Giacinti confirma favoritismo e vence a Volta de São Paulo

Numa posição defensiva, tentando proteger o líder da competição, a equipe Memorial/Santos levou o argentino Jorge Giacinti à conquista do título de campeão da segunda edição da Volta do Estado de São Paulo de Ciclismo, terminada neste domingo depois de ce

  
  

Numa posição defensiva, tentando proteger o líder da competição, a equipe Memorial/Santos levou o argentino Jorge Giacinti à conquista do título de campeão da segunda edição da Volta do Estado de São Paulo de Ciclismo, terminada neste domingo depois de cerca de 1.400 quilômetros de muito esforço, adrenalina e emoção.

Giacinti terminou em 24º. lugar na nona e última etapa da competição, garantindo o título com 8 segundos de vantagem sobre o também argentino Matias Medici, do Avaí, e 13 segundos sobre o brasileiro Pedro Autran Nicácio, da DataRo, terceiro colocado na classificação geral.

A última etapa foi repleta de emoção. Afinal, muitos ciclistas partiram para o tudo ou nada, forçando o ritmo da prova, que teve 46,4 quilômetros entre Jundiaí e São Paulo.

O resultado disso foi a média fantástica de 52,978 km/h, obtida pela rodovia dos Bandeirantes, Marginal Pinheiros e entrada na Cidade Universitária, a maior das nove etapas da competição.

O vencedor foi o italiano Alberto Curtolo, da Liquigas/ Bianchi, com o tempo de 52min33, seguido do paranaense Nilceu Santos, da Scott/Fadenp, de São José dos Campos, e do português Pedro Soeiro, da Vulcal/ Pombal, com o mesmo tempo do vencedor.

A Volta de São Paulo foi aberta no dia 16, com a primeira etapa sendo disputada na Cidade Universitária por 130 ciclistas. Depois disso, a caravana passou pelas cidades de São José dos Campos, Atibaia, São Carlos, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Campinas, além de São Paulo. Apenas 90 competidores conseguiram completar a prova, bastante difícil e equilibrada.

Jorge Giacinti comemorou muito a conquista, que deu o bicampeonato para a Memorial/ Santos. “Só tenho a agradecer a confiança que o pessoal da Memorial me deu na chegada ao Brasil, no início de janeiro. Estava bem preparado e com o apoio de meus companheiros de equipe consegui conquistar um título importante na minha primeira competição de estrada pela equipe”, comentou o atleta, de 30 anos.

Depois de quatro anos na Publiguias, do Chile, o atleta argentino foi chamado para compor a equipe Memorial, que no fim do ano ficou desfalcada com a saída de Márcio May e Nilceu Santos, que se transferiram para a Scott/ Fadenp.

“Não quisemos prejudicar nenhum time brasileiro e, por isso, contratamos o Giacinti. Graças a Deus deu certo e podemos comemorar o bicampeonato”, lembrou o técnico Cláudio Diegues, muito feliz com o resultado, depois de passar por muita apreensão.

“O ciclismo é um esporte de risco e todos viram o acidente a menos de sete quilômetros do final, que derrubou pelo menos 15 participantes.”

Melhor brasileiro :

Quem comemorou muito a classificação também foi o mineiro Pedro Autran Nicácio, o brasileiro mais bem colocado na competição, ficando com o terceiro lugar.

“Entrei muito confiante na última etapa, mas não esperava ser o melhor brasileiro da Volta. Isso foi uma surpresa muito agradável”, observou o ciclista que defende a Dataro/Blumenau.

Outro atleta muito feliz na chegada na Cidade Universitária era o paulista Mac Donald Fernandes, da Cesc/Nossa Caixa/Levorin, que terminou em quarto lugar na classificação geral e levou o prêmio especial de Promessa Olímpica, destinado aos atletas brasileiros nascidos entre 1982 e 1986.

“Quando decidi fazer ciclismo ninguém me entendia, mas agora conto com o apoio de toda a minha família”, admitiu o atleta, que fez 23 anos em janeiro. “Sou considerado um atleta completo e isso justifica a minha regularidade.”

Nascido em Santo André e criado em Ouro Fino, no Sul de Minas, Mac Donald começou no esporte em Caraguatatuba, com 18 anos. Cinco anos depois foi uma das sensações da Volta de São Paulo, chegando a liderar três classificações: Meta Volante, Prêmio de Montanha e Promessa Olímpica.

“No ciclismo apenas força não resolve. É preciso inteligência para aproveitar os melhores momentos das competições”, disse o campeão paulista de resistência e campeão brasileiro de velocidade olímpica. “Estou satisfeito por ter alcançado o meu objetivo.”

A Scott/Fadenp, que abriu a competição com vitória na USP, comemorou neste domingo o título de campeã por equipes. “Conseguimos colocar três atletas entre os dez primeiros e por isso foi justo o título por equipes”, afirmou o catarinense Márcio May.

“A integração do grupo foi perfeita e se não conseguimos melhores resultados foi por fatalidade”, lembrou Nilceu Santos, que completou a última etapa em segundo lugar.

“Competi com dores no braço, devido a uma queda sofrida na sexta-feira. Para ajudar, corri ainda gripado, com dificuldades para respirar.”

Além dos mais bem colocados por equipes, na classificação individual, na etapa e na promessa olímpica, receberam prêmios especiais, entregues por autoridades como o secretário Estadual da Juventude, Esportes e Lazer, Lars Grael, e o secretário municipal de Esportes, Marcos Tortorello, Fabiele Motta, da Team Américas, na categoria meta volante; e Patrique Azevedo, da Extra, na montanha.

Como era esperada, a última etapa foi bem rápida, com os atletas se dividindo entre atacar para conseguir um melhor lugar no pódio e defender a posição dos líderes na classificação geral. A emoção foi grande desde a largada, dada no quilômetro 48 da rodovia dos Bandeirantes, até a chegada na USP.

Evolução :

O comissário colombiano Cezar Sanchez, da União Ciclística Internacional (UCI), disse neste domingo, após a prova, que vai recomendar a promoção da Volta de São Paulo para a categoria 2.1 em 2006.

“A competição precisa de pequenos ajustes para crescer ainda mais”, disse o comissário. “Precisa aumentar a premiação, o número de metas volantes e incentivar o maior contato dos atletas com o público. O Brasil precisa de um ídolo no ciclismo para o esporte crescer de vez.”

As Américas têm apenas duas provas da categoria 2.1: a Volta do Rio de Janeiro e o Tour da Geórgia, nos Estados Unidos. A organização da Volta de São Paulo vai tentar atender a todas as solicitações da UCI, entre elas uma premiação de US$ 60 mil, para promover a competição. A recomendação já havia sido feita no ano passado, mas os organizadores preferiram amadurecer a competição, realizando a segunda edição para depois aceitar o desafio lançado pela UCI.

Classificação da nona etapa – 46,4 km – média 52,978 km/h

1.- Alberto Curtolo (Liquigas Bianchi / Itália), 52min23 (com bonificação de 10 seg)

2.- Nilceu Aparecido Santos (Scott/Fadenp), 52min27 (com bonificação de 6 seg)

3.- Pedro Soeiro (Vulcal/Portugal), 52min29 (com bonificação de 4 seg)

4.- Fabiele Motta (Team Américas), 52min30 (com bonificação de 3 seg)

5.- Raul Turano (Monti / Argentina), 52min33

Classificação geral final

1.- Jorge Giacinti (Memorial), 27h19min56

2.- Matias Médici (Avaí), 27h20min04

3.- Pedro Autran Nicácio (DataRo), 27h20min09

4.- Mac Donald Fernandes (Cesc/Nossa Caixa/Levorin), 27h21min32

5.- Márcio May (Scott/Fadenp), 27h21min40

6.- André Pulini (SAP/São Lucas), 27h22min02

7.- Breno Sidoti (Scott/Fadenp), 27h22min07

8.- Marcos Novelo (SAP/São Lucas), 27h22min14

9.- Emilio San Martin (Monti / Argentina), 27h22min31

10.- Luiz Amorin (Scott/Fadenp), 27h22min32

Classificação por equipes

Nona etapa

1.- Scott/Fadenp, 2h37min39

2.- Pells/Caloi, 2h37min39

3.- Ciclominas, 2h37min39

Geral final

1.- Scott/Fadenp, 82h05min21

2.- DataRo, 82h07min05

3.- SAP/São Lucas/Americana, 82h08min37

4.- Cesc/Nossa Caixa/Levorin, 82h16min30

5.- Extra, 82h17min53

6.- Memorial, 82h19min35

7.- Monti / Argentina, 82h23min10

8.- Alas Rojas / Uruguai, 82h36min40

9.- Avaí, 82h43min33

10.- Pells/Caloi, 82h46min22

Meta Volante

Nona etapa

1.- Fabiele Motta (Team Americas), 5 pontos

2.- Emilio San Martin (Monti / Argentina), 3 pontos

3.- Edson Corradi (Ciclominas), 2 pontos

Geral final

1.- Fabiele Motta (Team Américas), 16 pontos

2.- Sidnei Santos (Team Americas), 13 pontos

3.- Edson Corradi (Cesc/Nossa Caixa/Levorin), 10 pontos

4.- Mac Donald Fernandes (Cesc/Nossa Caixa/Levorin), 5 pontos

5.- Valter Ribeiro Jr. (Cesc/Nossa Caixa/Levorin), 5 pontos

Prêmio de Montanha

Nona etapa

1.- Patrique Azevedo (Extra), 5 pontos

2.- Antonio Nascimento (Memorial), 3 pontos

3.- Mac Donald Fernandes (Csc/Nossa Caixa/Levorin), 2 pontos

Geral final

1.- Patrique Azevedo (Extra), 20 pontos

2.- Antonio Nascimento (Memorial), 20 pontos

3.- Mac Donald Fernandes (Cesc/Nossa Caixa/Levorin), 18 pontos

4.- Marcelo Moser (Avaí), 11 pontos

5.- Rogério Silva (Ciclominas), 9 pontos

Promessa Olímpica (ciclistas nascidos de 1982 a 1986)

Nona etapa

1.- William Rodrigues (Peels/Caloi), 52min33, 7º na prova

Geral final

1.- Mac Donald Fernandes (Cesc/Nossa Caixa/Levorin), 27h21min32, terminou em 4º no geral

A Volta Internacional do Estado de São Paulo de Ciclismo 2005 foi uma realização e organização da Rede Globo e Yescom, com supervisão da Confederação Brasileira de Ciclismo, Federação Paulista de Ciclismo e União Ciclística Internacional.

O patrocínio foi da Telefonica, com apoio da Levorin, Localiza, Governo do Estado de São Paulo, Secretarias Estaduais da Juventude, Esportes e Lazer, de Transportes, de Segurança Pública, Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo, prefeituras municipais de São Paulo, São José dos Campos, Atibaia, São Carlos, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Campinas, da Artesp, do DER, do Dersa e concessionárias Autoban, Autovias, Intervias, Triângulo do Sol,Centrovias, Rodovia das Colinas e Vianorte. A promoção e transmissão foram da TV Globo e SporTV.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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