Paulistano quer confirmar a condição de melhor equipe na abertura do Brasileiro de Canoas Havaianas

Atual bicampeã nacional e vencedora do desafio internacional realizado no Rio de Janeiro no final de 2002, a equipe do Paulistano quer confirmar a condição de melhor do País na abertura do Campeonato Brasileiro de Canoas Havaianas neste sábado (dia 29), n

  
  

Atual bicampeã nacional e vencedora do desafio internacional realizado no Rio de Janeiro no final de 2002, a equipe do Paulistano quer confirmar a condição de melhor do País na abertura do Campeonato Brasileiro de Canoas Havaianas neste sábado (dia 29), na Baixada Santista, litoral de SP.

Contando com uma formação que tem origem no rafting, o time vai disputar a Volta à Ilha de Santo Amaro, com 80 km de percurso entre mar e rio, a maior distância feita em disputas de canoagem num único dia.

Entre os destaques da prova, está a possibilidade de trocas de componentes durante o trajeto, como acontece nas tradicionais travessias no Havaí. Todas as equipes terão atletas reservas, que serão levados em barcos de apoio e farão a substituição com a canoa em movimento, garantindo ainda mais emoção à disputa, além dos obstáculos naturais, como vento, correntes marítimas, ondulação e, é claro, a escolha do rumo certo.

As canoas havaianas - que existem há mais de 3 mil anos, e chegaram ao Brasil em 2001- levam, cada uma, seis atletas, sempre remando em conjunto. Na prova, os times terão nove componentes, que poderão se revezar, a partir da primeira hora de competição.

Estarão em disputa as categorias masculina e mista (três homens e três mulheres). A expectativa é que a equipe vencedora complete o percurso em torno de sete horas.

Um dos grandes responsáveis pela difusão e crescimento da modalidade no Brasil, o canoísta Fábio Paiva (15 vezes campeão brasileiro de canoagem) é o capitão do Paulistano e acredita num bom desempenho, graças à experiência da equipe.

“Nossa equipe já tem uma base sólida e disputou muitos campeonatos junta, inclusive o Mundial de Rafting na África. Não houve um evento com tanta quilometragem num único dia. Temos uma equipe com muita sinergia, acostumada a respeitar a sincronia nas remadas, por causa do rafting, o que é fundamental.

Porém, o que vale mais é o astral da nossa equipe”, comenta Paiva, apontado como o melhor “leme” (aquele que dá a direção da canoa, através das remadas) da modalidade.

ESTRATÉGIA :

Segundo ele, outro ponto decisivo na disputa, além da força e resistência, será a escolha do rumo. “Esse é o foco. Saber trabalhar o rumo certo. Como não vamos só costear, teremos de saber fazer uma boa navegação, para não perder tempo.

Na verdade, as equipes terão de ter um conjunto de sincronia, força, trabalho em grupo e estratégia”, acrescenta o capitão do Paulistano, que venceu no final de dezembro uma prova no Rio de Janeiro, superando, inclusive, uma equipe vinda da França e com grande experiência.

Além dele, o time terá como destaques os remadores Eduardo Coelho e José Roberto Pupo, que integraram a equipe EMA Brasil no Eco Challenge 2002, em Fiji, a maior corrida de aventura do Mundo.

“Eles estão acostumados a sofrer, aguentar grandes desafios. Também contamos com o Maurício Borsari, que faz o voga (responsável pelo ritmo) e tem uma remada muito forte”, completa Paiva, que destaca as equipes Vit Shop/ EAS, campeã brasileira de velocidade, e Brucutus Jaguareguava como principais rivais.

ATLETAS DE AVENTURA :

As canoas havaianas são feitas em fibra de vidro, material que substituiu a madeira Koa, por questões de preservação da natureza (no passado, eram feitas de um único tronco). As embarcações medem 14 metros, pesam 180 quilos, mas apesar de compridas e pesadas, são bem finas, com apenas 50 centímetros de largura.

Para compensar a falta de estabilidade, têm um estabilizador lateral, chamado de ama, que é fixado por dois suportes de madeira, os yakos.

A competição vai reunir 10 equipes, com atletas de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Os principais corredores de aventura do País também estarão competindo na prova. As integrantes da equipe Atenah (Eleonora Audrá, Karina Bacha e Sílvia Guimarães, a Shubby), que disputara as duas últimas edições do Eco Challenge, por exemplo, estão reforçando a equipe mista do Paulistano, campeã nacional de longa distância e de velocidade.

Já Carmem Silva e Pierto Carlo, também da equipe EMA Brasil, estarão remando na PBL, outro time forte na disputa mista. Ainda nesta categoria, uma das novidades será a equipe Quasar Lontra Radical (campeã da Ecomotion 2002 e top 15 do Eco Challenge em Fiji), com Marina Verdini, Rafael Campos, Fabrízio Giovaninni e Victor Lopes. Eles ainda terão a força do leme Edney China, um dos mais fortes remadores da modalidade.

LARGADA :

A largada da prova está marcada para as 9h30, na Ponta da Praia, junto ao Aquário, em Santos. De lá, os remadores seguirão em direção à Bertioga, passando por todas as praias de Guarujá. Na metade do percurso, entrarão no Canal de Bertioga, indo até o Porto de Santos e novamente para a Ponta da Praia.

Mais informações no site ou pelos telefones (13) 3261.7112 e 91191161.

A Volta à Ilha de Santo Amaro tem o patrocínio da Opium Fiberglass. Organização da Canoa Brasil e realização da Associação Brasileira de Canoas Havaianas (Abracha). Apoio da Prefeitura Municipal de Santos, através das secretarias de Esportes (Semes) e de Comunicação (Secom), Associação Brasileira de Esportes de Aventura (ABEA), Sabesp, Cláudio Ximenes, Ângelo Bartolotto e Dr. Clemar - Medicina Esportiva.

Fonte: FMA Comunicação

  
  

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