencial que o Brasil oferece para receber turistas interessados em praticar o esporte.

Quem presenciou o encontro viu o quanto ele ficou motivado para conhecer a infra-estrutura do país. Mais que isso, promoverá estudos de base para o desenvolvimento do turismo de golfe brasileiro.

Resultado: Walton desembarcou no país nesta semana e também vai participar da primeira etapa do circuito `Conheça o Brasil Jogando Golfe`, realizado pela Confederação Brasileira de Golfe (CBG)/Bureau Nacional de Turismo de Golfe com apoio da Embratur.

Na visita de Walton, que dura até o dia 29, ele irá conhecer oito campos de golfe. Esta ocasião é uma oportunidade que o Brasil tem de mostrar o golfe como uma das opções turísticas que oferece e também de lançar sua candidatura para sediar o IGTM de 2006.

`Se o IGTM for sediado aqui, além de trazer turistas estrangeiros de negócios, também vamos receber os operadores turísticos que poderão vender o Brasil no segmento golfe`, afirma Jeanine Pires,diretora de Turismo de Negócios e Eventos da Embratur.

O inglês Walton é uma das pessoas que decidem onde irão acontecer as próximas edições da feira, um evento anual e itinerante.

Dos cerca de 60 milhões de jogadores no mundo, 20 milhões viajam para praticar o esporte pelo menos uma vez por ano, segundo estimativas da CBG.

`Se Walton fizer uma boa avaliação dos nossos campos, definitivamente vamos virar uma página e entrar na rota do turismo de golfe mundial`, acredita Christiane Teixeira, vice-presidente de desenvolvimento da Confederação. Os ânimos estão confiantes - a CBG e quem conhece outros campos consagrados no mundo sabem que o que se encontra no Brasil é de excelente qualidade.

`Nossa infra-estrutura é boa e os resorts têm padrão internacional`, afirma Airton Pereira, diretor de Turismo de Lazer e Incentivo da Embratur, responsável pelo projeto de apoio à comercialização do Turismo de Golfe no mercado internacional.

`Estamos divulgando o turismo de golfe e este circuito em todas as feiras`, comenta Airton. `Conheça o Brasil jogando Golfe` é realizado em oito etapas,cada uma com 80 participantes, em nove resorts. É uma série de amistosos que acontecem junto a festas, músicas e jantares, unindo o esporte ao turismo.

O campeonato começou dia 18 de março e termina em 21 de novembro, passando por cinco estados brasileiros. Walton está competindo na primeira fase, em Comandatuba (BA). No sábado, dia 20 de março, ele dará uma primeira declaração sobre a visita, na cerimônia de encerramento da etapa.

Feiras :

A Embratur também inaugura sua participação em feiras específicas do segmento. A primeira de sua história foi a IGTM, onde os resultados já aparecem, com a visita de Walton.Neste ano, a participação na Golf Festival, que aconteceu de 13 a 15 de fevereiro em Estocolmo (Suécia), também foi animadora.

`Os operadores e o público começam a conhecer o Brasil e ver que podemos ser a bola da vez no turismo de golfe mundial`, afirma Fabio Grossi, que representou a Embratur nos dois eventos.

`Só aqui temos oportunidade de jogar durante o ano inteiro, enquanto os países consagrados só têm seis meses devido ao inverno rigoroso`, completa.

Além disso, o que torna o Brasil competitivo é a grande qualidade dos campos (105, segundo a CBG), muitas vezes associados a resorts, complexos hoteleiros de luxo com paisagens deslumbrantes e serviços de primeira linha.

A National Golf Foundation (NGF, EUA) avalia que os golfistas gastem US$ 26,1 bilhões em viagens para praticar o esporte por ano no mundo, dos quais 75% vão para as indústrias hoteleira, de transporte, de alimentação e bebidas.

Os Estados Unidos lideram o ranking de número de praticantes, com cerca de 26,2 milhões de golfistas. Em segundo lugar vem a Suécia, com aproximadamente 650 mil golfistas. A CBG estima que o Brasil tem 20 mil praticantes.

Segundo a World Travel and Tourism Council e a Organização Mundial do Turismo (OMT), em 99, o turismo de golfe gerou 656,9 milhões de turistas e 192 milhões de empregos diretos e indiretos.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Embratur

  
  

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