Artesãs de Muquém do São Francisco (BA) vão ganhar sede própria

Espaço será usado para produção e comercialização

  
  

A falta de um local apropriado onde pudessem vender e divulgar seus produtos no próprio município era uma dificuldade para as artesãs de Muquém do São Francisco, oeste da Bahia. “Recebemos a notícia da construção de uma unidade de comercialização no município, onde teremos espaço não só para vender, mas para armazenar os produtos e produzir. Essa atitude vem realmente suprir nossas necessidades, pois tínhamos que nos reunir em escolas ou trabalhar cada uma em sua própria casa”, disse a presidente da Associação Caminho de Santana, Maria José Novaes.

A iniciativa, fruto de um convênio entre a Prefeitura Municipal e Governo do Estado, deverá beneficiar inicialmente 22 artesãs do Assentamento de Reforma Agrária Santana, mas a previsão é que esse número aumente. “O Sebrae regional lançou, inclusive, um desafio para a gente. Cada artesã associada deverá levar mais uma pessoa para integrar a entidade e ficará responsável pela convidada por 90 dias. Após esse período, é que decidiremos se ela passará ou não a integrar a associação”, explica Maria José Novaes.

As 22 artesãs de Muquém fazem parte do Projeto de Desenvolvimento de Oportunidades de Negócios, desenvolvido pelo Sebrae em parceria com o Governo do Estado. Voltado para produtores rurais familiares organizados de forma associativa, o projeto busca viabilizar a promoção do empreendedorismo nos municípios de maior exclusão social da Bahia, com a aplicação de técnicas para o desenvolvimento dos pequenos negócios e fortalecimento da agricultura familiar, contribuindo para a inclusão social de pessoas que se encontram afastadas do processo de produção.

Em Muquém do São Francisco, o projeto tem como público-alvo artesãos da Comunidade de Santana que participam de consultorias e cursos promovidos pelo Sebrae. A principal matéria-prima trabalhada é a palha do milho que, após passar pelas mãos habilidosas das artesãs se transformam em bolsas, chapéus e peças decorativas .

“O artesanato em palha de milho representa, na verdade, a única expectativa de desenvolvimento de uma atividade econômica para esse grupo de mulheres. Esse ano, intensificaremos as ações na produtividade e qualidade das peças bem como o acesso das artesãs a novos mercados. Acreditamos que a construção da unidade seja imprescindível para o desenvolvimento dessas mulheres e do artesanato local, pois dará maior visibilidade ao trabalho da comunidade além, é claro, de melhorar a comercialização dos produtos”, destaca a gestora do Projeto Oportunidade de Negócios, Adriana Morais.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias na Bahia - (71) 3320-4300

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

  
  

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