Cartilha da Univali-SC traz informações sobre os perigos relacionados ao banho de mar

Oferecer informações sobre os riscos de acidentes de banho mais comuns ocorridos nas últimas temporadas, aliado a orientações para identificar e se salvar das correntes de retorno, além de se prevenir contra o banho próximo a costões rochosos e desembocad

  
  

Oferecer informações sobre os riscos de acidentes de banho mais comuns ocorridos nas últimas temporadas, aliado a orientações para identificar e se salvar das correntes de retorno, além de se prevenir contra o banho próximo a costões rochosos e desembocaduras de rios, são as principais características da nova cartilha , Conhecendo os perigos da praia, que o Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMar) da Univali está distribuindo em 56 praias do litoral catarinense.

De acordo com os coordenadores do projeto Gerenciamento e Segurança nas Praias, que originou todas os dados contidos no folhetim ao longo de seus mais de sete anos de execução, trata-se de uma maneira inédita de orientar os banhistas durante a temporada de verão, além de se constituir em um produto que pode ser usado durante todo o ano, informando ao público usuário das praias de nosso litoral.

Todos os dados estatísticos e informações expostas na cartilha, como os números de acidentes e de vítimas fatais de afogamento, condições do mar e outras, são apresentadas de maneira ilustrativa, transformando-se numa leitura agradável voltada para um público alvo de todas as idades.

Segundo o diretor do CTTMar, professor Fernando Luiz Diehl, “as cartilhas devem constituir-se em referência para que os banhistas conheçam bem as características e os riscos das praias que visitam para usufruir com segurança dos 538 quilômetros de praias no Estado de Santa Catarina”.

Desde 1995, apoiado pela Petrobras, o projeto Gerenciamento e Seguranças nas Praias busca contribuir para uma qualificação do turismo litorâneo, orientando a população quanto aos riscos relacionados ao banho de mar de maneira inédita em todo o país.

“Ao longo desses oito anos, conseguimos observar, até, uma mudança na abordagem da imprensa quanto aos acidentes, ou seja, a mídia tem se baseado bastante nas informações importantes geradas pelo projeto”, destaca Diehl.

Guiados pelas irreverentes personagens Nino e Tonho, o leitor conhece, através de ilustrações claras, objetivas e bem-humoradas, as correntes de retorno, responsáveis por 97,5% dos acidentes de banho, bem como as prevenções necessárias quanto ao banho próximo às desembocaduras de rios, molhes de barras de rios, plataformas de pesca e costões rochosos.

Segundo a cartilha, esses são considerados locais de perigo permanente, pois é grande a incidência de correntes de retorno próximo a esses locais.O perigo dessas correntes de retorno, popularmente conhecidas como repuxos, podem ser analisados por sua força e velocidade. As correntes mais fortes podem atingir velocidades que chegam de dois a três metros por segundo.

Desta forma, nem mesmo o atual campeão olímpico e mundial de natação, o holandês Pieter Van Den Hoogenband, que possui o recorde nos 100 metros livre com a marca de 47s84 (2,09 m/s), poderia lutar por muito tempo contra as correntes de retorno.

A publicação apresenta, também, os perigos considerados não-permanentes, como as arrebentações das ondas, tipos de praia e buracos. A conjunção desses três fatores causa uma variação no fundo do mar constante e imprevisível, dando condições para que ocorra acidentes de banho.

Já o mergulho próximo aos costões rochosos e desembocaduras de rios são considerados perigos permanentes, pois é lá que acontecem as variações de marés, além de estarem em locais próximo a pedras e rochas submersas, de difícil visualização de fora da água.

A cartilha detalha, ainda, as sinalizações com as bandeiras nas praias e nos postos de salva-vidas. São três bandeiras, nas cores verde, amarela e vermelha, as quais tem a função similar à de um semáforo de trânsito. Verde, mar bom; amarela, atenção e; vermelha, mar perigoso.

Quando, por exemplo, existe uma bandeira amarela no posto de salva-vidas e outra vermelha na praia, no mesmo ponto, isso significa que a praia, de maneira geral, está em condições de atenção, enquanto que, no ponto onde está fixada a bandeira vermelha na praia, o local apresenta correntes de retorno.

Mais informações sobre a cartilha podem ser obtidas na internet pela internet ou com o professor Fernando Diehl pelo telefone (47) 9983-6737.

Fonte: CTTMAR

  
  

Publicado por em