O roteiro da 18ª edição do Rally Internacional dos Sertões está traçado

O trabalho, todo realizado por avião, rendeu como o esperado e, mais uma vez, o nível técnico da maior aventura brasileira vai ser superado.

  
  

Após completarem o primeiro levantamento, Marcos Moraes, organizador da prova, e Edu Sachs, diretor técnico, têm poucas dúvidas sobre o que os competidores terão pela frente entre os dias 10 e 21 de agosto. O trabalho, todo realizado por avião, rendeu como o esperado e, mais uma vez, o nível técnico da maior aventura brasileira vai ser superado.

"Ficou excelente. Conseguimos fazer todas as etapas do rally com o mapeamento aéreo e um roteiro excepcional. A partir do terceiro dia, a prova permanecerá com um excelente nível técnico até o seu final. Todas as especiais serão difíceis a partir daí. O ponto alto vai ser a etapa maratona, que totalizará 700 quilômetros sem apoio mecânico, num circuito extremamente técnico, de muita areia, altas temperaturas e navegação por GPS", disse Moraes.

"Depois da etapa maratona, ainda teremos três dias difíceis de prova. A oitava etapa terá um pouco menos de dificuldade, mas também será muito boa, pois apresenta o diferencial de acontecer em serras, com trechos sinuosos. A nona e a décima etapa serão menores, mas bem duras, típicas de caatinga do sertão, e exigirão um nível altíssimo de navegação.

Os competidores terão várias opções de estradas paralelas, que muitas vezes se cruzam. Se errar na navegação, corre o risco de não conseguir se achar depois. Nesses dois dias, o pessoal também enfrentará um percurso quebradeira, com pedras e rios secos pela frente", continuou Marcos.

Para realizar o primeiro levantamento, Moraes e Sachs trabalharam por mais de uma semana, voando em média seis horas por dia - total de 58 horas vôo, 12.760 quilômetros sobrevoados e 1.780 litros de gasolina de aviação consumidos. Apesar de enfrentarem chuva em grande parte das regiões sobrevoadas e atrasarem a programação para buscarem alternativas mais seguras de vôo, ambos pré-definiram o roteiro, que já conta com três cidades reveladas -Goiânia (GO), Palmas (TO) e Fortaleza (CE) -, e voltaram satisfeitos também com as facilidades que serão proporcionadas à logística da segunda maior prova fora-de-estrada do mundo - atrás apenas do mítico Dakar.

"Este deve ser o melhor ano da história dos Sertões para a logística da prova, já que os deslocamentos serão menores e o asfalto será bom em quase todo o trajeto. Calculamos que apenas cerca de 60 quilômetros de asfalto serão ruins", continuou Moraes.

Mesmo com quase todo o Rally dos Sertões 2010 definido pelo mapeamento aéreo, Moraes e Sachs farão o segundo levantamento. Em abril, com o fim do período crítico de chuvas, ambos irão refazer o roteiro - desta vez, por terra - para tirar as poucas dúvidas que ficaram.

"Em função do que foi levantado, devemos permanecer com a prova do jeito que ficou. Na especial da quarta etapa, não sabemos a profundidade de um rio onde o pessoal deverá passar. Na época da prova, que acontece em agosto, estaremos no auge da seca e a passagem deve ser possível. Caso não seja, mudaremos um pouco o roteiro", completou o organizador do Rally Internacional dos Sertões.

Fonte: Eduardo Antonialli / Rodolpho Siqueira

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