Rafting de nível internacional atrai mais mulheres no Jalapão

No Jalapão, uma região desértica que há cerca de 350 milhões de anos era coberta por águas de oceanos ao leste do Estado de Tocantins, se esconde o Rio Novo que é considerado um dos 10 mais lindos rios para rafting do mundo. É um lugar inexplorado, o

  
  

No Jalapão, uma região desértica que há cerca de 350 milhões de anos era coberta por águas de oceanos ao leste do Estado de Tocantins, se esconde o Rio Novo que é considerado um dos 10 mais lindos rios para rafting do mundo.

É um lugar inexplorado, onde poucas pessoas foram e a paisagem é completamente virgem e livre da intervenção humana. No cenário que cerca o rio, a natureza revela toda
sua majestade e beleza.

Por esse motivo, fazer rafting nesse pedaço intocado do Brasil significa muito mais do que navegar por corredeiras fortes: descer o Rio Novo é se entregar à oportunidade única de conhecer um lugar desconhecido até mesmo para os brasileiros.

São 34.113 quilômetros de cachoeiras, rios, montanhas, dunas, matas, lagoas e nascentes que atraem não só os amantes do rafting, mas cada vez mais mulheres e executivos que procuram um contato com a natureza para acabar com o stress das grandes cidades.

E, como justamente em maio tem início a melhor
temporada para desbravar essa região escondida nos sertões brasileiros, a agência especializada em turismo de aventura Venturas & Aventuras tem um roteiro especial de sete dias ao Jalapão, oferecendo a possibilidade de pratica de rafting para os que buscam adrenalina. A temporada se estende até setembro.

Esse lugar de nome estranho, Jalapão, pouco conhecido até para brasileiros, é um verdadeiro oásis aquático em meio à paisagem árida e seca que marca parte do cerrado.

O Jalapão cobre uma área de 34 mil quilômetros quadrados sendo os municípios mais conhecidos Ponte Alta do Tocantins, São Felix do Jalapão e Mateiros, cercados por savanas, palmeiras, árvores pequenas e galhos retorcidos.

Lá a densidade populacional é de 1,3 habitante por quilômetro quadrado e a quase inexistência de pessoas batizou a região de Deserto do Jalapão - ainda que deserto mesmo o Jalapão não seja.

“Ali, onde o sol é inclemente e as estradas são poeirentas, uma complexa rede fluvial corre por baixo da terra árida e desemboca em belas cachoeiras e rios de águas completamente cristalinas, como a cachoeira do Formiga e o incrível Fervedouro, contrastando com áridas paisagens como as surpreendentes dunas e infinitos campos de cerrado”, descreve João Ricardo Marincek, dono daVenturas e Aventuras, empresa que ajudou a desenvolver e comercializa o roteiro.

Nesse cenário virgem e quase intocado, o Rio Novo convida a uma aventura diferente: um rafting de três dias por suas águas 100% puras, onde se tem a oportunidade de estar em águas onde poucos homens navegaram, e que abriga uma das paisagens mais belas e típicas do Norte do Brasil.

“As corredeiras são leves a moderadas - entre classes II e IV - e, por esse motivo, há tempo suficiente para observar o belo cenário que cerca o Rio Novo: matas ciliares repletas de árvores e buritis (um tipo de palmeira muito comum no cerrado brasileiro), onde vivem tucanos, araras-azuis e seriemas, entre outras aves, além de capivaras, onças pintadas e sucuris”, explica Mássimo Desiati, um dos principais guias especializados que acompanham os turistas nesta aventura. Desiati é bi-campeão sul-americano de canoagem e bi-campeão brasileiro de rafting.

“O bote desliza na correnteza acompanhada pela trilha sonora das aves que habitam a região e na água absolutamente transparente, que pode ser bebida tranqüilamente, avistam-se, sem o menor esforço, cardumes de pequenos peixes.

É impossível não se render à tentação de mergulhar no rio e nadar com os peixes, deixando-os mordiscar a pele”, acrescenta o esportista Mássimo. E tal cenário paradisíaco talvez seja o que vem atraindo cada vez mais mulheres a esse passeio de aventura.

Entre uma corredeira e outra, os dias passam lentamente na descida do Rio Novo e a cada curva há uma surpresa. À medida que se avança no rio a paisagem vai mudando e se alterna entre mata ciliar e savana, enchendo o cenário de vários tons de verde. Em alguns pontos pode-se avistar a Serra do Espírito Santo - uma gigantesca chapada de mais de 300 metros de altura com seus flancos corroídos pela ação do vento -e muitas praias à beira da água de areia fina e clara.

Nessas praias são feitas paradas para as refeições e as mais bonitas e maiores são estrategicamente escolhidas para abrigar os acampamentos.

O primeiro dia de descida do rio é o mais tranqüilo, com corredeiras leves, moldadas por grandes pedras marrons. A partir do segundo dia, as corredeiras ficam mais fortes e seus `Ss` e degraus garantem bons
momentos de adrenalina, até chegar na Cachoeira da Velha: uma magnífica queda de 100 metros de largura que forma duas grandes ferraduras. A água escorre e forma um véu branco de água que cai com tanta força que levanta milhares de gotas.

Depois do banho na Cachoeira da Velha, os botes são transportados pelo lado da cachoeira de onde tem inicio a melhor corredeira do rio,com mais de um quilômetro de pura adrenalina.

Fonte: PRC Comunicações Corporativas

  
  

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