De bike no deserto mais seco do mundo

Conhecido como o mais seco do mundo, o Deserto do Atacama, com suas paisagens e temperaturas extremas convida para expedições pra lá de inusitadas.

  
  
Revista Aventura & Ação - Ed. 156

Texto e fotos: Jorge Blanquer
Esta matéria faz parte da Edição 156 da Revista Aventura & Ação

Terra de extremos geográficos, culturais e climáticos, o Chile se estende de norte a sul por mais de 4,3 mil quilômetros e se espreme entre o Pacífico e a cordilheira andina. Este comprido e estreito território concentra de ilhas subtropicais a campos de gelo, florestas, lagos, pampas e vulcões, sendo que a maior parte desta paisagem está guardada em 32 parques e 48 reservas nacionais.

Com tanta diversidade, pode parecer exótico, mas o insólito visual do Atacama é a maior vedete do turismo do charmoso país. O deserto, considerado o lugar mais seco do planeta, atrai mais gente que as chiques estações de esqui do Valle Nevado e Chillan, a moderna capital Santiago e a gelada Patagônia, com seus lagos, montanhas e vulcões.

O deserto proporciona um fenômeno muito curioso: a falsa noção de distância. Tudo o que possa parecer próximo, na verdade está a vários quilômetros de distância. Os deslocamentos exigem muita paciência

As temperaturas e condições extremas do deserto não são problemas para os moradores de comunidades que estão ali há 13 mil anos resistindo ao tempo, à aridez, ao isolamento, à falta de chuva e às nuvens de vapor vindas dos vulcões. Esses povos têm mantido suas tradições em meio a pequenos povoados com ruas estreitas de terra, em que se hospedam os viajantes que chegam ali de todas as partes do mundo. Entre as atrações mais prestigiadas estão os gêisers de El Tatio, diversas lagunas, uma cordilheira de sal e a Fortaleza de Quitor, cidade fortificada construída há mais de 800 anos, por onde passaram os incas. Além disso, o céu incrivelmente estrelado é um prato cheio para os astrônomos, pesquisadores ou mochileiros em busca de boas aventuras.

Pedal pelo deserto

É este o cenário da minha última viagem de bicicleta. Quando terminei minha grande cicloviagem pela Carretera Austral na Patagônia chilena em 2006, ainda persistia o desejo de encarar mais uma aventura sobre duas rodas em algum lugar fora do comum. Pesquisando um pouco, não demorei a encontrar esse destino no próprio Chile.

Depois da paisagem gelada, era a vez de experimentar o visual mais árido da face norte do país, onde se encontra o famoso deserto a 2.440 metros de altitude, reunindo cadeias de cerros e vulcões, dunas imensas, lagoas salgadas, formações rochosas impressionantes, gêiseres que explodem do solo, tudo composto por matizes e texturas que parecem ter saído da tela de um inspirado pintor.

Foi nesse lugar desolado e ao mesmo tempo mágico, que desejei colocar as rodas da minha bicicleta. O planejamento começou com um mês de antecedência. Como sempre faço, busquei concentrar o máximo de informações e detalhes sobre o destino para evitar imprevistos durante a viagem. Além dos guias que adquiri quando estive pela última vez no Chile, utilizei as informações de sites turísticos do próprio país. Contudo, a fonte de informação mais valiosa nessas horas é sem dúvida o contato com as pessoas que já estiveram viajando de bicicleta pelo deserto. Por isso, utilizei os fóruns de discussão existentes na internet para pegar as melhores dicas. Depois das pesquisas, levando em conta a época do ano e os dias que tinha disponíveis para a viagem, selecionei os equipamentos com cuidado, fator de peso, quando estamos falando do deserto mais seco e alto do mundo.

Com tudo preparado e a bike no alforje, embarquei para Santiago com aquele inevitável frio na barriga misturado com uma boa dose de ansiedade. Chegando na capital chilena, peguei outro voo para Calama, única cidade próxima do Deserto do Atacama que possui aeroporto com capacidade para receber voos domésticos. Neste trajeto foi possível apreciar a bela transição das cadeias de montanhas nevadas da Cordilheira dos Andes, para uma extensa área desértica de tom pastel. Um espetáculo!

Logo na chegada a Calama, fui até a rodoviária para pegar o último ônibus para San Pedro de Atacama, distante 100 km. A partir desse momento da viagem, começaria o período de adaptação ao clima desértico e sem umidade, a quase três mil metros de altitude.

San Pedro de Atacama

O imponente Licancábur por ser contemplado em toda a extensão do Deserto do Atacama. Para quem tem preparo e experiência é possível escalar até o seu topo, acompanhado por um guia local

San Pedro de Atacama foi o ponto base que utilizei para explorar de bicicleta, boa parte da região. Trata-se de um pequeno oásis encravado entre a Cordillera de La Sal e as montanhas do Altiplano, onde é possível avistar de suas ruas o imponente Vulcão Licancábur. A cidade é muito charmosa e possui vários restaurantes, pousadas, lojas de artesanato e o mais importante, vendas onde se pode comprar muita água para se hidratar constantemente. É bom enfatizar, além de bastante água, para cruzar pedalando as desoladas vastidões do Atacama é preciso ter muita determinação, bons mapas e protetor solar.

Boa parte das casas por ali é feita de adobe, um típico tijolo grande de coloração marrom (produzido com barro e água e seco ao ar livre), resultando em construções bem pitorescas. A concentração de viajantes de toda parte do mundo é um atrativo à parte e uma ótima oportunidade para se trocar experiências e dicas de viagens.

Tirei o segundo dia em San Pedro para montar a bicicleta e organizar as tralhas, enquanto me adaptava ao clima atípico. No terceiro dia, parti para uma pedalada até uma fortaleza inca chamada Pukara de Quitor. Erguida num ponto estratégico, ocupa o alto de um monte protegido por um desfiladeiro, com uma bela vista de todo o vale. Contam que, no esplendor dessa civilização, habitavam a região cerca de mil nativos. Assim foi até 1540, quando acabaram dizimados pelos espanhóis. Na chegada, segui a pé para conhecer as ruínas da fortaleza até o topo da montanha, onde há um monumento em memória aos nativos que foram assassinados.

No Deserto do Atacama, o nível zero de umidade somado à altitude elevada proporciona um dos melhores lugares do mundo para a observação astronômica. Tirando proveito desse privilégio, pude fazer um “Tour Astronômico” oferecido pela A Agência Space. Trata-se de uma apresentação feita a céu aberto, onde um astrônomo francês radicado no Chile dá uma aula interativa sobre os astros, utilizando uma caneta laser de grande alcance para mostrar a localização das constelações e planetas. Também é possível fazer observações utilizando os inúmeros telescópios de grande porte que ele possui, onde pude ver até os anéis de Saturno.

Vale da Morte

A cada curva uma nova descoberta, não só na paisagem, mas também sobre si mesmo. O Caminho é uma oportunidade de “viagem dentro da viagem”

Já acostumado ao clima desértico, no quarto dia de viagem pulei cedo da barraca para pedalar até o Valle de La Muerte, a 8 km de San Pedro. Chegando ao Vale, continuei pedalando por um prazeroso caminho sinuoso de terra, que segue contornando curiosas formas geológicas. Continuei até alcançar uma área cercada por grandes dunas. Dei então uma folga para a bicicleta e segui caminhando a pé, subindo e descendo as dunas, pelo interior do Vale. Após alcançar uma das dunas mais altas, sentei para aguardar um dos grandes momentos do lugar, o crepúsculo do deserto. No final de tarde, um forte tom alaranjado começa a tomar conta de todo o Vale, contrastando com as sombras que vão surgindo conforme o sol se põe no horizonte, tendo como destaque o grande Vulcão Licancábur. Enquanto estive no Atacama, voltei duas vezes para presenciar esse espetáculo.

Vale da Lua

Dentro da Cordilheira de La Sal, estendem-se os Vales da Lua e da Morte, compostos por diferentes formações geológicas, com matrizes que vão do magenta ao marrom, onde parte do solo é coberto por uma fina camada de sal

No dia seguinte, parti para conhecer de bike a atração máxima do Atacama, o Valle da La Luna. Também localizado dentro da Cordillera de La Sal, trata-se de um parque nacional, onde há uma pequena estrutura receptiva que faz o controle de acesso e fornece melhores orientações sobre o lugar. Seguindo um circuito de 45 km, comecei a pedalada pela estrada que leva até Calama. Durante o caminho parei em vários mirantes, onde se pode avistar do alto toda a extensão do Vale. No km 15, segui por outra estrada que leva até o seu interior. Conforme seguia pedalando, sentia uma estranha e, ao mesmo tempo, fascinante sensação de estar dentro de um micro sistema extraterrestre, que lembra aquelas recentes imagens feitas do planeta Marte.

Não diferente do Valle de La Muerte, o lugar é composto por diferentes formações geológicas, com matizes que vão do magenta ao marrom, onde parte do solo é coberto de sal branco, o que dá ainda mais a impressão de estar em um ambiente fora do planeta. Sem vida e umidade, o vale é considerado por muitos o lugar mais inóspito da Terra.

O Vale de La Luna pode ser conhecido de bicicleta seguindo um circuito de 45 km, onde há vários mirantes para admirar sua imensidão desértica

Continuei pedalando até descer em direção a uma cratera central onde há uma impressionante duna. Deixando a bike de lado, segui subindo por um estreito caminho de areia até alcançar seu topo, onde se encontra um dos mais concorridos mirantes para observar o pôr do sol. Fiquei curtindo as mudanças de cores contrastando com as fortes sombras até anoitecer. O retorno a San Pedro foi pedalando com a luz da lua cheia, iluminando o asfalto.

El Tatio

Despertar antes de o sol nascer e enfrentar o frio intenso a 4.300 metros de altitude. Era isso que me aguardava para visitar os gêiseres do El Tatio. Por razões de tempo e logística complicada, deixei a bike no camping e segui numa excursão para conhecer um dos fenômenos naturais mais impressionantes do Atacama, localizado 95 km ao norte de San Pedro. Fui de van, chacoalhando por uma estrada sinuosa e cheia de calaminas (costela de vaca), subindo constantemente até chegar à base de visitação dos gêiseres. Quando paramos e desci para comprar o ingresso, senti no corpo o frio de quase 8oC negativos, que ficava ainda mais intenso quando ventava forte. Até aí, tudo no script, até avistei de longe as enormes fumarolas que vinham dos gêiseres. O fenômeno se deve ao contato do ar frio com a água de 90º, proveniente do contato do lençol freático com o magma vulcânico. Essa combinação produz jatos de fumaça bem fortes, que podem alcançar seis metros de alturas. Foi exatamente o que presenciei enquanto caminhava por entre os vapores de odor estranho, enquanto meus dedos congelavam mesmo estando de luvas.

Por mais que possa parecer um programa meio “roubada”, com certeza vale muito a experiência totalmente singular.

Salar de Atacama

O Salar localizado dentro da reserva nacional Los Flamingos é extremamente pedregoso, com formações de sal que alcançam mais de 50 cm de altura. Na Laguna Chaxa, há uma grande concentração de flamingos vindos das altas montanhas do altiplano

Depois de seis dias em San Pedro de Atacama, desmontei o acampamento e segui de bicicleta para conhecer o terceiro maior deserto de sal do mundo, o Salar de Atacama, localizado dentro da reserva nacional Los Flamingos. Como o camping é proibido nesta reserva, precisei ficar alojado na localidade mais próxima, chamada Toconao, a 40 km de San Pedro. Como em todos os parques nacionais administrados pela Corporación Nacional Forestal – Conaf, há sempre a presença de um guarda-parque nativo, responsável pela cobrança do ingresso, orientação aos visitantes e por zelar pela conservação local, mas o camping só é permitido quando há uma área específica.

No dia seguinte, logo cedo, parti ansiosamente em direção ao principal acesso do Salar de Atacama, onde se encontra a famosa Laguna Chaxa. Conforme seguia pedalando, pude presenciar outro fenômeno que só o deserto pode proporcionar: a falsa noção de distância. Realmente, tudo o que possa parecer próximo, na verdade está a vários quilômetros de distância. Isso se deve a dois motivos: a extensa área de 3,5 mil metros quadrados absolutamente plana e vazia, somando-se à grande visibilidade que o ar sem umidade e impurezas pode proporcionar. Assim, foi possível, por exemplo, avistar, à noite, as luzes da Vila de Socaire, que está localizada a 75 km de distância do ponto de observação! Mas às vezes o ilusionismo não era tão divertido. Conforme seguia pedalando e avistava algo à frente que parecia próximo, tinha que me lembrar que tardaria vários quilômetros até alcançar o destino. Tudo bem, as distâncias eram compensadas pela companhia do vulcão Licancábur e dos belos cerros que penetram em direção ao Altiplano Andino.

Não tardaria e começava a se destacar no horizonte o tão esperado deserto de sal, algo que nunca tinha visto na vida. Diferente dos outros salares com superfície absolutamente lisa e plana, este na verdade é extremamente pedregoso, com formações que chegam a alcançar 50 centímetros altura. Chegando próximo da Laguna Chaxa, já podia admirar melhor esse imenso “mar de sal” até onde a vista podia alcançar. Algo impressionante.

Esse ambiente de desolação era quebrado pela presença da principal ave símbolo da região, o flamingo. Na verdade, existem três tipos desta espécie: o andino, o chileno e o james, o mais raro de todos. Para um leigo como eu, era impossível identificá-los, pois todos são muito parecidos. Estas aves vêm das altas montanhas do altiplano em busca de temperaturas amenas e costumam se concentrar na grande laguna existente no deserto. Mas nada de muita socialização. Para clicá-los, todo cuidado e afinco era pouco. Levantavam voo para bem longe cada vez que me aproximava, sem querer muita interação.

Mais uma vez, o crepúsculo do deserto também mostrou todo seu encantamento neste dia. O forte tom alaranjado tomava conta do Salar, até alcançar os grandes cerros. Logo que o último raio de luz sumiu da minha vista, do lado oposto a lua cheia começou a surgir imponente, me levando ao êxtase fotográfico!

Quebrada de Jerez

No dia seguinte, de volta a Toconao fui conhecer outra maravilha que o deserto pode revelar: a Quebrada de Jerez. Trata-se de um vale fértil que rasga o deserto com paredes que alcançam 20 metros de altura. Ao longo de um pequeníssimo rio que se origina nas altas montanhas dos Andes encontra-se um espetacular oásis onde são plantadas diversas frutas como uva, pera, romã e o membrillo, típico da região. Neste lugar não é possível seguir de bicicleta, portanto tive de deixá-la aos cuidados do guarda-parque. O passeio é feito por uma agradável rua de areia toda coberta pela sombra das árvores, onde podia ouvir o barulho das águas que correm pelas inúmeras canaletas que bifurcam os pomares. Eu não estava em um deserto? Pois é, essa foi a maior surpresa da viagem! É esse tipo de experiência que torna o Atacama absolutamente surpreendente.

Laguna Cejar

No Atacama, há várias lagoas, entre elas a bela Laguna Cejar. A grande concentração de sal, acima de 50% com relação à água do mar, proporciona a possibilidade de mergulhar sem a preocupação de submergir

Depois de curtir a imensidão de sal, voltei pedalando de Toconao a San Pedro de Atacama em 40 km de pura reta! Aproveitei e tirei dois dias de descanso em San Pedro para visitar o Museu Arqueológico Gustave Le Paige e comprei alguns artesanatos nas inúmeras lojas que existem na Rua Caracoles, a principal de San Pedro de Atacama.

No dia seguinte, já recuperado, fui conhecer a Laguna Cejar, uma das mais escondidas do Deserto. Digo isso porque ela não aparece no principal guia de turismo do Chile ou possui qualquer indicação mais fácil para seu acesso. Apenas soube do atrativo conversando com os turistas que estiveram lá e me garantiram que era algo imperdível. Pois bem, estava disposto a desvendar o trajeto. Não é algo tão simples quando estamos em um lugar com inúmeras rotas e caminhos não demarcados, onde a única referência são as marcas deixadas pelos veículos que costumam cortar o seu deserto. Ainda assim, com a bicicleta preparada e quatro litros de água na bagagem, fui em frente seguindo as dicas que consegui pegar com os nativos e motoristas de vans. Depois de um dia fracassado e muita insistência, no seguinte, encontrei no emaranhado de caminhos uma singela placa vermelha indicando a Laguna Cejar. Foi uma vitória! Dali para frente foi fácil chegar até a grande laguna cercada por um salar totalmente plano. Segui pedalando até a beira da água, enquanto escutava o sal estalando com o atrito das rodas. Contornei a Laguna mais de uma vez, todo feliz por tê-la encontrado! Nas proximidades, existem outras duas formações menores onde o banho é permitido. Imagina mergulhar numa lagoa profunda onde a concentração de sal está acima de 50% em comparação à água do mar. Me senti como uma criança flutuando! Uma vez conhecendo o caminho, a volta para San Pedro foi bem tranquila.

Como restava um dia livre antes de retornar ao Brasil, decidi fazer uma breve excursão de van até o Altiplano Chileno, acima dos 4.500 metros de altura e acho que descobri onde a cicloviagem pode continuar.

DICAS

ONDE FICAR

Hotel e Camping Takha Takha

www.takhatakha.cl

(56) 55 851 038

COMO CHEGAR

Em Santiago, partir para a cidade de Calama. Lá há táxis que levam até San Pedro de Atacama, ou pegar um ônibus na rodoviária da cidade (opção mais econômica)

ÉPOCA DO ANO

O Deserto do Atacama pode ser visitado durante todo o ano. Entretanto, na lata temporada (dezembro a fevereiro), a vila San Pedro de Atacama fica muito lotada. Portanto, recomendo fazer a viagem nos demais meses do ano. Na primavera (setembro a novembro), os ventos podem superar os 100 km por hora. Durante o inverno (junho a agosto), a temperatura à noite pode chegar a 4ºC.

O QUE LEVAR

Não se esqueça dos óculos de sol, protetor solar (fator 30, no mínimo), protetor labial, chapéu ou boné tipo legionário. Se possível, use roupas compridas e leves para se proteger da alta incidência de radiação solar.

Por causa da acentuada oscilação térmica, é necessário levar roupa de verão para o dia (camiseta com manga comprida de algodão ou tipo dry-fit, e calça-bermuda de suplex, calça de ciclismo) e roupa de inverno para a noite (jaqueta ou anoraque, calças compridas, luvas compridas, blusa fleece, gorro), além de uma boa bota ou tênis.

ALTITUDE

Não inicie a viagem de bicicleta até que o seu corpo esteja adaptado. Complicações como enjoo ou mal-estar podem prejudicar a viagem. Recomenda-se levar aspirina ou tomar o típico chá de coca.

ÁGUA

Recomenda-se manter o corpo bem hidratado por causa do ar seco. Beba somente a água engarrafada vendida nos pontos comerciais. Leve pelo menos quatro litros d’água durante as pedaladas.

TRANSPORTE DA BICICLETA

Consulte a empresa aérea sobre o embarque da bicicleta. Leve em mala-bike, protegendo os câmbios, manetes e freios com plástico-bolha, para evitar quebra. Não se esqueça de murchar os pneus para não estourarem com a descompressão do compartimento de bagagem do avião.

GUIA

Chegando ao Chile, compre o Guia TURISTEL NORTE. Ele possui informações e mapas extremamente úteis.

TOUR ASTRONÔMICO

Space

www.spaceobs.com

(56) 55 851 935 com Alain

NA INTERNET

www.sanpedrodeatacama.net

www.sanpedroatacama.com

www.sanpedrochile.com

Jorge Blanquer

SOBRE O AUTOR

Jorge Blanquer, 33, iniciou no cicloturismo em 1997 realizando pequenas viagens de bicicleta. Entre as viagens realizadas, pedalou pela região do Lagamar, nas serras Gaúcha e Catarinense, percorreu a rota dos lagos e vulcões entre Chile e Argentina, cruzou a Carretera Austral na Patagônia Chilena e fez o circuito do Vale Europeu de Cicloturismo em Santa Catarina. É membro do Clube de Cicloturismo do Brasil desde 2001.
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Esta matéria faz parte da Edição 156 da Revista Aventura & Ação.

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Publicado por em

Carlos WEsley

Carlos WEsley

30/03/2011 13:53:47
As dicas oferecidas são muito boas, contudo, devem ser sempre complementadas com outras informações de cicloturistas que já passaram pelo deserto do Atacama.

Revista Aventura & Ação

Revista Aventura & Ação

Olá, Carlos, que bom que gostou!Sim, antes de qualquer viagem é sempre bom consultar outros viajantes, pode ajudar muito no planejamento e evitar algumas roubadas! Se quiser conhecer mais sobre a revista, entre em nosso site: www.aventuraeacao.com.br
Rafael ferreira de andrade

Rafael ferreira de andrade

07/01/2011 21:54:39
Esse cara para mim é uns do seres humanos mais felizes do mundo.
Eu amo a bike e aventuras como as que esse colega gosta de fazer.
Vocês estão de parabéns!

Revista Aventura & Ação

Revista Aventura & Ação

Olá Rafael! Que bom que gostou da reportagem! O roteiro é realmente inspirador! Se quiser conhecer outros roteiros deslumbrantes pelo Brasil e pelo mundo que oferecem muitas paisagens de tirar o fôlego, conheça mais sobre a Aventura&Ação: www.aventuraeacao.com.br Faça sua assinatura!
RONRUFINO

RONRUFINO

13/06/2010 13:23:46
ACHO MUITO CORAJOSO DA PARTE DO JORGE, APESAR DA EXPERIÊNCIA. SUCESSO