Viagem para Vitória exige bastante dos velejadores da Rota do Aço

Antes mesmo do início da competição, os velejadores já estão enfrentando dificuldades na Rota do Aço Regata de Vela Oceânica, que terá largada ao meio-dia deste sábado (6/3), no segundo píer da Praia de Camburi, em Vitória. Por causa do vento Nordeste qu

  
  

Antes mesmo do início da competição, os velejadores já estão enfrentando dificuldades na Rota do Aço Regata de Vela Oceânica, que terá largada ao meio-dia deste sábado (6/3), no segundo píer da Praia de Camburi, em Vitória. Por causa do vento Nordeste que chegou a até 30 nós de velocidade, depois do Cabo de São Tomé, no Rio de Janeiro, alguns barcos sofreram para chegar ao Espírito Santo, com atrasos de mais de um dia na programação.

A regata terá 1.174 quilômetros até São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e os barcos farão uma parada no Iate Clube do Rio de Janeiro.

O delta Mood Índigo, de 32 pés, por exemplo, demorou 48 horas para viajar do Iate Clube de Armação dos Búzios até o Iate Clube do Espírito Santo. O veleiro Zimbro, que fica ancorado no Capri Iate Clube, em São Francisco do Sul, justamente o local onde a Rota do Aço vai terminar, também pegou vento contra e teve muitas dificuldades para completar a viagem.

Para tentar contornar a situação, o comandante Milton Yoshinaga procurou usar o motor de Zimbro, mas acabou sem combustível.

“A coisa foi feia. Tivemos de entrar na cidade de Anchieta, já no Espírito Santo, para abastecer o barco. Ainda bem que os pescadores foram prestativos e nos ajudaram”, comentou o comandante do veleiro B&B, de 36 pés.

“As dificuldades atrasaram nossa chegada em mais de um dia”, completou o velejador paulista radicado em Curitiba, que aproveitou a viagem para passear. “Tivemos de relaxar. O peixe que nos serviram em Anchieta foi maravilhoso.”

Nem sempre, porém, as dificuldades terminam bem. Depois do Saga, que teve o mastro quebrado no início da viagem para Vitória e os tripulantes tiveram de desistir da competição, o velejador André Homem de Melo, o primeiro brasileiro a dar a volta ao mundo em solitário, também foi obrigado a ficar fora da regata. Déjávu, o veleiro Island Packet de 35 pés, bateu num banco de areia no Cabo de São Tomé, sofrendo sérias avarias.

Até o meio-dia desta quinta-feira, 30 veleiros já estavam ancorados no Iate Clube do Espírito Santo. Os últimos a atracar foram Forró, La Niña, Martin Cererê, Nirvana, Mood Índigo, Vmax-3 e Zimbro.

A Rota do Aço reproduz o caminho percorrido pelas bobinas de aço fabricadas pela Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), em Serra (ES) até a indústria de transformação de Vega do Sul, em São Francisco do Sul (SC). A regata terá 634 milhas náuticas (1.174 quilômetros).

A expectativa dos velejadores é de uma etapa rápida de Vitória para o Rio de Janeiro, apesar das previsões da entrada de uma frente fria. Se a competição for disputada com vento Sul, como é o esperado, o primeiro barco deve chegar ao Iate Clube do Rio de Janeiro em torno de 34 horas depois da largada.

Se as condições mudarem e a regata for disputada com vento Nordeste, a previsão é de que o Fita Azul precise de cerca de 24 horas para completar as 260 milhas náuticas da primeira etapa da Rota do Aço.

“Esse trecho é normalmente disputado com bons ventos e quero terminar entre os primeiros”, disse o comandante Jadir Teixeira Serra, comandante do trimarã Até Logo, de 30 pés. “Meu barco é um multicasco rápido, que vai tentar brigar com os veleiros maiores.”

A segunda etapa, entre o Rio de Janeiro e São Francisco do Sul, que tem largada prevista para o dia 9, prevê maiores opções táticas, principalmente por causa da tradicional calmaria encontrada pelos veleiros no litoral de São Paulo, especialmente próximo ao Guarujá.

“Aí os comandantes vão decidir entre velejar entre 50 e 60 milhas da costa ou aproveitar o vento terral, entre três e cinco milhas da costa”, comentou o comandante Murilo Rocha, do Silence, uma embarcação barracuda de 45 pés. Serão 365 milhas náuticas de muito trabalho, com certeza.

Os primeiros barcos devem aportar no Capri Iate Clube na noite de sexta-feira, dia 12. A largada para a última perna está prevista para o domingo, dia 14, e há a possibilidade de alguns barcos ainda não terem completado a segunda etapa. O trecho entre o Capri Iate Clube e o centro histórico de São Francisco do Sul terá apenas 9 mn.

Festa na areia :

A regata é reservada para barcos com medida igual ou superior a 30 pés e vai reunir alguns dos principais iatistas do país. Além das competições, o evento conta com uma programação intensa de lazer.

O Espaço Rota do Aço, que tinha inauguração prevista para a noite desta quinta-feira, dia 4, com o show da Banda Macucos, estará aberto de sexta-feira a domingo, com disputas de canoas havaianas e caiaques, além de sessões de ioga e massagem.

Com acesso gratuito ao público, o espaço foi montado na Praia de Camburi, no segundo píer, próximo ao entroncamento das avenidas Dante Michelini e Adalberto Simão Nader. No sábado, após a largada oficial da regata, haverá o show da Banda Casaca.

A Rota do Aço :

Regata de Vela Oceânica é uma realização da Arcelor, CST, Vega do Sul e Norsul, com organização da DS Comunicação e apoio da Gol Linhas Aéreas, Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM), da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), da Marinha do Brasil, dos governos do Espírito Santo e Santa Catarina, das prefeituras de Vitória e São Francisco do Sul, do Iate Clube do Espírito Santo, do Iate Clube do Rio de Janeiro e do Capri Iate Clube.

Fonte: ZDL de Comunicação

  
  

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