Artesãos baianos melhoram gestão com Prêmio Top 100

Quatro das 100 melhores unidades de artesanato escolhidas na 2ª edição do Prêmio estão na Bahia; Prêmio incentiva profissionalização

  
  

A Cooperativa de Coleta Seletiva, Processamento de Plástico e Proteção Ambiental (Camapet), de Salvador, foi uma das vencedoras do Prêmio Top 100 de Artesanato deste ano. A entidade produz bijuterias como brincos, colares e pulseiras de design moderno e feitas com resíduos de garrafas PET.

Na confecção das peças trabalham jovens entre 19 e 27 anos, do bairro da Baixa do Fiscal, na capital baiana. Além de ajudar na preservação do meio ambiente, com a coleta seletiva das garrafas PET, que seriam depositadas no aterro sanitário, as bijuterias resgatam a auto-estima com a inclusão de jovens no mercado de trabalho e promovem a geração de renda. Mais três associações baianas foram contempladas na segunda edição do Prêmio Top 100 de Artesanato do Sebrae.

Para o coordenador de relações públicas da Camapet, Joilson Santos Santana, a participação no prêmio foi uma oportunidade de mostrar tanto para o público interno como externo a capacidade de produção da cooperativa. “Pela primeira vez participamos de um prêmio de tamanha grandeza. Ficar entre as 100 melhores unidades de artesanato do Brasil foi uma vitória e a oportunidade de mostrar para a sociedade brasileira o que produzimos. A participação no prêmio também ajudou a amadurecer na Cooperativa as questões técnicas e a organização dos produtos”, destaca Joilson.

Cores da Terra, da cidade de Ibirataia, no interior da Bahia, foi outra unidade de artesanato vencedora do Prêmio Top 100 de Artesanato. Ela produz frutas, flores, animais, vasos e objetos de decoração. A diretora da Cores da Terra, Selma Calheira, diz que com a premiação do Top 100 espera melhorar sua produção. “Queremos reposicionar nossos produtos no mercado para enfrentar a crise e as cópias que são feitas de nossas peças. Com uma consultoria do Sebrae espero que a nossa unidade de artesanato enxergue outros caminhos e melhore a capacitação os artesãos”, ressalta.

Sisal

A Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira, da cidade de Valente, no interior da Bahia, também está entre as 100 melhores unidades de artesanato do Brasil. São cerca de 500 pessoas atendidas e que trabalham na confecção de tapetes, pastas e cestas de sisal. A coordenadora de projetos sociais da Associação, Liliane Santana Oliveira, espera com o prêmio ampliar a parceria com o Sebrae na Bahia para melhorar a gestão e dar mais visibilidade aos produtos de sisal.

Liliane explica que já na inscrição do Prêmio a entidade foi beneficiada porque despertou nos associados a necessidade de organizar os produtos. “Tínhamos dificuldade de conhecer melhor as metragens dos tapetes de sisal. Com o Top 100 enxergamos a importância disso na nossa produção. Esperamos agora, com o apoio do Sebrae, aprimorar o design e o lançamento de novos produtos”, explica Liliane.

A quarta unidade de artesanato na Bahia, vencedora do Prêmio Top 100 de Artesanato, foi a Associação dos Artesãos do distrito do Raso, no município de Nova Soure. Lá 46 artesãos fazem almofadas, tapetes, toalhas e colchas com retalhos, fuxico e bordados tipo barafunda e crivo. Maria Zenaide de Santana Batista, presidente da associação, ficou muito feliz com o Prêmio do Sebrae e está muito animada com a participação dos artesãos na Roda de Negócios do Top 100 de Artesanato, que será realizada em maio. “Precisamos do apoio do Sebrae na capacitação dos artesãos para novos designs”, informa Zenaide.

A mãe de Zenaide, dona Maria Bendita de Santa Batista, de 84 anos, é uma das principais artesãs da Associação e uma das responsáveis pelos bordados em barafunda e crivo. De acordo com a presidente da Associação, apesar da idade, sua mãe é a principal incentivadora do seu trabalho, ajudando também a repassar aos artesãos mais jovens a técnica dos bordados em crivo e barafunda.

A coordenadora de Artesanato do Sebrae Nacional, Durcelice Mascêne, explica que o objetivo do Prêmio é suprir uma deficiência que ainda existe em muitas unidades de artesanato, de estarem prontas para o mercado e com os critérios exigidos no Prêmio, como uma melhor gestão. “O Prêmio também oferece mais segurança aos futuros compradores de que essas unidades vão cumprir com todas as exigências de mercado como entregar o produto dentro do prazo previsto, com a padronização de logística, de transporte e de embalagem. Durante a premiação, em maio, além da Rodada de Negócios, vamos lançar um catálogo com as 100 melhores unidades de artesanato do Brasil, que servirá de referência para empresários que compram artesanato”, revela Durcelice.

O coordenador da Unidade de Economia criativa do Sebrae/BA, Richard Alves explica que a produção de artesanato no Brasil ainda é pouco profissionalizada. "Muitas vezes o artesão tem talento, mas não consegue uma boa gestão da sua atividade enquanto negócio. O prêmio vem ajudar a profissionalizar o artesão", afirma.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9362 www.agenciasebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae - 0800-570-0800

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

  
  

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