Biojoias levam beleza do Pantanal para o exterior

Empresárias ganham prêmios com produção de acessórios femininos de chifre de boi. A beleza do Pantanal foi a inspiração para as biojoias confeccionadas por elas

  
  
A Joias do Pantanal vende acessórios femininos, como colares, brincos e pulseiras

A beleza do Pantanal é inspiração para as biojoias confeccionadas pela empresa das sócias Isabel Muxfeldt e Verhuska Pereira. Os produtos artesanais têm o chifre bovino lapidado, comprado de parceiros, como matéria-prima. No processo de lapidação, cera e polimento são usados, mas o material não passa por nenhum processo químico. O resultado são acessórios femininos de grande aceitação no mercado, como anéis, pulseiras, brincos e colares.

Quando abriu as portas, em 2003, a Joias do Pantanal tinha uma produção pequena. Hoje, mil peças são confeccionadas mensalmente, um crescimento de 300% em relação ao início da empresa. O trabalho é feito em parceria com artesãos locais e os preços das peças variam de R$ 15 a R$ 250. Os acessórios já conquistaram os mercados de Portugal e Flórida.

A biojoia produzida pelo empreendimento difunde a cultura pantaneira. “A exuberante beleza do material não podia ser uma exclusividade do Mato Grosso do Sul. Levamos um pouco da cultura do estado para o mundo”, destaca Isabel.

A Joias do Pantanal apoia o comércio justo, voltado ao desenvolvimento sustentável e que oferece aos trabalhadores garantia de direitos e melhores condições de troca. Segundo as empresárias, é uma alternativa concreta e viável frente ao sistema tradicional de comércio.

Em 2007, Isabel e Verhuska conquistaram o terceiro lugar do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. Três anos depois, como representantes do Empretec, seminário da Organização das Nações aplicado no Brasil pelo Sebrae, foram finalistas do Women in Bussines Award, em Doha, Qata. O prêmio foi conferido pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento do Comércio (Unctad).

“O Empretec foi um marco no meu empreendimento e provocou intensas mudanças, pois, a partir dele, consegui fazer um plano de negócios. Sem o conhecimento que adquirimos nos cursos do Sebrae, o empreendedor não tem como crescer”, afirma Isabel.

Por: Gabriela Flores

Fonte: Agencia Sebrae

  
  

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