Tripulante do Brasil 1 ajuda no resgate de australiano

O espanhol Guillermo Altadill, timoneiro do Brasil 1, o barco brasileiro que disputará a Volvo Ocean Race, deixou os compromissos profissionais que tinha com os outros integrantes da tripulação para ajudar a Marinha Brasileira no resgate do australiano Ni

  
  

O espanhol Guillermo Altadill, timoneiro do Brasil 1, o barco brasileiro que disputará a Volvo Ocean Race, deixou os compromissos profissionais que tinha com os outros integrantes da tripulação para ajudar a Marinha Brasileira no resgate do australiano Nick Moloney, que participava da regata de volta ao mundo em solitário Vendee Globe.

O barco do velejador perdeu a quilha na terça-feira, a cerca de 200 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, e precisou ser resgatado.

O Skandia ancorou por volta das 21h30 de quarta-feira na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, terminando um longo drama.

Moloney não dormia desde segunda-feira. Com os problemas na quilha, seu barco perdeu estabilidade e corria o risco de virar. Moloney teve de abandonar a competição. Ele estava no 80º dia de sua viagem, que havia começado no último dia 7 de novembro, em Les Sables d`Olonne, na França.

“A minha iniciativa é um ato normal dentro de nosso esporte. Sempre procuramos ajudar um ao outro”, disse o velejador catalão, de 42 anos, que detém o recorde de navegação de volta ao mundo sem paradas, com 58 dias, 9 horas, 36 minutos e 40 segundos a bordo do barco Cheyenne.

Em seu site, o australiano fez questão de agradecer ao velejador espanhol por ajudar na logística de resgate. Altadill tem muita experiência no mar. Ele acumula 330 mil milhas velejadas, cruzou 18 vezes o Atlântico e deu a volta ao mundo seis vezes.

Moloney ficou aliviado com o resgate. “É um grande alívio ser resgatado pela marinha brasileira depois de uma noite e um dia muito cansativos”, comentou para o site da Federação Internacional de Vela.

Ele estava a cerca de 5 mil milhas(aproximadamente 8 mil km) da chegada da Vendee Globe, mas já havia percorrido quase 80% do caminho. Velejador experiente, ele tentava completar a última regata de volta ao mundo que faltava em seu currículo.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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