Artesanato é aliado para atrair turistas em todo o País

Mais que um souvenir, o artesanato produzido no Brasil é agora um aliado do setor do turismo e atrai a atenção dos visitantes de Norte a Sul do País.

  
  

Madeira, barro, conchinhas do mar, escamas de peixe, areia colorida, bordados, tintas, colas, ferramentas cortantes. A matéria-prima, os insumos e a criatividade inata usados na produção de peças em artesanato são indispensáveis para que o artista crie produtos ímpares para serem consumidos pelo mercado.

Mais que um souvenir, o artesanato produzido no Brasil é agora um aliado do setor do turismo e atrai a atenção dos visitantes de Norte a Sul do País. Um divisor de águas para quem passou quase a vida toda trabalhando e vivendo do trabalho que confecciona com as mãos.

É o que aconteceu com a artesã Cristina Maria Ribeiro Lauteman, que há 23 anos trabalha produzindo peças decorativas feitas com conchinhas de praia, búzios e escamas de peixe. Ela é uma das artistas que produziu peças no espaço Vitrine Brasil, no 3º Salão do Turismo, que aconteceu no Parque Anhembi em São Paulo.

Nesse espaço, além da venda de artesanato específico de cada estado, os artesãos se revezaram para produzir in loco suas peças e mostrar para os visitantes do Salão do Turismo como é feito cada um desses produtos.

A história de Cristina, por exemplo, começou quando ela foi morar em frente à praia, na cidade de Anchieta, no Espírito Santo. Ela conta que já gostava de artesanato e brincava de fazer algumas peças com as conchinhas que achava na areia e com pedaços de madeira. "Um dia, achei uma concha na praia de cor rosa e criei uma flor. A partir dali não parei mais de produzir", diz.

Suas peças chamaram tanta atenção que um programa de TV fez uma entrevista com ela, mostrou sua produção, gerando uma demanda de 400 dúzias de flores feitas com conchinhas coloridas. "Uma loucura. Nunca produzimos tanto. Depois disso, participamos de muitas feiras e eventos, inclusive internacionais, para divulgar nosso produto. Hoje vivo e crio minha filha de 11 anos exclusivamente com o artesanato que produzo", conta Cristina.

Com essa produção, Cristina consegue obter por mês uma renda que gira em torno de R$ 3,5 mil. Além de vender para outros estados, a artesã já exportou e também dá cursos.

O mesmo acontece com o artesão José de Santana, presidente da Cooperativa de Produtores Artesanal do Potiguar (Doopape), de São Gonçalo do Amarante, a 16 quilômetros de Natal no Rio Grande do Norte. O trabalho de José de Santana é transformar o barro em peças utilitárias e decorativas de cerâmica.

O trabalho com a cerâmica começou paralelo ao trabalho como ajudante na roça, preparando a terra para plantação das mais diversas culturas. Como a atividade terminava cedo, José conta que, no período da tarde, ele ajudava seu patrão no preparo da argila que era utilizada na olaria de produção de tijolos. "Aos poucos fui me desvencilhando e, em pouco tempo, ajudei a montar e a administrar a cooperativa", conta.

A Coopape possui hoje 45 membros, mas apenas 15 são atuantes. Com o apoio que recebe do Governo do Estado e do Sebrae/RN, o artesão consegue participar de feiras e eventos em todo o País para mostrar as peças produzidas pela cooperativa.

"Gosto de inovar. Corro atrás de coisas novas para agregar valor ao meu produto. Já me mudei para o prédio da cooperativa e me dedico inteiramente a ela. Daqui a alguns anos o emprego formal vai acabar. O cooperativismo é a solução para esses casos", acredita.

José de Santana explicou que de 50% a 60% do valor dos produtos feitos pela cooperativa vão para os empreendedores. O restante é investido na compra de matéria-prima, insumos e na manutenção da cooperativa. “É assim que funciona. O problema é que é difícil enraizar o sentimento de cooperativismo nas pessoas. Por isso, muitas desistem e acabam seguindo sozinhas".

Segundo ele, a cooperativa chega a arrecadar em torno de R$ 8 mil com as peças vendidas, mas a capacidade produtiva poderia ser maior, chegando a vender até R$ 30 mil. "Uma iniciativa como esta do Salão do Turismo é muito importante para mostrar nosso trabalho para um público do País inteiro", ressalta.

Fonte : Agência Sebrae de Notícias

  
  

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Sandra regina

Sandra regina

15/10/2009 12:02:19
Como faço para participar de feiras e exposições? Também queria mandar meu artesanato para o exterior.Me ajudem.Faço bonecas de pano totalmente á mão.Um beijo.
sandra regina

Delvane Silva

Delvane Silva

09/06/2009 10:33:42
Sou da Cidade de Morada Nova de Minas, e minha cidade tem um grande potencial em artesanato, gostaria de saber se existe ou se vocês são associados com algum grupo ou órgão que reúne os artesanatos e artesãos das cidades para serem expostas em alguma feira ou exposição, pois gostaríamos de incluir nosso artesanato em algum projeto, se puder nos fornecer alguma informação a respeito ficaremos agradecidos, FALAR COM DELVANE SILVA, FONE: 038 3755 1100 Morada Nova de Minas,Setor de Projetos ou pelo E-MAIU: delcidaturismo@yahoo.com.br Agradeço sua atenção.

Mada Reges

Mada Reges

06/06/2009 13:27:39
Sou Assistente social do CRAS na cidade de Malacacheta e TB c/com oficinas de Artesanato com adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade.E por motivo de incentivo pretendemos leva-los a feiras e exposições como a de vcs q me parece ser criativa,interessante e aproveitavel. E por isso pretendemos receber de vocês informações de quando será realizada esta feira para que possamos nos organizar para visita-la.

Magda Reges

Magda Reges

06/06/2009 12:24:04
Sou Assistente social do CRAS na cidade de Malacacheta e TB c/com oficinas de Artezanato com adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade.E por motivo de incentivo pretendemos leva-los a feiras como a de vcs q me parece ser criativa,interessante e aproveitavel. E por isso pretendemos receber de vocês informações de quando será realizada esta feira para que possamos nos organizar para visita-la.

Beatriz godinho

Beatriz godinho

15/01/2009 16:12:15
Eu gostei muito da forma que vocês fazem en suas cooperativas. Eu estou montando uma em minha cidade, como eu consigo apoio do governo para as minhas cooperadas estes passos burocraticos ?Ainda somos leigas.