Países vendem 'cidadania' a partir de R$ 328 mil; Veja lista

O mercado de venda de passaportes não é algo novo, porém vem crescendo muito nos últimos anos. Em 2014, movimentou R$ 4,5 bilhões vendendo ‘cidadania’ a preços que variam entre R$ 328 mil até R$ 5,2 milhões

  
  
Malta, na Europa, é um dos países que vendem passaporte. Considerada a mais cara de todas, a micronação cobra entre taxas e investimentos até R$ 5,2 milhões

Quem nunca pensou: e se eu tivesse nascido em outro país? Alterar o local de nascimento é impossível, mas o que muitos não sabem é a possibilidade de comprar nacionalidades! Pode até soar estranho, mas o mercado de vendas de cidadanias é algo crescente e em 2014, movimentou R$ 4,5 bilhões.

A grande pergunta é por que comprar um novo passaporte e as respostas são as mais variadas possíveis. Elas vão desde a possibilidade de transferir grandes fortunas para países que paguem menos ou nenhum imposto até ter direito, como cidadão do país, a entrar sem visto em outras nações, como os Estados Unidos ou membros da União Europeia. Com preços a partir de R$ 328 mil é possível 'ganhar' uma nova cidadania em diversos países.

Confira lista de 5 países que vendem passaporte

Dominica (Caribe)
Muitas vezes confundida com sua vizinha caribenha, a República Dominicana, a Comunidade Dominica possui a menor taxa de adesão para ganhar uma nova cidadania. Sem a necessidade de residência mínima no país, o novo passaporte exige apenas o investimento de US$ 100 mil (R$ 328 mil), além do pagamento de algumas taxas. O único problema é que a nação caribenha só realiza as entrevistas uma vez por mês e o tempo para a liberação do documento é de até 13 meses. Os cidadãos de Dominica podem viajar para a Suíça e mais 49 países, sem a necessidade de vistos.

São Cristóvão e Nevis (Caribe)
Primeiro país do mundo a vender cidadania, São Cristóvão e Nevis iniciou o programa há 31 anos (1984). O governo local exige do novo cidadão o investimento de US$ 400 mil (R$ 1,3 milhão) em imóveis ou quem preferir pode pagar uma taxa de US$ 250 mil (R$ 812 mil). O valor arrecadado pelo governo é repassado à Fundação pela Diversificação da Indústria do Açúcar de São Cristóvão e Nevis, uma entidade filantrópica. Os novos cidadãos de São Cristóvão e Nevis podem viajar sem visto para 132 países.

Malta (Europa)
A idílica micronação europeia é um dos mais famosos paraísos fiscais do mundo e atrai muitos investidores interessados em 'lavarem' o dinheiro ganho de forma ilícita. O governo local sabendo da grande demanda por passaportes cobra caro, muito caro aos interessados em obter a cidadania do país. Ao todo, entre investimentos financeiros, imóveis e taxas, o interessado deverá desembolsar cerca de € 1,5 milhão (R$ 5,2 milhões). A nação ainda exige que os candidatos estabeleçam moradia no país pelos 12 meses anteriores a solicitação. Os novos cidadãos de Malta podem viajar sem visto para 166 países.

Bulgária (Europa)
Outro membro europeu da lista, a Bulgária é mais flexível para conceder a cidadania e o consequente acesso sem visto para qualquer país da União Europeia. A nação exige um investimento mínimo de € 512 mil (R$ 1,8 milhão) no país, além de outro investimento do mesmo valor após 12 meses da liberação da cidadania. Ao todo, o passaporte custa € 1 milhão (R$ 3,5 milhões), porém não exige residência no local, nem um mínimo de visitas por ano. Os novos cidadãos da Bulgária podem viajar sem visto para 130 nações.

Antígua e Barbuda (Caribe)
Mais uma nação localizada na região caribenha, Antígua e Barbuda cobra o pagamento de uma taxa de US$ 200 mil (R$ 650 mil) ou o investimento de US$ 400 mil (R$ 1,3 milhão) em imóveis no país. Além disso, a nação exige que seus novos cidadãos visitem a ilha no mínimo cinco dias por ano, porém curtir as praias paradisíacas do Caribe não deve ser um grande problema para os interessados. Os novos cidadãos de Antígua e Barbuda podem viajar sem visto para 122 países.

  
  

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