Grand Prix reúne 28 barcos em Ilhabela (SP)

Corrida entre barcos iguais já é tendência mundial. Sem o tempo corrigido, vence aquele que chegar na frente. Depois do sucesso da regata Eldorado Alcatrazes, disputada no último sábado com o número recorde de 174 barcos, a 29ª Semana de Vela de Ilhabe

  
  

Corrida entre barcos iguais já é tendência mundial. Sem o tempo corrigido, vence aquele que chegar na frente.

Depois do sucesso da regata Eldorado Alcatrazes, disputada no último sábado com o número recorde de 174 barcos, a 29ª Semana de Vela de Ilhabela prossegue nesta segunda-feira com a realização do IV Grand Prix da Copa Mitsubishi Motors. Uma tendência mundial de competições náuticas, com forte expressão nos Estados Unidos, o Grand Prix é uma corrida de barcos exatamente iguais, onde a técnica e o entrosamento dos velejadores é que acaba determinando a vitória, ou seja, vence aquele que chegar na frente. No total serão realizadas quatro regatas, duas nesta segunda e outras duas na terça-feira, em torno de bóias montadas no canal de São Sebastião.

Apesar da empolgação dos 28 barcos e cerca de 200 velejadores na raia, o tempo não ajudou muito nesta segunda-feira. Com ventos fracos e com uma chuva fina, a largada da primeira regata foi dada às 12h10min. Estavam na raia tripulantes das classes ILC30, Delta 32, Schaffer 31 e os famosos 40.7 (barcos com medidas entre 30 e 40.7 pés). Essa é a primeira vez que um Grand Prix de 40.7 é realizado no Brasil, o que acabou gerando uma grande ansiedade entre os participantes.

Segundo o diretor de vela de oceano do Yacht Club de Ilhabela, José Manoel Nolasco, o objetivo do Grand Prix é reunir os velejadores que permanecem na Ilha durante a Semana de Vela e possibilitar que eles possam treinar. “O Grand Prix é uma boa oportunidade para treinar e ver quem são os melhores”, comentou ele.

Para o juiz internacional, Nelson Ilha, este tipo de competição tende a crescer no Brasil. Hoje, as regatas são realizadas com barcos de mesma classe, mas, com características diferentes. Para que haja equilíbrio e justiça nos resultados, o tempo real de regata de cada um, passa por um cálculo internacional que leva em consideração os barcos e as condições do vento (rating). “No Grand Prix a coisa muda, pois eles competem entre si. São classes iguais e o que chega na frente ganha”, explicou Ilha, que está competindo em Ilhabela como trimmer (aquele que ajusta as velas) do Wiki-Wiki.

O Grand Prix termina nesta terça-feira e os resultados não somam pontos para a 29ª Semana de Vela de Ilhabela, que recomeça nesta quarta-feira, às 11h, com uma regata de médio percurso. De quinta a domingo, as regatas são mais curtas e exigem muita técnica dos participantes. O veleiro Wiki-Wiki retoma a competição com vantagem, já que foi o vencedor da regata Eldorado Alcatrazes, cruzando a linha de chegada com tempo corrigido de 4h03m5.

Mesmo sem competir, alguns velejadores aproveitaram o dia para fazer o reconhecimento da raia, o que deve tornar a competição ainda mais acirrada. “Nós primeiros viemos conhecer a raia, depois então é que colocamos o barco na água e ficamos mais competitivos”, comenta o gaúcho Rogério Albuquerque, do veleiro Luck.

A 29ª Semana de Vela de Ilhabela termina no próximo sábado. O evento tem organização da D&S, com patrocínio de Mitsubishi Motors, com co-patrocínio da HSBC Premier e Semp Toshiba.

Fonte: Assessoria de Imprensa de Ilhabela

  
  

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