Expedição de Ciclistas faz levantamento ambiental na Estrada Real

O objetivo da expedição é mobilizar e sensibilizar as comunidades que integram este trecho da Estrada Real, por meio de palestras educativas, sobre o meio ambiente e o turismo na Estrada Real.

  
  
Ciclistas da Expedição Caminho velho, mundo novo no ponto de partida, a Praça Tiradentes, em Ouro Preto

Os integrantes do “Projeto Caminho Velho, Mundo Novo” partiram nesta sexta-feira (24) de Ouro Preto, no Circuito do Ouro, na Região Central de Minas Gerais, em direção a Parati, no Rio de Janeiro. A expedição é formada por 11 ciclistas e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (SETUR-MG). O objetivo é mobilizar e sensibilizar as comunidades que integram este trecho da Estrada Real, por meio de palestras educativas, sobre o meio ambiente e o turismo na Estrada Real.

Os participantes da expedição percorrerão um trajeto de 630 quilômetros do Caminho Velho da Estrada Real, passando por 33 cidades. Serão realizadas palestras em nove municípios. A primeira aconteceu na manhã da última sexta-feira, em Ouro Preto, pouco antes da partida, quando os participantes falaram para os motoristas de táxi e guias de turismo da cidade.

Para o coordenador do "Projeto Caminho Velho, Mundo Novo", o fisioterapeuta Raoni Rocha, a missão do grupo vai muito além do que pedalar por centenas de quilômetros. “Queremos conscientizar as populações do Caminho Velho da Estrada Real sobre as questões ligadas ao meio ambiente e ao turismo interno, já que vem aumentando o fluxo de turistas nas regiões onde vivem.”

Segundo o analista de turismo da SETUR-MG, Gabriel Salgado, esta foi a principal razão que levou a Secretaria de Estado de Turismo a apoiar o projeto. “As comunidades ao longo do Caminho Velho precisam compreender o turismo, como uma atividade que pode garantir melhor qualidade de vida gerando emprego e renda, mas também devem estar conscientes das questões ambientais. Assim, elas poderão receber o turista com a hospitalidade de sempre e atentas para a preservação do meio ambiente”, concluiu.

De acordo com o pediatra André Luis Lacerda, integrante da expedição, o grupo quer dar outro recado com esta iniciativa. “O nosso slogan é deixe o carro em casa e vá de bicicleta. Sou médico e era sedentário até integrar o projeto. Andar de bicicleta é bom para a saúde e para o meio ambiente. Como atualmente também estudo arquitetura, o curso me despertou para o fato de que existem soluções viáveis para reduzir a poluição nos centros urbanos e utilizar a bike, em determinadas situações, é uma delas.”

Levantamento ambiental

Entusiasmados com a expedição, quando ainda estava na fase de planejamento, o grupo levou a ideia ao conhecimento do promotor Marcos Paulo de Souza Miranda, da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico e Turismo. Ele apoiou a proposta e orientou que seria importante aproveitar a ocasião para fazer um levantamento ambiental no trajeto.

A sugestão foi aceita. O engenheiro ambiental, Leonardo Collet, integrante da expedição, além de pedalar sua bike, fará uma série de anotações ao longo da viagem. “Estamos registrando, em todos os lugares que passamos, as informações básicas sobre cada localidade, os rios, as áreas de preservação, os tipos de vegetação e os morros. A meta é, depois da expedição, analisar os dados para mensurar os indicadores e resultados do nosso trabalho”, explicou.

Para realizar a tarefa, Leonardo contará ainda com a ajuda do engenheiro mecânico, José Flaviano Issa, mais conhecido como Zeca, que vai fotografar toda a viagem e conduzir o carro de apoio. O grupo se preparou por quatro meses para a expedição, pedalando na Serra do Cipó (Santana do Riacho), Macacos (Nova Lima) e Casa Branca (Brumadinho). A alimentação seguirá o cardápio preparado por um nutricionista. As refeições serão nas paradas de repouso e ao longo do dia muita fibra - pão integral, granola e complemento alimentar. Os intervalos para descanso, durante o dia, são realizados a cada 20 quilômetros percorridos.

A expedição chegarou no final da tarde da sexta-feira (24) em Cristiano Otoni, onde passaram a noite, após percorrer 85 quilômetros. Nesta sexta-feira, às 19 horas, os expedicionários fizeram palestra para a comunidade local. Nos demais dias, as palestras acontecerão no mesmo horário, sempre nos pontos de parada para dormir, na seguinte ordem: Lagoa Dourada, São João del-Rei, Capela do Saco (distrito de Carrancas), Cruzília, Passa Quatro, em Minas Gerais; na cidade de Guaratinguetá, no Estado de São Paulo, e no destino final Parati, no Rio de Janeiro. No decorrer do caminho, haverá distribuição de material informativo da Secretaria Estadual de Turismo, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, do Instituto Estrada Real, além de sorteio de alguns brindes.

O secretário de Turismo de Ouro Preto, Gleiser Boroni, disse que agora espera a volta do grupo para saber os resultados do "Projeto Caminho Velho, Mundo Novo". “Ações como esta são muito importantes porque, além de conscientizar as pessoas para o turismo interno, alertam para a poluição produzida pelos carros. E é muito oportuno que isso ocorra já que acabamos de implantar na cidade o Estacionamento Rotativo. A melhora no trânsito já é visível. Quando eles tiverem o resultado da expedição, vamos articular um encontro para que o relatório final seja entregue ao prefeito Angelo Oswaldo”, finalizou.

Fonte: Secretaria de Turismo de Minas Gerais

  
  

Publicado por em