Scheidt é o maior atleta olímpico do Brasil

SO mais vitorioso atleta brasileiro em atividade é agora também o maior vencedor do Brasil em Jogos Olímpicos. O velejador Robert Scheidt, heptacampeão mundial e medalha de ouro em Atlanta/96 e de prata em Sydney/2000 voltou a ocupar o lugar mais alto do

  
  

SO mais vitorioso atleta brasileiro em atividade é agora também o maior vencedor do Brasil em Jogos Olímpicos. O velejador Robert Scheidt, heptacampeão mundial e medalha de ouro em Atlanta/96 e de prata em Sydney/2000
voltou a ocupar o lugar mais alto do pódio na classe Laser em uma Olimpíada.

Em Atenas, no Centro Olímpico de Vela de Agios Kosmas, Scheidt conseguiu o 110º título da carreira e superou o feito de Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão do salto triplo em Helsinque/52 e Melbourne/56. Foi ainda o 10º título de Scheidt em dez campeonatos disputados no ano.

“É uma sensação indescritível. Ser bicampeão olímpico é uma coisa muito grande”, afirma Scheidt, de 31 anos, bicampeão olímpico patrocinado pelo Banco do Brasil, Medley Genéricos, Varig e Volvo Car Brasil e integrante da Equipe Petrobras de Vela.

“É uma coisa até difícil de pensar. Tenho um currículo muito importante e devo isso a uma série de pessoas. Se pudesse, daria um pedaço dessa medalha para minha família, meus patrocinadores e meu treinador Cláudio Biekarck.”

No domingo, dia de disputa da 11ª e última regata da classe Laser, Scheidt podia chegar até em 9º sem depender dos resultados dos concorrentes para ser campeão. Mas ele fez mais do que isso. Conseguiu uma ótima regata, controlou o austríaco desde a largada e chegou na 6ª colocação.

Terminou o campeonato com 55 pontos perdidos após uma vitória, três terceiros, um quarto, um sexto, um sétimo, dois oitavos e um 12º lugares lugares. O brasileiro descartou um 19º lugar.

“Foi um dia muito tenso. A toda hora eu olhava para o relógio para saber se haveria ou não tempo de disputar a regata. Na primeira prova, que acabou cancelada, eu não estava muito bem. Mas na regata que valeu consegui ser frio e garantir a medalha de ouro”, contou o velejador, que ficou em pé no barco assim que cruzou a linha de chegada e mergulhou no mar, comemorando muito.

Logo que chegou à marina Ágios Kosmas, Scheidt foi recepcionado pela equipe brasileira de vela, que carregou seu barco bem alto, com o atleta dentro agitando a bandeira nacional. Em seguida, o bicampeão olímpico atendeu a imprensa e tentou, sem conseguir, falar com o Presidente da República.

Não é só em 2004 que Robert Scheidt está invicto. O último revés na classe Laser aconteceu há exatos 333 dias, na final do Mundial de Cadiz, na Espanha, em 2003.

Naquela oportunidade, o velejador foi superado pelo português Gustavo Lima por apenas um ponto, fato que pesou na sua preparação e na vontade de retornar ao lugar mais alto do pódio na Olimpíada de Atenas.

“Aquela derrota foi ótima para mim. Talvez, se tivesse ganho aquele título, hoje eu não estaria tão bem preparado física e mentalmente. Mas serviu para eu colocar os pés no chão e ter mais vontade de treinar e recuperar o título mundial.”

Antes de garantir a primeira medalha de ouro para o Brasil na Grécia, Scheidt venceu em 2004 os Campeonatos Brasileiro, Sudeste Brasileiro, Centro-Sul-Americano e Grego, Cricket Match Race, Semanas Pré-Olímpica (Búzios), de Kiel, na Alemanha, e de Hyères, na França, e Mundial de Bodrum, na Turquia.

Para ser bicampeão olímpico na raia do Centro Olímpico de Agios Kosmas, Scheidt não teve somente os demais 41 velejadores como adversários.

Robert enfrentou uma temperatura média de 40ºC, velejou com ventos inconstantes e fracos, que não são o seu forte, e ainda teve de lidar com a pressão por ser apontado pelos adversários e pela mídia brasileira e mundial como favorito absoluto à medalha de ouro.

“Nunca cheguei tão bem preparado para uma Olimpíada como aconteceu desta vez. Disputei as 11 regatas com ventos fracos, que não são o meu forte, mas provei que também sei velejar nessas condições. A medalha de ouro estava engasgada, mas agora está aí.”

Em Atenas, a classe Laser foi disputada pela terceira vez na história. A primeira foi em Atlanta, quando Scheidt foi medalha de ouro, o inglês Ben Ainslie ficou com a prata e o norueguês Peer Moberg foi bronze.

Em Sydney, Scheidt e Ainslie trocaram de lugar no pódio, e o bronze ficou com Michael Blackburn, que terminou os Jogos de Atenas em 9º. Agora na classe Finn, Ainslie foi bicampeão olímpico no sábado, prova de que somente um velejador do nível dele pode superar Robert Scheidt.

Ao todo, 400 atletas estão competindo na Vela na Grécia, espalhados pelas 11 classes olímpicas. O Centro Olímpico de Agios Kosmas fica distante 34,7 km da Vila Olímpica, tem capacidade para 1.600 espectadores e está localizado em Pireus.

Scheidt deve retornar ao Brasil nesta semana e sua próxima competição será a segunda etapa do Match Race Brasil, prevista para Ilhabela, de 16 a 19 de setembro.

Os dez primeiros na última regata

1º) Felix Pruvot (FRA)
2º) Diego Negri (ITA)
3º) Mate Arapov (CRO)
4º) Allan Julie (SEY)
5º) Maxim Semerkhanov (RUS)
6º) Robert Scheidt
7º) Kevim Lim (MAS)
8º) Roope Suomalainen (FIN)
9º) Mark Mendelblatt (EUA)
10º) Andreas Geritzer (AUT)

Classificação final (com um descarte)

1º) Robert Scheidt - 55 pontos perdidos - ouro

2º) Andreas Geritzer (AUT) - 68 pp - prata

3º) Vasilij Zbogar (ESL) - 76 pp - bronze

4º) Paul Goodison (ING) - 81 pp

5º) Gustavo Lima (POR) - 88 pp

6º) Karl Suneson (SUE) - 104

7º) Hamish Pepper (NZL) - 108,3

8º) Mark Mendelblatt (EUA) - 111

9º) Michael Blackburn (AUS) - 112

10º) Luis Martinez Doreste (ESP) - 120

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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Júlio césar candela

Júlio césar candela

19/11/2008 11:57:32
primeiramente grande abraço ao nosso heroi nacional (sheid) do primeiro atleta recordista brasileiro de ilhas, (103) medalhas conquistadas para a comunidade de ilha comprida sp brasil (vale do ribeira) litoral sul de são paulo, atleta membro do guinness wolds records,júlio césar candela (maratonista e fundista) icone das ilhas do brasil, que nossa senhora da conceição aparecida padroeira de ilha comprida sp brasil, sempre proteja a todos.