Artesãos de morros expõem talento no centro do Rio de Janeiro

As cores, formas e originalidade com materiais recicláveis atrairam muitos turistas

  
  

Pela primeira vez, 250 artesãos do Complexo do Alemão, Manguinhos, Cidade de Deus e Dona Marta ocuparam a Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, um dos pontos comerciais mais movimentados e nobres da cidade.

A iniciativa, que fez parte do 2º Festival Carioca de Economia Solidária, é da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico Solidário (Sedes), dentro do projeto Rio Ecosol, que trabalha para a formação profissional em parceria com o Sebrae no Rio de Janeiro.

Curiosidade e surpresa com a variedade dos produtos e diversidade de materiais. Com blocos de papel reciclado e capa de tecido, colares de garrafa pet e porta-canetas feitos com lacres de lata de refrigerante, o suíço Roberto Newson foi às compras.

“Queria levar presentes para minha família e amigos que lembrassem o Brasil e encontrei tudo aqui. As cores, formas e originalidade com materiais recicláveis foi o que mais me atraiu e acho que isso vai fazer sucesso no meu país”, disse.

Na praça, foram montadas 200 barracas na quinta-feira (11/8) e sexta-feira (12/8). Além do artesanato, o público teve acesso a uma intensa programação cultural com capoeira, samba, choro, poesia e desfile de moda infantil.

Para os artesãos, além da chance de vender mais, o evento representou um teste de aceitação dos produtos e do conhecimento adquirido.

“Neste projeto, aprendi a fazer ficha técnica, o que é importante na parte administrativa, e a calcular um preço mais justo. Isso aumentou muito meu faturamento”, resume Léa Serra, da Cidade de Deus, zona oeste, que tem no trançado colorido de garrafas pet, a marca de seu trabalho. Pastas para documentos, cestas de compra e porta-caneta são alguns dos artigos criados por ela.

Para a advogada Rosana Barbosa, a feira foi oportunidade de fazer uma pausa no trajeto para o trabalho. Apaixonada por gastronomia, ela se encantou com uma galinha preta de pano, com um avental xadrez em preto e vermelho.

“Ela é uma graça e vai enfeitar minha cozinha. Adoro artesanato e o trabalho dessas pessoas tem muito valor”, elogiou.

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Fonte: Sebrae

  
  

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