Longe da Laser, Scheidt volta a competir no Match Brasil

Depois de perder o inédito heptacampeonato mundial da classe Laser por apenas um ponto, no dia 24 de setembro, na Espanha, o iatista Robert Scheidt volta para as competições no Brasil. Ele será uma das atrações da segunda etapa do Match Race Brasil, e

  
  

Depois de perder o inédito heptacampeonato mundial da classe Laser por apenas um ponto, no dia 24 de setembro, na Espanha, o iatista Robert Scheidt volta para as competições no Brasil.

Ele será uma das atrações da segunda etapa do Match Race Brasil, evento destinado para veleiros 40.7, no Yacht Club de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, de 17 a 19 de outubro. Vice-campeão da primeira etapa, disputada em Búzios (RJ), o atleta tentará vencer a sua primeira prova de match race, sistema de disputa barco contra barco.

“Ainda estou aprendendo a jogar no sistema match race, que é uma maneira muito especial de velejar”, diz o hexacampeão mundial e um dos maiores esportistas do Brasil, acostumado a competir sempre em flotilha.

“Acho que fui muito bem em Búzios, mas isso não significa muito. Acho que nesse sistema tudo pode acontecer.”

Da tripulação vice-campeã em Búzios (perdeu a final para o barco comandado por Torben Grael), a mudança mais significativa no grupo é a troca de táticos. O carioca José Paulo Barcellos será substituído pelo paulista Cláudio Biekarck.

“O José Paulo foi fundamental na nossa campanha na primeira etapa, mas infelizmente ele tem outro compromisso. Espero que possamos trazer algumas de suas manobras para Ilhabela”, comentou.

“As decisões nesse tipo de competição precisam ser rápidas e a experiência é importante, principalmente nas largadas.”

Acostumado a velejar desde criança em Ilhabela, ele acha que esse conhecimento não será muito especial agora.

“Conheço bem os ventos e a correnteza da região, mas no match race a marcação do adversário é mais importante”, advertiu o campeão olímpico em Atlanta (1996) e medalha de prata em Sydney (2000), que normalmente é o timoneiro dos barcos baianos Odoyá e Adrenalina Pura na Vela Oceânica.

Celebração ao esporte :

O Match Race Brasil conta com oito tripulações, que farão rodízio em quatro barcos. Os velejadores serão divididos em duas chaves de quatro embarcações, com todos os barcos se enfrentando dentro dos grupos nas duas primeiras etapas, previstas para os dias 17 e 18 de outubro.

No dia 19, será disputada a fase decisiva numa série melhor-de-três regatas. Os dois primeiros colocados de cada chave disputam as semifinais e os vencedores fazem a grande final. As regatas serão curtas, com cerca de 5 quilômetros, e deverão demorar em torno de 25 minutos, dependendo do vento.

O sistema de disputa é o utilizado na Louis Vuitton Cup, classificatória para a America’s Cup, a competição de vela mais tradicional do mundo, com mais de 150 anos de história.

Na prova serão utilizados veleiros Benneteau 40.7 de aproximadamente 13 metros, com sete toneladas e três velas. Os barcos e as velas são cedidos pela organização e são rigorosamente iguais.

O Match Race Brasil é uma verdadeira celebração da força da vela no país. Tanto assim que além de Robert Scheidt mais três campeões olímpicos (Marcos Soares, Alex Welter e Torben Grael) vão comandar tripulações no torneio.

Reunir quatro ganhadores de medalha de ouro numa mesma competição é uma verdadeira façanha no país. Afinal, em 80 anos de participação olímpica, o Brasil conseguiu subir no degrau mais alto do pódio apenas 12 vezes.

Classificação da primeira etapa:

1º) Torben Grael
2º) Robert Scheidt
3º) Alan Adler
4º) André Bochecha Fonseca

O Match Race Brasil, que terá a última etapa no Rio de Janeiro, de 21 a 23 de novembro, é uma realização da Vela Brasil, com supervisão da Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM). O patrocínio é da Vivo, UBS e American Express.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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