Brasileiras lutam por medalha na prova de trialtlo

A participação do triatlo brasileiro nos Jogos Olímpicos de Atenas começa nesta quarta-feira, dia 25, com as mulheres, enquanto a equipe masculina compete no dia seguinte. A paulista Carla Moreno (Pão de Açúcar/ Nike/ Unimonte), a brasiliense Mariana Ohat

  
  

A participação do triatlo brasileiro nos Jogos Olímpicos de Atenas começa nesta quarta-feira, dia 25, com as mulheres, enquanto a equipe masculina compete no dia seguinte. A paulista Carla Moreno (Pão de Açúcar/ Nike/ Unimonte), a brasiliense Mariana Ohata (Pão de Açúcar/ Brasil Telecom) e a fluminense Sandra Soldan (Pão de Açúcar/Brasil Telecom/Reebok) disputam a prova no Centro Olímpico Vouliagmeni, para um percurso de 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida.

As três representaram o país em Sydney, em 2000, sendo que o melhor resultado foi alcançado por Sandra, com o 11o lugar, enquanto Carla e Mariana não completaram a prova. A largada está prevista para 10 horas (4 horas em Brasília).

Classificadas entre as 15 melhores do mundo, Carla (13a), Mariana (14a) e Sandra (15a) chegam a Atenas numa condição diferente da de Sydney.

Afinal, a ascensão no ranking e os resultados positivos colocam as atletas entre as melhores do mundo e no páreo por um lugar no pódio olímpico.

Carla Moreno, por exemplo, venceu duas etapas da Copa do Mundo, uma em novembro de 2003, no Rio de Janeiro, e outra neste ano, em Mazatlán (México), chegando a ocupar o quinto lugar no ranking da União Internacional de Triathlon (ITU), entidade que rege o esporte e classifica
os atletas para a Olimpíada. Carla foi medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999.

Mariana Ohata também obteve resultados positivos, conseguindo vencer o Brasília International e a Vila Velha International, o segundo lugar na etapa da Copa do Mundo de Madri, todos em 2003, além do nono lugar em Mazatlán neste ano, feitos que melhoraram consideravelmente sua posição no ranking. Com 11 anos no esporte, Mariana tem como principal modalidade a natação, já que vem de uma família de nadadores.

“Cada uma fez sua parte nos treinos e tudo saiu perfeitamente bem. Estou tranqüila e consciente de que vou ter que fazer muita força para realizar uma boa prova. O que quero mesmo é cruzar a linha de chegada satisfeita com o que fiz, independentemente do resultado. Mas com certeza vou buscar o pódio`, afirma Mariana, de 26 anos.

Sandra Soldan traz no currículo a excelente campanha em Sydney, sendo a melhor sul-americana na competição. Uma contusão no final do ano passado impediu que ela participasse de algumas etapas da Copa do Mundo, ficando como terceira brasileira no ranking.

Mesmo assim, teve boa participação nas seletivas, com o 12o lugar em Mazatlán e o 46o no Mundial de Portugal. Médica, Sandra disputa provas de triatlo há sete anos e é treinada pelo marido Neném.

Segundo o técnico da equipe feminina, Marcos Paulo Reis, o ânimo do grupo é muito bom. “Todas estão tranqüilas e conscientes de tentar o melhor. Fizemos o reconhecimento do percurso nesta segunda-feira e vimos que não será nada fácil. O ânimo é o melhor possível, mas todas estão com o pé no chão e estão conscientes do alto nível técnico da prova”, destaca o treinador.

Entre as favoritas para a prova feminina estão a atual campeã olímpica, a suíça Brigitte Mc Mahon (`zebra` em Sydney, ela atualmente ocupa a 34a colocação do ranking mundial), as norte-americanas Barbara Lindquist e Sheila Taormina (1a e 2a do ranking mundial, respectivamente), a canadense Jill Savege (4a) e a alemã Anja Dittmer (5a).

Em Atenas, além da briga por medalha, as atletas brasileiras concorrem ao Bônus Pódio Pão de Açúcar, que premiará os atletas patrocinados pela empresa que obtiverem um lugar no pódio. A medalha de ouro garantirá o prêmio de R$ 200 mil, enquanto a prata valerá R$ 100 mil e o bronze, R$ 70 mil. Também está na disputa o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, da equipe Pão de Açúcar / Clube de Atletismo BM&F.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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