Mesmo após ser devastada, vila japonesa é reconstruída dentro da cratera de um vulcão

Destruído há mais de 200 anos por uma erupção, o vilarejo de Aogashima permanece dentro da cratera do vulcão que já dizimou metade de sua população. O local ainda é considerado ativo pelos órgãos responsáveis e abriga uma população de 205 loucos

  
  
Localizada no Mar das Filipinas, a pequena ilha vulcânica é habitada por 205 'loucos' que arriscam suas vidas diariamente

Muitos dizem que gostam de uma boa aventura, mas poucos realmente vivem com a emoção à flor da pele durante as 24 horas do dia. No Japão, a ilha de Aogashima, que pertence a cidade de Tóquio, é um dos raros locais do mundo onde a adrenalina reina entre seus habitantes de forma ímpar. O motivo? A ilhota em forma de um cone é um gigantesco vulcão que na última erupção matou metade da população local.

Localizada no Mar das Filipinas, a 358 quilômetros de distância da capital japonesa, a pequena ilha vulcânica é habitada por 205 'loucos' que arriscam suas vidas diariamente. Totalmente rodeada por altas escarpas que impossibilitam qualquer fuga de forma rápida, a ilhota ainda possui um cone menor dentro de sua caldeira principal que mede 1,5 mil metros de diâmetro.

A última erupção que devastou a cidade ocorreu entre os anos de 1780 e 1785. O desastre vitimou cerca de 140 habitantes dos 327 que moravam na ilha e Aogashima permaneceu mais de 50 anos abandonada, sem resquícios de uma população fixa. Apenas em 1840 que parte dos antigos colonos retornou ao local. Atualmente, o vulcão é classificado como Classe-C Ativo pela Agência Meteorológica Japonesa.

Considerada a região mais isolada do país, Aogashima é a ilha mais distante do arquipélago de Izu e só é acessível diretamente de Tóquio através de barco, pois as aeronaves não possuem autonomia de voo devido a grande distância. Quem optar ir de helicóptero para não enfrentar de carro a estrada que circunda o cume do vulcão poderá embarcar no veículo em alguma das ilhas próximas.

Por mais que não entre em erupção há mais de 200 anos, o território da ilha continua crescendo com o magma que jorra das profundezas do oceano Pacífico. Em 2013, Aogashima se uniu a ilha de Nishioshima e 'ganhou' cerca de 16 hectares de área.

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