Expositores da Adventure Fair apostam na continuidade do crescimento do Mercado Outdoor

São Paulo (SP) - O ano de 2003 foi, para muitos setores da economia, modesto em termos de negócios. As empresas que cresceram em relação a 2002 não obtiveram taxas que a fizessem comemorar com entusiasmo. Mas para muitas das companhias do mercado outdoor,

  
  

São Paulo (SP) - O ano de 2003 foi, para muitos setores da economia, modesto em termos de negócios. As empresas que cresceram em relação a 2002 não obtiveram taxas que a fizessem comemorar com entusiasmo. Mas para muitas das companhias do mercado outdoor, os 12 meses do ano passado consolidaram sua ascensão e continuam apresentando bons resultados, apesar das incertezas da economia brasileira. A expectativa destas empresas de aventura e ecoturismo que irão expor na sexta edição da Adventure Fair (maior evento destes mercados no Hemisfério Sul e que acontece de 7 a 11 de agosto no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo) é que em 2004 o segmento poderá crescer o equivalente aos anos anteriores (a taxa anual estimada pelas empresas do setor é de 30%).

Para executivos da Serelepe/Kailash, Timberland, Curtlo, TAM Viagens, Salomon, Adidas e CamelBak, a feira de 2004 será mais uma vez o termômetro do mercado, seja para lojistas do atacado e do varejo ou para os consumidores. “Apostamos também no otimismo do setor e na estabilidade da economia. Prova disso é que, no primeiro semestre deste ano, crescemos entre 20 e 25% em relação ao mesmo período do ano passado”, afirma Roberto Eli, diretor da Serelepe/Kailash. “A Adventure Fair tem papel preponderante neste mercado, que ainda é pequeno no Brasil se comparado, por exemplo, com o agronegócio, mas tem grande potencial de crescimento. De 10 a 12 lojistas argentinos e chilenos visitarão a feira este ano, convidados pela Serelepe/Kailash. Eles ficaram impressionados com o que viram em 2003 e aceitaram prontamente retornar”.

Outra empresa deste setor que vem crescendo no Brasil é a norte-americana Timberland. “Desde o evento do ano passado, tivemos um incremento de vendas da ordem de 15% no Brasil”, ressalta Gustavo Brandão, gerente de varejo da empresa. “Até o final de 2004, prevemos que este número chegue a 20%”.

Patrocinadora e operadora oficial da Adventure Fair, a TAM Viagens, que é a segunda maior empresa deste mercado no país, estará no evento com dois exclusivos roteiros que levam a marca EcoTAM: Cariri Paraibano (que inclui Cariri, Natal e Pipa) e Boca da Onça (Pantanal, Bonito e Serra da Bodoquena). “Acreditamos muito no potencial da feira e, através dela, esperamos melhorar ainda mais nossos números de 2003. Só com o EcoTAM, tivemos uma procura 30% maior por pacotes para destinos ecológicos”, lembra Sylvio Ferraz, diretor da TAM Viagens. A empresa trará 200 agentes de viagens de todas as regiões brasileiras para conhecer a Adventure Fair 2004 no dia 6 de agosto, destinado somente ao trade, convidados e jornalistas.

A fabricante de acessórios e roupas para aventura Curtlo também registrou crescimento de vendas em 2003, na casa de 40%. “Assim como os outros componentes do mercado outdoor, enfrentamos uma certa retração da economia mas obtivemos números positivos. Para este ano, mesmo com pouca chance de retomada do poder aquisitivo do consumidor, a expectativa é que tenhamos um aumento um pouco menor, que deve chegar a 20%”, disse Fernando Oliveira, diretor da Curtlo. Ele considerou positiva a antecipação do período da Adventure Fair. “A mudança de data facilitará a programação de lançamento de produtos das empresas, bem como a entrega das novas coleções”.

A feira é o evento mais importante do ano para a fabricante de produtos para hidratação CamelBak. “Participamos de oito a 10 grandes feiras anuais e a Adventure é, sem dúvida, a mais significativa. Ela atinge diretamente o nosso público e evidentemente fomenta o mercado que atuamos. Esperamos, mais uma vez, ampliar nossos negócios com os lojistas”, observa Rodrigo Lessa, gerente de marketing da CamelBak.

De acordo com Bruno Abilel, gerente da marca Salomon, a Adventure Fair tem servido como um ótimo indicativo do mercado outdoor. “Seu crescimento é reflexo do aumento de investimentos no setor e, por conseqüência, do retorno sobre tal investimento”, diz. “O mercado de aventura está em expansão, tanto em número de praticantes quanto simpatizantes, e a feira é reflexo disso, graças a seu crescimento em número de expositores e visitantes”.

Apesar da ausência da Adidas nos últimos anos, segundo o gerente de produtos da empresa, Daniel Comerian, fica evidente para a marca que o evento tem papel fundamental na consolidação do mercado adventure. “A feira é de presença obrigatória para quem quer competir nesse segmento. Mostraremos em 2004 nossa coleção de produtos para a prática de esportes aquáticos e terrestres”.

lico mais profissional

Sérgio Bernardi, diretor da Promotrade, organizadora da feira, lembra que Adventure Fair deste ano deverá ter um público 10% menor que os 89 mil que estiveram no evento do ano passado. O motivo é a estratégia dos promotores de priorizar um visitante mais profissional. “Atrairemos, com esta mudança, mais agentes de viagem, lojistas e praticantes de esportes de aventura. Isso também vai propiciar mais conforto aos próprios visitantes, uma vez que em 2003 o Pavilhão da Bienal atingiu o limite de capacidade”, explica. “A própria iniciativa em destinar o dia 6 de agosto, véspera da abertura do evento ao público, somente ao trade, expositores e jornalistas vai trazer, naturalmente, um público mais qualificado para a sexta edição da Adventure Fair”, completa Bernardi.

  
  

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