Escolas de mergulho podem voltar a operar na Ilha do Arvoredo-SC

As afiliadas da Associação das Escolas e Operadoras de Mergulho do Estado de Santa Catarina podem voltar a operar na Reserva Biológica Marinha (Rebiomar) da Ilha do Arvoredo. A autorização foi concedida no dia 23/7, pelo juiz substituto em exercício n

  
  

As afiliadas da Associação das Escolas e Operadoras de Mergulho do Estado de Santa Catarina podem voltar a operar na Reserva Biológica Marinha (Rebiomar) da Ilha do Arvoredo.

A autorização foi concedida no dia 23/7, pelo juiz substituto em exercício na 1ª Vara Federal de Florianópolis (SC), Eduardo Didonet Teixeira, em ação proposta pela associação contra o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, que em março deste ano tinha fechado a reserva para visitação pública. O Ibama pode recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região.

Na decisão de 61 páginas, Teixeira fixou uma série de determinações para que as escolas possam voltar a operar, como limitação do número de pessoas por dia e proibição de mergulhos noturnos.

As operadoras também devem enviar, a cada dois meses, relatório de suas atividades à Justiça Federal e ao Ministério Público Federal. O juiz ressaltou que o descumprimento das condições acarretará imediata suspensão do direito de operar na reserva do Arvoredo, com exceção da face sul da Ilha, que está liberada para as atividades de mergulho.

Teixeira considerou que o mergulho é atividade ecológica, com caráter comercial, mas também educacional, que `ajuda na conservação do ambiente subaquático e na preservação do meio ambiente`.

Além disso, o magistrado entendeu que as operadoras demonstraram que atendem às exigências ambientais, levando ainda em conta o fato de que as escolas empregam várias pessoas, direta ou indiretamente.

A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo é formada por um conjunto de ilhas costeiras localizadas ao norte da Ilha de Santa Catarina, onde está situada a maior parte do município de Florianópolis.

O arquipélago é composto pelas do Arvoredo, Deserta, Galé e pelo rochedo do Calhau de São Pedro. A unidade de conservação foi criada em 1999 e possui uma área de 17,8 mil hectares, a uma distância de cerca de 11 quilômetros do continente.

Fonte: MPF

  
  

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Mauricio Biazus

Mauricio Biazus

30/09/2008 13:58:19
Mergulhadores, na sua maioria, não são turistas, são admiradores do mar, portanto, acho que o mergulho, com consciência, deveria ser liberado em mais áreas da reserva. Adoro mergulhar, e o local mais próximo que tenho é Santa Catarina. A única coisa que tiro do mar, são fotografias. Já mergulhei em vários outros lugares, inclusive no caribe, onde a vida marinha é muito mais rica e também frágil. O mergulho lá é muito menos restrito, e as operadoras mantém rígido controle sobre os mergulhadores. Os instrutores são fiscais do meio ambiente. E FUNCIONA. Acho que no Brasil, se confunde muito preservação com abandono, e acho que Santa Catarina perde muito com isso. Exemplo no Brasil é Arraial do Cabo, onde temos o fenômeno de ressurgência, e o local é um criador de várias espécies diferentes.
O mergulho lá não é tão restrito. Essa decisão me parece mais política do que ambiental. Acho que o Governo do Estado deveria intervir, mesmo que fosse com uma pesquisa de impacto ambiental, antes que os mergulhadores não apareçam mais por lá. Temos milhares de exemplos de manejo no mundo todo. Não é tão difícil assim seguir algum, e largar um pouco este modismo de ambientalismo que só existe mesmo no Brasil. Parece que o que falta é vontade, porque entendidos no assunto...estes temos de sobra. Afinal, de quem é a autoridade ????