Jornalistas competem no Rally dos Sertões

O Rally dos Sertões, a maior prova off road da América Latina e uma das maiores do mundo em número de participantes, apresenta este ano uma inovação: a Categoria Imprensa, criada pela Dunas Race, empresa organizadora do evento. Pela primeira vez, jorn

  
  

O Rally dos Sertões, a maior prova off road da América Latina e uma das maiores do mundo em número de participantes, apresenta este ano uma inovação: a Categoria Imprensa, criada pela Dunas Race, empresa organizadora do evento.

Pela primeira vez, jornalistas poderão transmitir ao público o que eles mesmos viveram e testemunharam como participantes da competição.

A corrida começa hoje em Goiânia (GO), e termina em São Luís (MA), em 01/08. Serão 4.000 quilômetros em dez dias de aventura pelo interior do País.

A edição 2003 do rally bateu o recorde de veículos inscritos: ao todo foram 221, nas categorias carro (86), moto (88), caminhão (7), quadriciclo (7) e expedition (33).

A Categoria Imprensa tem o apoio do Comunique-se. A organização reservou aos jornalistas cinco Mitsubishi L200 RIII. Cada carro será pilotado e navegado por profissionais de veículos de comunicação diferentes.

Os participantes tiveram aulas teóricas e práticas com o piloto Guilherme Spinelli. Passaram dois dias acampados em uma fazenda em Mogi-Guaçu (SP) e simularam, na pista de testes da Mitsubishi, várias situações de corrida: curva aberta e fechada, salto, aceleração, derrapagem, travessia de rio.

Os jornalistas percorrerão cerca de 400 quilômetros por dia em terrenos difíceis, na areia e na terra.De acordo com os organizadores, os carros são seguros. A capota tem uma armação de ferro por dentro, uma “gaiola” que impede o afundamento do teto, em caso de capotamento.

Os pilotos-repórteres receberão macacão, sapatilha, capacete, luva e balaclava, todos os itens feitos de material anti-chama.

“Vocês vão correr devagar’”, recomendou Ricardo Ribeiro, diretor da VipComm, assessoria de imprensa do Rally dos Sertões. “O objetivo é chegar sem colocar em risco a própria segurança e o equipamento. Completar a prova já é uma grande vitória”.

Os jornalistas escreverão um “diário de bordo” ao fim de cada jornada. “A idéia é transmitir ao público o que sofre, o que sente um piloto de rally:`Hoje fui bem, hoje fui mal, hoje estou com dor no ombro, hoje estou feliz`. É passar essa emoção para o público”, diz Ribeiro.

Os pilotos da Categoria Imprensa terão acesso a notícias sobre o desempenho dos demais competidores do rally. No fim do dia, apesar de exaustos, receberão os detalhes e transmitirão aos seus veículos as informações apuradas por eles e pela organização da prova.

São estes os participantes da Categoria Imprensa: Mariana Becker (Rede Globo), André Ramos (EPTV-Campinas), Tiago Brant (Sportv), Tiago Toricelli (Rádio CBN/Rádio Globo), Luciano`Kdra`Lancelotti(ESPN Brasil),Fernando Solano (Rádio Eldorado), Dênis Almeida (colaborador do Jornal da Tarde), Ricardo Lopes (Revista Universo Rally), Roberlena de Moraes (colaboradora da Revista 4x4&Cia) e Ranimiro Lotufo (“É Show” com Adriane Galisteu, da Rede Record).

No site oficial, estarão as notícias da Categoria Imprensa. Os jornalistas poderão publicar depoimentos sobre como foi o dia, com fotos e informações sobre os carros e equipamentos, entre outros dados.

Tiago Toricelli, repórter da CBN, compõe a dupla com Tiago Brant, do Sportv. Toricelli será o navegador.

“Logicamente não vamos conseguir um tempo tão bom, mas chegar é uma grande vitória”. Ele diz que vai poder compartilhar com o ouvinte tudo o que sentiu durante o dia.

“É legal para os jornalistas como para as pessoas que vão ver, ouvir e ler a gente”. Difícil, diz Toricelli, será informar ao fim do dia. “A gente vai ter que ter gás, deixar alguma coisa de reserva”.

O repórter da CBN surpreendeu-se com a importância e a complexidade da navegação durante uma corrida. “É muita coisa dentro de um carro.Define o trajeto, descobre se o caminho está certo, se está errado, se vai ar, se não vai... Checa o nível do combustível, controla a velocidade, vê se está rápido demais, se tem que acelerar...”

Mariana Becker, repórter da Rede Globo-RJ, estará ao lado da navegadora Roberlena de Moraes, da Revista 4x4&Cia.

“Sempre gostei muito de dirigir. Mas no Rio não pego o carro, não preciso. Ando sempre de bicicleta”.Becker é dada a aventuras: acampamentos, montanhas... Já atravessou a Patagônia de carro. Participou do Rally dos Sertões em 2000 (navegadora) e em 2002 (piloto). O cotidiano será árduo, uma vez mais:

“Vou entregar o carro, explicar aos mecânicos o que precisamos mudar, me preparar para o dia seguinte e, com o resto dos neurônios, mandar a matéria”.

Becker receberá de um produtor da Rede Globo mais informações do rally.“Só sei de mim, posso contar a minha experiência”.

Lenildo Cardoso cuidará da edição e da geração das reportagens, que serão apresentadas pelo Globo Esporte, diariamente, e pelo Esporte Espetacular.

“Um sonho de moleque que virou brincadeira e trabalho de gente grande. Sou privilegiado, assim como outros duzentos e poucos [participantes] que também vão passar por caminhos que dificilmente seriam percorridos em qualquer viagem de turismo”, diz André Ramos, da EPTV Campinas, em entrevista à organização da prova.

A programação da retransmissora da TV Globo é exibida em mais de 350 cidades do sul de Minas Gerais e interior de São Paulo, como Ribeirão Preto e São Carlos.

“Espero que os telespectadores da EPTV, com as imagens feitas de dentro do carro, vejam pelo menos parte do que eu vou ver. Porque dizer que vão sentir a mesma emoção é hipocrisia. Impossível. Pelos treinos já deu pra perceber: a adrenalina rola a milhão!! E adrenalina é na corrente sanguínea. Via satélite, só pra dar água na boca”, comentou, em um artigo sobre a sua experiência como piloto.

Infra-estrutura de cobertura:

Os organizadores montaram uma infra-estrutura de alta tecnologia para facilitar a captação e a transmissão das notícias do rally. No total, 120 jornalistas vão acompanhar a prova, entre profissionais de rádio, jornal, TV, Internet e revista, além de uma equipe com dez assessores de imprensa.

Os repórteres usarão vinte veículos, modelo Mitsubishi L200 4x4 e Pajero TR4; duas ilhas de edição móveis; dois helicópteros de filmagem com câmera robotizada; up link para geração das matérias; duas horas diárias de satélite para geração das imagens; sala de imprensa com conexão via satélite em rede.

Os jornalistas poderão editar e gerar as informações em poucos minutos. As ilhas de edição ficarão em um ônibus; as matérias serão enviadas por meio de equipamentos móveis de transmissão via satélite.

Uma carreta especial será adaptada para um ambiente com uma sala de estar envidraçada, cozinha, mesas, cadeiras e aparelhos de geração por satélite. Ao jornalista bastará plugar o laptop para apurar e enviar as informações.

Equipes de fotógrafos transmitirão o seu trabalho, por satélite, para o site oficial da competição. A tecnologia permite a qualquer emissora de TV do mundo o acesso a vinte minutos das melhores imagens do dia. A TV acessa o satélite e faz o download gratuitamente.

A mídia não pagará nada para cobrir o rally, nem pela infra-estrutura, nem pelos direitos de imagem. Todos os equipamentos serão montados e desmontados diariamente.

Começarão a funcionar às 11h e serão desativados às 22h, horário em que os veículos de apoio voltarão a pegar
a estrada. “Imagina o que é montar e desmontar isso durante dez dias viajando pelo sertão do Brasil”, comenta Ribeiro.

A rotina facilitará a cobertura. A caravana dormirá em alguma cidade, em hotel ou barraca. Em outras corridas, o repórter tinha de esperar os carros chegarem, à noite, para fazer a entrevista, escrever e enviar o material para a redação. Este ano, os jornalistas produzirão tudo “no meio do mato”.

Outro reforço: um avião da equipe de imprensa da prova vai recolher as informações, pelo rádio, e transmiti-las para o site da prova.

“Em cinco minutos, qualquer lugar do mundo lê as principais notícias do dia”.

Os jornalistas que cobrem o rally também receberão as notícias, sem precisar esperar a chegada dos carros para saber o que aconteceu com os competidores no decorrer do dia.

Mais:a cada etapa, a organização entrevistará os primeiros colocados e, por meio de telefones via satélite, transmitirá as fotos em alta resolução, as frases, os detalhes, as opiniões dos competidores.

Em poucos minutos, tudo estará disponível no site, junto com as informações relevantes que serão publicadas online, em tempo real. “Tudo isso do meio do nada”, realça Ribeiro.

Fonte:Categoria Imprensa

  
  

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