Robert Scheidt conquista heptacampeonato mundial

Mais uma vez Robert Scheidt mostrou por que é considerado o principal esportista brasileiro da atualidade e um dos maiores nomes da história do iatismo no Brasil. Líder do ranking da classe Laser e dono de duas medalhas olímpicas, ouro em Atlanta/96 e

  
  

Mais uma vez Robert Scheidt mostrou por que é considerado o principal esportista brasileiro da atualidade e um dos maiores nomes da história do iatismo no Brasil.

Líder do ranking da classe Laser e dono de duas medalhas olímpicas, ouro em Atlanta/96 e prata em Sydney/2000, Robert tornou-se nesta quarta-feira, em Bodrum, na Turquia, o primeiro brasileiro heptacampeão mundial de uma modalidade olímpica.

Foi o 107º título em 22 anos de carreira e o sétimo em 2004, ano em que ele tem como principal objetivo a Olimpíada de Atenas, em agosto. Os demais títulos mundiais do paulista de 31 anos foram conquistados em 1995 (Tenerife/Espanha), 1996 (Cidade do Cabo/África do Sul), 1997 (Alagarrobo/Chile), 2000 (Cancún/México), 2001 (Cork/Irlanda) e 2002 (Cape Cod/EUA).

“Estou absolutamente realizado com o heptacampeonato. A ficha ainda não caiu, mas a sensação é indescritível”, comemorou o iatista, de 31 anos, patrocinado pelo Banco do Brasil, Medley Genéricos, Varig e Volvo Car Brasil e integrante da Equipe Petrobras de Vela.

“Tive uma grande lição no ano passado,quando perdi justamente na última regata e o Gustavo Lima conseguiu o que parecia impossível.Reconquistar o título é até melhor do que defender o troféu.”

As duas regatas disputadas nesta quarta-feira, último dia do Mundial, foram extremamente disputadas entre Scheidt e o australiano Michael Blackburn, o único que podia atrapalhar os planos do brasileiro.

“Foi muita adrenalina. Eu estava em sexto na primeira regata, à frente do Blackburn, mas fui penalizado pelo júri com duas bandeiras amarelas e acabei desclassificado da regata. Isso deixou a situação complicada para a prova
decisiva, que teve quatro largadas anuladas.

Na hora que valeu, saí melhor que o australiano, consegui deixá-lo para trás e cheguei em segundo”, contou o melhor velejador do mundo em 2001 segundo a
Federação Internacional de Vela (ISAF). Sétimo colocado na primeira prova, Blackburn não terminou a segunda regata do dia.

Nas dez provas disputadas em Bodrum, Scheidt obteve quatro vitórias, dois segundos, um terceiro e um quinto lugares, além dos descartes de uma sexta colocação e da desclassificação desta quarta. O brasileiro terminou a competição com 16 pontos perdidos contra 25 de Blackburn.

O heptacampeonato de Robert representa o oitavo título mundial do Brasil na classe Laser, uma vez que Peter Tanscheit foi campeão em 1991, na Grécia. Naquela oportunidade, o jovem Robert Scheidt terminou na 20ª colocação. Em 2002, em Marselha, na França, Scheidt conquistou também o título do Mundial da ISAF, que é disputado a cada quatro anos.

“É um resultado muito positivo para o iatismo brasileiro. Foi suado pra caramba, as duas bandeiras amarelas por causa de movimentos não permitidos não estavam no programa, mas o Robert foi com tudo para a última regata do campeonato”, disse o técnico do iatista, Cláudio Biekarck.

“Depois da Olimpíada de Sydney, os adversários pensaram que o Robert era fraco em match race. Mas o australiano tentou a manobra quatro vezes na última regata e perdeu todas.”

Os sete títulos do ano - Campeonatos Brasileiro, Sudeste Brasileiro, Centro-Sul-Americano, Cricket Match Race, Pré-Olímpica de Búzios, Semana Olímpica Francesa, em Hyères, e o Mundial - credenciam Robert Scheidt como esperança de medalha para o Brasil em Atenas.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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