Mariana termina como a melhor da América do Sul no trialtlo em Atenas

Há quatro anos, a triatleta brasiliense Mariana Ohata (Pão de Açúcar/Brasil Telecom) não conseguiu completar a prova nos Jogos de Sydney em razão de uma queda, acabando com seu sonho de um bom resultado. Na madrugada desta quarta-feira, entretanto, o

  
  

Há quatro anos, a triatleta brasiliense Mariana Ohata (Pão de Açúcar/Brasil Telecom) não conseguiu completar a prova nos Jogos de Sydney em razão de uma queda, acabando com seu sonho de um bom resultado.

Na madrugada desta quarta-feira, entretanto, o destino reservou à atleta uma situação inversa: ela foi a única brasileira a cruzar a linha de chegada, na 37ª posição, em 2h16min52seg, e a melhor atleta da América do Sul na competição.

As companheiras Carla Moreno (Pão de Açúcar/Nike/ Unimonte) e Sandra Soldan (Pão de Açúcar/Brasil Telecom/Reebok) deixaram a prova no ciclismo devido ao cansaço e uma contusão no glúteo, respectivamente.

A medalha de ouro ficou com a austríaca Kate Allen, completando o bonito percurso no Centro Olímpico Vouliagmeni em 2h04min43seg, enquanto a prata foi para a australiana Loretta Harrop, 2h04min50seg, e o bronze para a norte-americana Susan Williams, 2h05min08seg. Ao todo, 50 triatletas participaram da prova, sendo que 44 chegaram ao final.

`Queria muito completar a prova, o que não consegui fazer em Sydney. Apesar do resultado ser diferente do que queria, pelo menos consegui levar a bandeira do Brasil até o fim. Agora é torcer pelos meninos”, declarou Mariana, 14a no ranking, que também destacou o fato de ter sido a melhor sul-americana.

“Não deixa de ser um feito. Estar aqui e conseguir completar a prova já são grandes conquistas”, encerra a triatleta.

A paulista Carla Moreno, 17ª na ITU, que abandonou a prova na terceira volta do ciclismo, alegou cansaço. `Não tinha mais perna para fazer outra subida. Em oito anos de triatlo foi o percurso mais difícil que já fiz”, explicou a atleta, que venceu as etapas da Copa do Mundo do Rio de Janeiro (03) e Mazatlán (04).

“Mesmo tendo feito uma preparação para subidas, este traçado foi muito mais duro”, finalizou.

Sandra Soldan, 11ª colocada em Sydney, não conseguiu completar a prova devido a uma lesão muscular no glúteo ainda na primeira subida do ciclismo.

O médico da delegação brasileira, João Machado Neto, disse que a atleta foi levada para a Clínica Brasil, na Vila Olímpica, onde foi submetida a um exame mais minucioso, devendo em seguida fazer uma ressonância magnética e uma ultra-sonografia.

Ela lamentou não ter tido forças para continuar `Se desse para pedalar com a cabeça eu pedalaria`, disse ela, sem conter o choro. Sandra contou que a corrente de sua bicicleta se soltou num choque com a atleta tcheca Lenka Radova.

Após colocar a corrente de volta, ela continuou o
percurso mas ao tentar subir, sentiu uma dor forte no glúteo esquerdo. Sandra ainda continuou pedalando somente com a perna direita, mas teve de parar.

`Seria impossível continuar sem um músculo glúteo. Eu estava preparada, mas não há como prever uma coisa dessas`, conformou-se.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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