Europeu prefere fibras e cores fortes do artesanato baiano

II Rodada de Negócios de Artesanato no Othon Palace tem compradores do Brasil e representantes de lojistas da Europa

  
  

Fibras de ouricuri, de bananeira e sisal e cores fortes como o vermelho, o verde e o amarelo são alguns elementos que chamam a atenção dos lojistas da Europa na hora de comprar o artesanato da Bahia. A afirmação é da empresária Fabiana Drumond, representante de 400 lojistas da Holanda e de mais de dois mil lojistas em toda a Europa, e que participa da II Rodada de Negócios de Artesanato, organizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Mauá. O evento acontece até quinta, 23 de julho, sempre de 9h às 12h e das 14h as 18h, no Othon Palace, em Salvador.

A empresária Fabiana Drumond explica que em uma pesquisa feita com compradores europeus de artesanato eles afirmaram que o que mais identifica a cultura brasileira são as cores fortes e as fibras naturais e que são encontradas no artesanato produzido na Bahia. “Sempre trabalhamos com o Comércio Justo e na Rodada de Negócios identificamos artesãos que trabalham em associações e cooperativas e que desenvolvam um trabalho de qualidade com um design diferenciado. Também na Rodada explicamos aos artesãos a importância de saber as tendências do mercado e de se preparar para transportar suas peças até Recife, de onde exportamos para a Europa”, ressalta Fabiana.

O artesão Denílson Reis, que participa pelo primeira vez da Rodada, representa 20 famílias da Associação dos Artesãos de São José da Vitória, que produzem tapetes, luminárias, almofadas, baús e jogos americanos feitos com fibra da bananeira. Denílson explicou a importância do trabalho do Sebrae na preparação do artesão para a comercialização e também na melhoria dos produtos com a assessoria de design.

“O Sebrae está acompanhando o nosso trabalho há mais de cinco anos e já conseguimos melhorar o nosso produto, oferecendo mais qualidade ao lojista. Também aprendemos com o Sebrae a negociar o melhor preço. Nesta primeira Rodada ainda fiquei um pouco ansioso, mas com a assessoria do Sebrae estamos nos situando e aprendendo a conversar com o lojista. No caso da empresa exportadores de artesanato temos uma transportadora de Itabuna que pode levar nossos produtos até o porto de Recife”, explica Denílson.

A coordenadora nacional do projeto de Artesanato do Sebrae, Durcelice Mascêne, também esteve presente na II Rodada de Negócios do Artesanato da Bahia. Dulcelice explicou que os artesãos baianos estão bem preparados para a Rodada já que participam da metodologia do projeto do Sebrae Comércio Brasil. “O projeto prepara o artesão para negociar com o lojista. Temos aqui artesãos que participam pela primeira vez e ainda ficam nervosos, mas tudo faz parte de um processo. Temos também artesãos que hoje são empresários e eles iniciaram assim nas primeiras rodadas. Aqui o artesão tem a oportunidade de adequar seus produtos ao mercado, já que o lojista aproxima o artesão do consumidor”, ressalta Dulcelice.

Participam da II Rodada de Negócios do Artesanato da Bahia compradores da Bahia e de outros Estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraná e 19 unidades de artesanato, 14 dos projetos de Artesanato, Oportunidade de Negócios e Comércio Justo do Sebrae Bahia e 5 do Instituto Mauá, do Governo da Bahia.

Também marcaram presença na Rodada de Negócios, em apoio aos artesãos, o diretor Aministrativo e Financeiro, Antonio Marcos Almeida, os representantes do Sebrae Bahia Luciana Santana, supervisora do projeto de Artesanato, o coordenador da Carteira de Economia Criativa do Sebrae, Richard Alves.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

  
  

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