Comum no passado, 'chuva de cocô humano' ainda pode acontecer

Novidade para muitos, as 'chuvas de fezes e urina humana' já quase mataram uma idosa e causaram diversos incidentes.Com os avanços tecnológicos houve uma redução nos casos de quedas de dejetos humanos de aeronaves, mas elas ainda podem acontecer!

  
  
Por mais rara e improvável que possa ser, a 'chuva de cocô' é uma possibilidade real. A dica é preparar o guarda-chuva!

Já pensou em ser atingido por um cocô humano voador? Pode parecer bizarro (e principalmente nojento!), mas esta realidade existe e não é tão remota quanto pensam. Se no passado, esta situação era mais comum, nos dias atuais se tornou rara, porém ainda é possível. Entretanto, os maiores culpados pelas atuais 'chuvas de cocô' (não humano!) que caem sobre as pessoas são os cantarolantes pássaros com sua famosa mira 'a laser'.

Para as aves se tornarem as principais responsáveis pelos 'cocôs voadores', as aeronaves modernas ganharam um compartimento mais seguro para armazenagem de detritos orgânicos e lixo que são produzidos durante o voo, porém ainda assim existem relatos de pessoas 'atacadas' por fezes que caem do céu. Atualmente, isso só acontece quando ocorre alguma falha no sistema de armazenamento do avião.

Ao longo do último século, os avanços tecnológicos foram fundamentais para que os céus se tornassem mais seguros tanto à aviação quanto para a eliminação correta de dejetos humanos. O primeiro relato oficial de um avião a eliminar dejetos humanos nas alturas ocorreu em 1927, quando o piloto Charles Lindbergh fez o primeiro voo sem escalas entre Nova York e Paris. Numa conversa posterior, ele afirmou ao então monarca inglês, George V, que despejou suas fezes e urinas sobre o território francês.

Só a partir da década de 1930, que os aviões ganharam um compartimento especial para armazenar fezes e urina, mas ainda assim os acidentes eram frequentes. Devido a grande altitude das aeronaves, os detritos congelavam e se tornavam mortíferos blocos que pesavam até 150 kg. Ao longo das décadas de 1950 até o início dos anos 1980, os acidentes com blocos de fezes e urinas se tornaram frequentes. Há registros de diversos casos de pedaços congelados recheados de 'cocô' que caíram do céu na Europa e EUA, entre os episódios mais famosos se destaca o de uma idosa de 77 anos que teve sua casa atingida por um bloco de 50 kg. O fato que ocorreu em 1974, nos Estados Unidos, só não foi fatal devido o 'presente' ter caído a dois metros de distância da poltrona onde a aposentada assistia à televisão.

A grande invenção que fez a 'chuva de cocô' diminuir consideravelmente foi o banheiro à vácuo. Criado na década de 1980, o equipamento acabou com a utilização em excesso de água dentro do vaso sanitário das aeronaves, diminuindo substancialmente o peso dos 'blocos de cocô' e por consequência, atenuando vazamentos de líquidos. Entretanto, casos de falhas no sistema ainda são registrados, como um que ocorreu em julho de 2015, num voo entre a Inglaterra e Dubai. Na época, houve um vazamento no sistema de armazenagem das fezes e urina que obrigou o piloto a retornar com a aeronave à Londres devido ao mau cheiro e risco de vazamento.

Atualmente, os relatos de 'chuvas de cocô humano' são raros, pois a probabilidade de uma falha no sistema ocorrer no momento em que a aeronave sobrevoa uma região habitada é muito pequena. De qualquer forma é recomendável (e higiênico!) ficar sempre atento ao céu e preparar o guarda-chuva!

  
  

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