Largada é decisiva no Match Race Brasil que será realizado em Ilhabela-SP

Os oito timoneiros que vão comandar suas equipes na disputa da segunda etapa do Match Race Brasil de sexta-feira a domingo em Ilhabela têm um desafio em comum: largar o melhor possível para sair em vantagem em todas as regatas. Como no Grande Prêmio d

  
  

Os oito timoneiros que vão comandar suas equipes na disputa da segunda etapa do Match Race Brasil de sexta-feira a domingo em Ilhabela têm um desafio em comum: largar o melhor possível para sair em vantagem em todas as regatas.

Como no Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1, onde as ultrapassagens são muito difíceis, no Match Race, uma competição barco contra barco (veleiros 40.7), uma boa largada pode assegurar a vitória. A opinião é unânime entre os velejadores do nível de campeões olímpicos como Robert Scheidt, Marcos Soares e Marcelo Ferreira.

Para Robert Scheidt, hexacampeão mundial e tricampeão pan-americano da classe Laser e vice-campeão da primeira etapa do Match Race, disputada em maio, em Búzios (RJ), uma boa sensibilidade na hora da partida é fundamental neste tipo de competição.

“O grande objetivo é chegar próximo à linha de largada em boa velocidade e com certa vantagem para o adversário. Essa sensibilidade que bons largadores têm como o Alan Adler e o Torben Grael pode definir logo no início o vencedor”, comentou o velejador paulista, de 30 anos.

Alan Adler, campeão mundial de Star em 1989 e medalha de prata no Pan de Santo Domingo na J24, concorda com Robert.Para ele, a largada é responsável por cerca de 60% de um bom resultado numa regata de match race.

”Dependendo do vento e das correntes, as ultrapassagens são muito difíceis. É como correr em Mônaco na Fórmula 1. As oportunidades de tirar a diferença para o adversário nas manobras são muito pequenas”, analisou o carioca, de 39 anos.

O campeão olímpico Marcos Soares (ouro na classe 470, nos Jogos de Moscou, em 1980), acha que largar mal é como tomar um gol de pênalti no início de um jogo de futebol.

“É difícil reverter a situação. Você tem de partir para manobras mais ousadas e isso nem sempre dá certo”, explicou. “É importante conhecer muito bem as regras e a tática da competição.”

Medalha de ouro e de bronze na Star nas Olimpíadas de Atlanta e de Sydney e campeão da primeira etapa, em Búzios, Marcelo Ferreira é o tático da equipe de Torben Grael. Para ele, um bom início é decisivo.

“A largada é 90% da regata.Largar atrás é muito prejuízo porque a marcação é muito forte e o barco que está na frente tem muita vantagem na tática deprova”, comentou.

“Vamos tentar a segunda vitória, mas sabemos que será muito difícil. Sei que nossos adversários têm treinado muito.”

Na prova serão utilizados quatro veleiros Benneteau 40.7 de aproximadamente 13 metros, com sete toneladas e três velas: Alucinante, Asbar, Capim Canela e Odoyá. Wiki-Wiki será a embarcação reserva. Além de Torben Grael, Alan Adler, Robert Scheidt e Marcos Soares, os outros comandantes são Alex Welter, André Fonseca, Gastão Brun e João Signorini.

As oito tripulações participantes serão divididas em duas chaves de quatro, com todos os barcos se enfrentando dentro dos grupos entre 17 e 18 de outubro.

No dia 19 será disputada a fase decisiva numa série melhor-de-três regatas. Os dois primeiros colocados de cada chave fazem as semifinais e os vencedores disputam a grande final. As regatas serão curtas, com cerca de 5 quilômetros, e deverão demorar em torno de 25 minutos, dependendo do vento.

A competição, que terá ainda uma etapa no Rio de Janeiro, de 21 a 23 de novembro, é uma realização da Vela Brasil, com supervisão da Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM). O patrocínio é de Vivo, UBS e American Express.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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