Rio de Janeiro sediará a quarta parada da Volvo Ocean Race

A cidade do Rio de Janeiro oficializou na terça-feira, 25/11, a sede da quarta parada da Volvo Ocean Race, considerada a principal regata oceânica de volta ao mundo, prevista para março de 2006. O contrato foi assinado em solenidade realizada na Marin

  
  

A cidade do Rio de Janeiro oficializou na terça-feira, 25/11, a sede da quarta parada da Volvo Ocean Race, considerada a principal regata oceânica de volta ao mundo, prevista para março de 2006.

O contrato foi assinado em solenidade realizada na Marina da Glória pelo diretor geral da Volvo Event Management,o australiano Glenn Bourke, pelo presidente da Riotur e representante do prefeito Cesar Maia, Rubem Medina, e pelo diretor da Rio Stopover, empresa criada para organizar a parada, Alan Adler.

A Volvo Ocean Race terá largada no dia 12 de novembro de 2005 no porto da cidade de Vigo, na região oeste da Espanha. A organização da regata, com sede em Southampton, na Inglaterra, já registrou 30 sindicatos, inclusive um do Brasil. A expectativa é de que 12 participem efetivamente da competição, que terá muitas novidades.

“Apesar de termos mudado muitas coisas para a próxima edição, estou muito feliz pela cidade do Rio de Janeiro continuar sendo a única parada na América Latina. Os veleiros vêm de Melbourne, na Austrália, fazem um pit stop na Nova Zelândia, na perna mais longa da competição até o Rio”, comentou o diretor geral da Volvo Event Management, Glenn Bourke, uma das maiores legendas da vela mundial, tricampeão mundial da classe Laser e organizador do torneio de iatismo da Olimpíada de Sydney, em 2000.

“O Brasil tem grande tradição no esporte, com vários velejadores premiados em Olimpíadas, e uma equipe organizadora competente.”

O secretário especial de Turismo do Rio de Janeiro e presidente da Riotur, Rubem Medina, disse que é uma honra a cidade ser sede de um evento internacional tão importante como esse.

“A Volvo Ocean Race está entre as principais competições esportivas do mundo, com dados fantásticos de mídia. Vamos ter uma divulgação no mundo inteiro e esse é o nosso objetivo”, observou.

“Queremos o Rio ligado a todos os eventos importantes. Por isso, seremos sede do Pan-Americano de 2007 e somos candidatos aos Jogos Olímpicos de 2012.”

Alan Adler acha que a Rio Stopover está pronta para assumir muitos desafios a partir de agora. Ele lembra que serão necessárias obras de infra-estrutura para abrigar os barcos participantes.

“Não sabemos ainda quantas embarcações vão competir, mas já sabemos que serão barcos maiores do que na edição anterior, que também teve uma parada no Rio. Vamos ter de fazer obras importantes na Marina”,comentou o velejador, medalha de prata na classe J24 no Pan-Americano de Santo Domingo.

Além disso, queremos trazer bastante público para a Marina durante a parada,proporcionando atividades e opções de lazer.”

Barco brasileiro O Brasil está inscrito para ter um veleiro na Volvo Ocean Race 2005/2006. Alan Adler está negociando cotas de patrocínio com várias empresas e tem o apoio do governo federal.

Segundo estudos feitos, a inclusão de um barco nacional na competição custa cerca de US$ 15 milhões. “Estamos tendo diversas reuniões e espero fechar todo o projeto dentro de dois meses”, disse Alan, que já escolheu Torben Grael como o comandante da tripulação. “O Torben será o responsável pela montagem da equipe.”

Torben, campeão do Match Race Brasil, competição barco contra barco encerrada domingo, no Rio, disse que só espera o fechamento dos patrocínios para definir a tripulação, que será basicamente internacional.

“Vamos tentar incluir o maior número possível de brasileiros, mas poucos têm experiência para disputar uma regata desse porte. É muito longa, com trechos de muito frio e vento, que exigem gente especializada”, observou o ganhador de seis títulos mundiais e quatro medalhas olímpicas, que disputou duas América’s Cup, a competição mais tradicional da vela mundial, com mais de 150 anos de história.

A Volvo Ocean Race é uma regata de volta ao mundo disputada por veleiros em nove trechos. Para este evento, foi programada uma regata local em cada um dos portos de parada.

O trajeto da regata continuará de acordo com a rota tradicional, com escalas na Cidade do Cabo, na África do Sul; Melbourne, na Austrália; Nova Zelândia; Rio de Janeiro, no Brasil; Baltimore e Annapolis, nos Estados Unidos;Southampton, na Grã-Bretanha, e Gotemburgo, na Suécia.

A Volvo Ocean Race 2001/02 alcançou um público acumulado de mais de 800 milhões de telespectadores,o que a classifica entre os principais eventos esportivos internacionais do mundo.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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