Vulcão marinho mais acessível da Terra possui lago de enxofre e paisagem lunar

Com um lago de águas verdes cintilantes e fácil acesso, o vulcão neozelandês White Island está 70% submerso, mas o restante encanta os turistas com uma paisagem única. O local também possui as ruínas de uma antiga indústria que funcionava na região

  
  
O ácido sulfúrico que colore a lagoa, que se formou num dos cones vulcânicos, também é responsável por 'pintar' as águas próximas ao White Island

Já pensou em visitar um vulcão marinho? Em nenhum lugar do mundo esta tarefa é tão 'fácil' quanto na Nova Zelândia. Localizado na Baía de Plenty, na costa leste do país, o White Island é o único cone vulcânico marinho no mundo que pode ser acessado sem escaladas ou grandes dificuldades, por isso ganhou o título de "vulcão marinho mais acessível do mundo", pelo Instituto de Ciências Geológicas e Nucleares (IGNS). Uma de suas crateras está situada ao nível do mar e pode ser visitada desembarcando de lancha ou para quem preferir de helicóptero.

Com 1,6 mil metros de profundidade e apenas 321 metros acima do oceano, o vulcão possui uma paisagem lunar, inóspita e multicolorida que atinge temperaturas de até 800ºC. Datado com 150 mil anos, o White Island está em constante atividade e se transforma a cada dia. Atualmente, a ilha vulcânica possui cerca de dois quilômetros de diâmetro, mas sua área cresce e se modifica a cada erupção.

Situado numa das crateras, o lago de enxofre é um dos principais 'pontos turísticos' do vulcão. Sua tonalidade que varia entre o verde cintilante e o amarelo chama a atenção por sua beleza única e perigo. Extremamente tóxica, a pequena lagoa ganha a belíssima cor devido ao ácido sulfúrico que 'contamina' a água. No início do século XX, pensando em aproveitar o recurso que a natureza oferecia tentaram explorar comercialmente o enxofre, mas uma grande erupção matou 10 trabalhadores, além de destruir todas as instalações industriais. Atualmente, as ruínas do prédio são um dos pontos mais visitados na ilha pelos turistas.

Descoberto em 1769 pelo mítico capitão inglês, James Cook, o vulcão foi batizado de

Único vulcão marinho ativo da Nova Zelândia, o White Island possui classificação '2' do nível de atividade, numa escala que vai até cinco. Desde 1826, quando começou a ser monitorado, ele já entrou em erupção 36 vezes. A última grande explosão ocorreu em julho de 2000 quando surgiu uma nova cratera na região. Em 2012, o local voltou a liberar cinzas, mas não chegou a expelir lava. As duas maiores erupções datam de 1981 e 1983, quando a paisagem local foi modificada abruptamente e extinguiu uma floresta inteira de Pohutukawa.

Descoberto em 1769 pelo mítico capitão inglês, James Cook, o vulcão foi batizado de "White Island" (Ilha Branca, em português) devido a constante fumaça de cor branca que ele lançava no ar. Já em Maori, idioma local, ele foi apelidado de "Te Puia o Whakaari" que significa "vulcão dramático" ou "aquilo que se torna visível", dependendo da tradução que é utilizada.

Mapa


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Extremamente tóxica, a pequena lagoa ganha a belíssima cor devido ao ácido sulfúrico que 'contamina' a água
Localizado na Baía de Plenty, na costa leste do país, o White Island é o único cone vulcânico marinho no mundo que pode ser acessado sem escaladas ou grandes dificuldades
  
  

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