Robert Scheidt embarca em busca do hepta e de confiança

O velejador Robert Scheidt embarca nesta terça-feira para a Europa em busca do sétimo título do Campeonato Mundial da classe Laser de sua carreira e de confiança para lutar por mais uma medalha olímpica. Ouro em Atlanta e prata em Sydney, ele entra ago

  
  

O velejador Robert Scheidt embarca nesta terça-feira para a Europa em busca do sétimo título do Campeonato Mundial da classe Laser de sua carreira e de confiança para lutar por mais uma medalha olímpica. Ouro em Atlanta e prata em Sydney, ele entra agora na parte mais importante de sua preparação para os Jogos de Atenas.

Antes do Mundial da Turquia, marcado para o período de 10 a 19 de maio, na cidade de Bodrum, ele disputa a Semana Olímpica Francesa de Vela, em Hyères, de 25 a 30 de abril.

“Não participo de competições na Europa desde setembro e agora vou ter a oportunidade de enfrentar os melhores atletas de minha classe. Isso é muito importante em minha preparação para a Olimpíada”, lembra o velejador paulista, de 31 anos, que é patrocinado pelo Banco do Brasil, Varig e Volvo Car Brasil e integra a Equipe Petrobras de Vela.

“Na França, não vou me preocupar com os resultados e sim com o treinamento. No Mundial, a coisa é diferente. Lá a coisa vai ser séria.”

Em Hyères, um dos raríssimos torneios que ainda não venceu, Robert quer treinar largadas mais agressivas, competir com muitos barcos e torcer para velejar com ventos fracos, situação que deve encontrar em Atenas. Embora já conheça muito bem todos os adversários, vai aproveitar também para ver como estão os melhores atletas de sua classe.

No Mundial de Bodrum, o desafio será mostrar que não é o maior velejador de todos os tempos na classe Laser à-toa. Dono de seis títulos mundiais, ele tem o dobro de
conquistas que o segundo maior campeão, o australiano Glenn Bourke. O torneio, segundo Robert, é muito forte e técnica e fisicamente mais exigente do que a Olimpíada.

“O Mundial deve reunir pelo menos 160 velejadores, divididos em dois grupos de 80. Vamos disputar 14 regatas em sete dias, numa verdadeira maratona. Já a Olimpíada terá cerca de 40 participantes, sendo apenas um por país, com seis dias de disputa e intervalo entre uma regata e outra”, diz o iatista, atual vice-campeão mundial (perdeu o título por apenas um ponto para o português Gustavo Lima) e vice-líder do ranking da Federação Internacional de Vela (ISAF).

“Pelo fato de ser anual, a gente não sente no Mundial tanta pressão como na Olimpíada, que é uma competição de maior prestígio.”

Robert garante que aprendeu a lidar com a pressão. “Hoje não velejo por dinheiro ou reconhecimento. Velejo pelo prazer de estar no barco. Meu ego se satisfaz com minhas
vitórias e minhas conquistas”, comenta.

“Só procuro fazer o melhor possível porque não gosto de perder. Quero fazer o melhor por mim.”

Neste mês fora do Brasil e depois na disputa da Semana de Kiel, na Alemanha, e nos treinos que fará na raia dos Jogos Olímpicos, na Grécia, Robert terá a companhia do
técnico Cláudio Biekarck, que filmará suas atuações para análise posterior de desempenho.

Na Olimpíada, Robert acredita que a regularidade será o principal fator. “Quem fizer uma média de sétimo lugar terá lugar no pódio. Lá a raia é muito difícil por causa da correnteza e da variação do vento. A chance de fazer uma opção de velejada errada é muito grande”, analisa.

“Quem vencer uma regata pode muito bem terminar em 30º lugar no outro dia.”

Na lista de favoritos ao pódio, Robert inclui muitos candidatos, o que, segundo ele, mostra o grande equilíbrio da classe Laser: o australiano líder do ranking mundial Michael Blackburn, o inglês Paul Goodison, o português Gustavo Lima, o esloveno Vasilij Zbogar, o sul-africano Gareth Blanckenberg, o croata Mate Arapov, o sueco que se classificar (Daniel Birgmark ou Kalle Suneson), o espanhol Luis Martinez Doreste e o norte-americano Mark Mendelblatt.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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