Artesanato recupera economia em Minas

Com pouco mais de 10mil habitantes e a produção de batata em crise, no final dos anos 1990 a pequena cidade de Maria da Fé buscava uma alternativa para reerguer sua economia. Foi quando um filão produtivo ainda tímido começou a aparecer: o artesanato

  
  
Grupo produz cerca de cem tipos de produtos com massa de papelão e folha de bananeira

Com pouco mais de 10 mil habitantes e a produção de batata em crise, no final dos anos 1990 a pequena cidade de Maria da Fé (MG) buscava uma alternativa para reerguer sua economia. Com a baixa produtividade das fazendas e plantações, os produtores rurais estavam quebrando. Foi quando um filão produtivo ainda tímido começou a aparecer: o artesanato.

Natural da cidade, o artesão Domingos Tótara, hoje conhecido nacionalmente, teve uma ideia. Com o apoio do Sebrae e por intermédio da administração municipal, recrutou um grupo de cinco artesãos locais para produzir peças diferenciadas feitas de massa de papelão misturada à fibra de bananeira, abundante nas redondezas.

A técnica experimental deu certo e, por meio de cursos de capacitação do Sebrae, o negócio começou a prosperar. Um ano depois, os artesãos já haviam formado uma cooperativa – o que lhes permitiu passar a emitir nota fiscal e aumentar a produção.

“O Sebrae nunca falhou nesses 14 anos. Não há um ano sequer que não participemos de pelo menos um curso aqui em Maria da Fé”, diz a artesã da oficina Gente de Fibra e diretora da cooperativa dos artesãos da cidade, Valéria Santos da Costa Mendes.

A Gente de Fibra produz cerca de cem tipos de produtos, entre luminárias, fruteiras e mandalas, todas de papelão reciclado misturado à fibra de bananeira. Ao ser cozida, a fibra adquire um tom dourado que deixa as peças mais bonitas. O papelão é recolhido por catadores contratados e transformado na massa que dá forma às peças.

A produção transpôs as divisas de Minas. Este ano, a Gente de Fibra ganhou pela segunda vez o prêmio TOP 100 de Artesanato do Sebrae, de âmbito nacional. No começo, os artesãos produziam cem peças por mês. Hoje, chegam a fazer cerca de 1,2 mil, dependendo da demanda e das encomendas. Muitas peças já foram exportadas para a França, Alemanha, Itália e China.

“A estrutura de cursos do Sebrae melhorou muito as condições dos artesãos. Agora sobrevivemos desse trabalho e não somos mais tão pequenos e escondidinhos”, comemora Valéria.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

  
  

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Deise baroli

Deise baroli

14/03/2013 22:00:18
Gostaria muito de saber mais sobre a casa do artesão e seus trabalhos.

Susana

Susana

06/12/2012 19:40:10
Já fui a Maria da Fé e realmente o trabalho do pessoal de lá é muito bom, não só o do pessoal da Gente de Fibra, mas dos outros artesãos e artistas plasticos também! Falta apenas ser melhor divulgado, inclusive o proprio pressoal da cidade não sabe explicar aonde ficam os atelies e não tem muita sinalização. Vale a pena a visita!

Dora de paiva inacio

Dora de paiva inacio

30/10/2012 21:31:23
Esta é a prova que um povo dedicado ao trabalho e a sua comunidade não esmorece. Busca alternativas sustentaveis. Parabéns marienses, terra do meu marido que tanto fala sobre esta cidade que um dia irei conhecer. Sou de Santos (SP) e amo as montanhas!