Segunda maior cratera do mundo, mina de diamantes já 'sugou' até helicópteros

Localizada na Sibéria, a mina de diamantes foi a 3ª maior do mundo em seu auge, mas o buraco escavado para a extração se tornou um enorme problema para os russos. Seu tamanho já causou a queda de ao menos quatro helicópteros

  
  
Com 525 metros de profundidade e mais de 1200 metros de largura, a cratera foi 'criada' ao longo de 44 anos

Se a Amazônia é o pulmão da Terra, a Mina de Mir é seu umbigo! Apelidada pelos russos devido a similaridade com a parte do corpo humano, a cratera também ganhou fama por obrigar as autoridades locais a alterarem as rotas aéreas que a sobrevoavam devido ao risco das aeronaves serem sugadas pelo buraco.

Localizada na cidade de Mirny, na Sibéria, a Mina ou umbigo da Terra chama a atenção devido as suas dimensões e pela forma como foi aberta ao longo de décadas. Com 525 metros de profundidade e mais de 1200 metros de largura, a cratera foi 'criada' ao longo de 44 anos, entre 1957 e 2001. O local foi explorado pela União Soviética e rendeu milhões de dólares em diamantes. A maior pedra, com 342,5 quilates, foi retirada em dezembro de 1980. Ao todo, a mina rendeu em média 10 milhões de quilates de diamantes anualmente durante o período de funcionamento.

Afinal, por que foi proibido o tráfego de aeronaves na região? A restrição só ocorreu após a queda de quatro helicópteros (em períodos diferentes) dentro da cratera que chamou atenção das autoridades locais para a estranha "coincidência". Após estudos foi constatado que devido a enorme profundidade da cratera havia uma diferença na pressão das massas de ar na proximidade dela que desestabilizava as aeronaves e causava a queda. Por mais que nunca tenha sido registrado queda de aviões no local, eles também foram proibidos de sobrevoar a região.

Considerada a segunda maior cratera feita pelo homem, a Mir ocupou a terceira posição no ranking das maiores produtoras de diamantes no mundo. Anualmente, ela gerava cerca de US$ 600 milhões, porém cada centavo só foi extraído após muitos imprevistos e problemas. Devido as constantes temperaturas abaixo de zero da Sibéria, o frio congelava, literalmente, tudo que estava por lá. Além da dificuldade natural da extração, os mineiros precisavam lidar com rodas, combustíveis e até equipamentos congelados. Também devido a baixa temperatura, o solo não podia ser escavado e só era extraído com o auxílio de explosões de dinamite.

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Considerada a segunda maior cratera feita pelo homem, a Mir ocupou a terceira posição no ranking das maiores produtoras de diamantes no mundo
  
  

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