Embalado, Scheidt tenta o heptacampeonato mundial na Turquia

Chegou a hora de o hexacampeão mundial Robert Scheidt participar do segundo campeonato mais importante do ano, depois da Olimpíada de Atenas. A partir desta quinta-feira,o velejador compete com os principais nomes da classe Laser no Mundial de Bodrum,na T

  
  

Chegou a hora de o hexacampeão mundial Robert Scheidt participar do segundo campeonato mais importante do ano, depois da Olimpíada de Atenas. A partir desta quinta-feira,o velejador compete com os principais nomes da classe Laser no Mundial de Bodrum,na Turquia, que segue até o dia 19, com a realização de duas regatas por dia.

Líder do ranking da Federação Internacional de Vela (ISAF), dono de 106 títulos na carreira e invicto em 2004 com seis vitórias em seis competições, Scheidt vai em busca do heptacampeonato, que escapou por apenas um ponto no ano passado, na Espanha.

“O título mundial é um sonho para todo velejador. E comigo não é diferente, ainda mais porque o hepta esteve bastante próximo em 2003”, contou o iatista, de 31 anos, patrocinado pelo Banco do Brasil, Medley Genéricos, Varig e Volvo Car Brasil e integrante da Equipe Petrobras de Vela.

Scheidt viajou para a Turquia no início do mês, logo após o inédito título da Semana de Hyères, na França, que o conduziu ao topo do ranking mundial. Na semana passada, o campeão treinou entre três e quatro horas diárias para se acostumar aos ventos e à raia turca.

“O vento esteve bastante variável nesse período pré-Mundial. Achei a raia bem dinâmica e, quando a maré sobe, fica bastante parecida com as condições que encontro no Brasil, principalmente em Ilhabela e em Búzios.”

O Mundial de Bodrum tem programadas 14 regatas, sendo duas por dia, com início às 12 horas locais (6 horas de Brasília). A fase classificatória, com oito provas, será disputada de quinta a domingo, com todos os barcos inscritos competindo em flotilhas (grupos) distintas.

A disputa da flotilha ouro, que reúne os mais bem classificados da primeira fase, acontece entre os dias 17 e 19. A partir da quinta regata, cada velejador pode descartar um resultado. Se mais de dez provas forem realizadas, serão permitidos dois descartes.

“Os primeiros dias do campeonato são decisivos porque na fase classificatória é fundamental não ter nenhum resultado ruim. Por isso serão necessárias muita habilidade e regularidade”, contou Scheidt, que considera o Mundial mais exigente técnica e fisicamente do que a própria Olimpíada.

“Aqui são aproximadamente 160 velejadores, numa verdadeira maratona de 14 regatas em sete dias. Na Olimpíada serão 40 participantes, um por país, com seis dias de disputa e intervalo entre uma regata e outra. Por outro lado, pelo fato de ser anual, a pressão no Mundial é inferior à da Olimpíada, que é uma competição de maior prestígio.”

Para Robert, seus principais adversários na Turquia serão o português Gustavo Lima, atual campeão do mundo, o australiano Michael Blackburn e o inglês Paul Goodison, respectivamente segundo e terceiro colocados do ranking, o esloveno Vasilij Zbogar, o sul-africano Gareth Blanckenberg, o croata Mate Arapov, o espanhol Luis Martinez Doreste e os suecos Kalle Suneson e Daniel Birgmark.

Campeão em Tenerife - Espanha/95, Cidade do Cabo - África do Sul/96, Algarrobo - Chile/ 97, Cancún -México/ 2000, Cork - Irlanda/2001 e Cape Cód - Estados Unidos/ 2002, Robert Scheidt é o único brasileiro hexacampeão mundial de uma modalidade olímpica e também o maior vencedor da história da classe Laser, com o dobro de conquistas do segundo maior campeão, o australiano Glenn Bourke, ídolo do brasileiro.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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