Vela-Flotilha da Rota do Aço pega bons ventos se espalha no percurso

Os bons ventos e a grande diferença técnica entre os barcos fizeram com que a flotilha se espalhasse bastante no percurso da segunda etapa da Rota do Aço Regata de Vela Oceânica, cuja largada foi dada no início da tarde de terça-feira, nas proximidades da

  
  

Os bons ventos e a grande diferença técnica entre os barcos fizeram com que a flotilha se espalhasse bastante no percurso da segunda etapa da Rota do Aço Regata de Vela Oceânica, cuja largada foi dada no início da tarde de terça-feira, nas proximidades da região oceânica de Niterói, no Rio de Janeiro. As embarcações seguem para a cidade de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, num total de 365 milhas náuticas. Por volta das 14 horas desta quarta-feira, os veleiros estavam entre Santos e Ilha Comprida, no litoral paulista.

Forró/Demag, fita azul da primeira etapa, estava entre os líderes, mas não foi alcançado pelo rádio da Marinha para confirmar posição no início da tarde. O barco carioca, comandado pelo bicampeão mundial de Soling Gastão Brun, é considerado o mais rápido da competição por causa de seu conceito moderno de design, tipo carabelli, construído pelo engenheiro Marco Landi, num estaleiro em Ubatuba.

Além de velocidade, o veleiro de 54 pés tem muito conforto, segundo Gastão Brun. “Escolhi esse veleiro por tudo que ele oferece. É rápido e dá condições de uma viagem tranqüila. Tenho ar condicionado, DVD, TV de plasma, etc, etc”, lembrou o comandante pouco antes da largada na Baía da Guanabara.

Nas disputas de oceano, entre veleiros de tamanhos e modelos diferentes, é criada uma fórmula de classificação, chamada rating, que leva em conta as medidas geométricas dos barcos (área vélica, comprimento) e outros componentes como número e peso dos tripulantes.

Estes dados geram um valor numérico que iguala os barcos a partir do tempo real de cada um. Na primeira etapa, por exemplo, o veleiro Forró/Demag completou a regata em 34 horas aproximadamente, mas aparece com quase 39 horas no tempo corrigido, que define a classificação oficial da regata.

A Rota do Aço teve largada na Praia de Camburi, em Vitória, no sábado, dia 6. Dos 34 barcos que largaram, 29 completaram velejando o percurso até o Rio de Janeiro, de 260 milhas náuticas.

Mestre Rosalino, Normandie, Tinker Toy e Kanaloa terminaram a etapa a motor, enquanto Curimam desistiu. Além de Curimam, Yanan também não largou para a segunda etapa na terça-feira. Nirvana e Txori desistiram no início da perna, ainda no litoral fluminense.

Em compensação, La Niña, que teve problemas em Vitória, deu a largada, assim como Sous Le Vent V, que nem viajou para a capital do Espírito Santo e agora está competindo.

A última etapa será disputada domingo, dia 14, entre o Capri Iate Clube e o centro histórico de São Francisco do Sul, num percurso de apenas 9 milhas náuticas. A chegada fará parte das festividades pelos 500 anos da cidade catarinense, uma das mais velhas do Brasil.

A Rota do Aço :

Regata de Vela Oceânica é uma realização da Arcelor, CST, Vega do Sul e Norsul, com organização da DS Comunicação e apoio da Gol Linhas Aéreas, Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM), da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), da Marinha do Brasil, dos governos do Espírito Santo e Santa Catarina, das prefeituras de Vitória e São Francisco do Sul, do Iate Clube do Espírito Santo, do Iate Clube do Rio de Janeiro e do Capri Iate Clube.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

Publicado por em