Torben e Marcelo superam falta de ritmo no Mundial de Star

Os bicampeões olímpicos Torben Grael e Marcelo Ferreira são vice-líderes do Mundial de Star, disputado na Argentina. O desempenho da dupla nas quatro primeiras regatas foi excelente, com dois primeiros lugares e nenhuma colocação acima do décimo lugar. Me

  
  

Os bicampeões olímpicos Torben Grael e Marcelo Ferreira são vice-líderes do Mundial de Star, disputado na Argentina. O desempenho da dupla nas quatro primeiras regatas foi excelente, com dois primeiros lugares e nenhuma colocação acima do décimo lugar. Mesmo assim, os dois tiveram de superar a falta de ritmo no início do campeonato.

Torben e Marcelo não velejavam de Star desde setembro, quando conquistaram o título do Campeonato Brasileiro, em Brasília. Após o torneio, eles venderam o barco. O novo Star, que competiu nos Jogos de Atenas, só chegou em janeiro ao Brasil.

“Está sendo um Mundial muito bom, apesar das dificuldades que encontramos no começo.Ganhamos a primeira regata, mas sentimos muito a falta de ritmo. Não velejávamos há muito tempo. E sempre que você fica muito tempo longe da água o rendimento cai. Mas superamos isso e podemos nos concentrar nas duas últimas regatas”, diz o proeiro Marcelo Ferreira.

A dupla, parte da tripulação do Brasil 1, primeiro barco do país a disputar a Volvo Ocean Race, soma 16 pontos perdidos em quatro regatas no Mundial. Os líderes são os franceses Xavier Rohart e Pascal Rambeau, com 12.

“O nível está muito alto, como sempre acontece nos Mundiais de Star. Mesmo passada mais da metade do campeonato, ainda tem muita gente que pode ganhar. Por isso, não dá para montar uma estratégia baseada nesse ou naquele barco. O jeito é velejar bem, sempre”, completa Marcelo.

A competição marca também o primeiro confronto dos bicampeões olímpicos com Robert Scheidt.Heptacampeão mundial da classe Laser, o velejador disputa seu primeiro Mundial na Star.

“O Robert tem velejado muito bem. Ele é rápido. É exatamente isso o que se espera de um velejador de ponta como ele”, analisa.

Espanhóis do Brasil 1

Os outros dois velejadores do Brasil 1 em Buenos Aires, os espanhóis Roberto Chuny Bermudez e Guillermo Altadill, estão em posições intermediárias. Chuny, sétimo colocado no último Mundial, está velejando com Manrique Domingo e é o 13º na geral. Guillermo, com David Veras, é o 20º.

“O Chuny não está tendo uma semana muito boa. Ele está acostumado a velejar na ponta,mas não conseguiu fazer isso aqui em Buenos Aires. Mas vela é assim, tem semana que não dá certo. Já o Guillermo ainda está se adaptando à classe. Antes, ele velejava com catamarãs. Então, o desempenho dele é normal”, conclui Marcelo.

O Mundial de Buenos Aires vai até sexta-feira, quando deve ser realizada a sexta e última regata. Nesta quarta-feira, os velejadores folgaram. No programa estavam um churrasco de confraternização e uma clínica de golfe com o argentino Roberto de Vicenzo.

O barco do Brasil 1, projeto patrocinado por VIVO, Motorola, QUALCOMM e Apex, está sendo construído em Indaiatuba. O término da construção está previsto para o final de
maio e a entrada na água deve acontecer em junho. O time é formado por seis estrangeiros e cinco brasileiros: Torben Grael, Marcelo Ferreira, Kiko Pellicano, André Fonseca e Joca Signorini (Brasil), Adrienne Cahalan e Justin Clougher (Austrália), Guillermo Altadill e Roberto “Chuny” Bermudez (Espanha), Stuart Wilson (Nova Zelândia) e Knut Frostad (Noruega).

Fonte: ZDL de Comunicações

  
  

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