Vela: Forró/Demag é o fita azul da 2ª etapa da Rota do Aço

O veleiro carioca Forró/Demag confirmou a sua condição de favorito à fita azul também desta segunda etapa da Rota do Aço Regata de Vela Oceânica,disputada entre o Rio de Janeiro e São Francisco do Sul, em Santa Catarina, num percurso de 365 milhas náutic

  
  

O veleiro carioca Forró/Demag confirmou a sua condição de favorito à fita azul também desta segunda etapa da Rota do Aço Regata de Vela Oceânica,disputada entre o Rio de Janeiro e São Francisco do Sul, em Santa Catarina, num percurso de 365 milhas náuticas.

O barco comandado pelo bicampeão mundial de Soling Gastão Brun precisou de 45h43min58 para fechar a etapa em primeiro lugar, seguido de Swister/Arcelor (47h40min13) e de Maximus/Ferrostal (48h36min51), que praticamente assegurou o título geral da competição no tempo corrigido. A confirmação do título só será possível depois da chegada dos outros concorrentes.

A Rota do Aço é a maior novidade do calendário nacional de vela e teve largada no sábado, às 12h05 em Vitória no Espírito Santo. As embarcações disputaram a primeira
etapa até o Rio de Janeiro, num percurso de 260 milhas náuticas, com uma parada no Iate Clube do Rio de Janeiro, de onde largaram para a segunda perna, às 14h25 de terça-feira.

Depois de cruzar a linha de chegada, exatamente às 12h08min58 desta quinta-feira, os tripulantes do Forró/Demag, um carabelli de 54 pés, seguiram direto para o píer em frente ao hotel Bristol Villa Real, em São Francisco do Sul. Antes de descerem do barco, porém,os velejadores comemoraram a chegada na primeira colocação com um almoço especial: calzone, vinho e champanhe a bordo do barco.

“A regata foi maravilhosa e estou torcendo muito para que ela se consolide no calendário nacional. Na sua primeira edição, a competição foi um grande sucesso”, comentou Gastão Brun, ainda com a taça de champanhe na mão, comemorando com os outros integrantes da tripulação.

“Contamos com bons ventos quase o tempo todo. Só pegamos um pouco de calmaria já na chegada a São Francisco do Sul. Mesmo com tudo certo, ainda tivemos trabalho. Tive de subir duas vezes no mastro, em plena madrugada, para ajustes.”

Para o comandante, a competição pode crescer ainda mais se puder ser disputada junto com o Circuito de Florianópolis de Vela. “Os barcos já estariam prontos para emendar uma competição na outra. Acho que isso interessa a todo mundo”, opinou o iatista, que tem uma
empresa em São Francisco do Sul.

No tempo corrigido, até às 16 horas desta quinta-feira, quando apenas os três veleiros maiores haviam chegado ao Capri Iate Clube, Forró estava em segundo lugar, com
52h39min26, atrás do também carioca Maximus/Ferrostal (53h20min20) e à frente de Swister/Arcelor (54h46min21).

Nas disputas de oceano, entre veleiros de tamanhos e modelos diferentes, é criada uma fórmula de classificação, chamada rating, que leva em conta as medidas geométricas dos barcos (área vélica, comprimento e tamanho da quillha) e outros componentes como número e peso dos tripulantes. Estes dados geram um valor numérico que iguala os barcos a partir do tempo real de cada um.

Na segunda etapa, por exemplo, o veleiro Forró/Demag também foi o fita azul, completando a regata em 45 horas aproximadamente, mas aparece com mais de 52 horas no tempo corrigido, que define a classificação oficial da regata.

A Rota do Aço teve largada na Praia de Camburi, em Vitória, no sábado, dia 6. Dos 34 barcos que largaram, 29 completaram velejando o percurso até o Rio de Janeiro. Mestre Rosalino, Normandie, Tinker Toy e Kanaloa terminaram a etapa a motor, enquanto Curimam desistiu.

Além de Curimam, Yanan também não largou para a segunda etapa na terça-feira. Nirvana e Txori desistiram no início da perna, ainda no litoral fluminense. Em compensação, La Niña, que teve problemas em Vitória, deu a largada, assim como Sous Le Vent V, que nem viajou para a capital do Espírito Santo e agora está competindo.

A última etapa será disputada domingo, dia 14, entre o Capri Iate Clube e o centro histórico de São Francisco do Sul, num percurso de apenas 9 milhas náuticas. A chegada fará parte das festividades pelos 500 anos da cidade catarinense, uma das mais velhas do Brasil.

A Rota do Aço :

Regata de Vela Oceânica é uma realização da Arcelor, CST, Vega do Sul e Norsul, com organização da DS Comunicação e apoio da Gol Linhas Aéreas, Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM), da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), da Marinha do Brasil, dos governos do Espírito Santo e Santa Catarina, das prefeituras de Vitória e São Francisco do Sul, do Iate Clube do Espírito Santo, do Iate Clube do Rio de Janeiro e do Capri Iate Clube.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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