Notícias > Social > Comunidades locais > 

Agricultura orgânica é implantada em comunidade de Porto Velho pela Embrapa

A introdução de sistemas de produção orgânica entre agricultores familiares está sendo implantada na comunidade `Lago do Cujubim`, em Porto Velho-RO, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em conjunto com Ibama,Incra,Secretaria de Des

6 de Novembro de 2003.
Publicado por Equipe EcoViagem  

A introdução de sistemas de produção orgânica entre agricultores familiares está sendo implantada na comunidade `Lago do Cujubim`, em Porto Velho-RO, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em conjunto com Ibama,Incra,Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Emater-RO, Secretaria Municipal de Agricultura e a ONG `Centro de Pesquisa de Populações Tradicionais Cuniã (CPPT Cuniã)`, constituída por moradores da própria comunidade.

A agricultura de subsistência é a atividade responsável pelo sustento de aproximadamente 450 famílias, que sobrevivem principalmente da pesca, da produção de farinha e do extrativismo de açaí e babaçu, plantas
nativas da região.

A comunidade denominada `Lago do Cujubim` - em razão da existência de um grande lago que é uma das principais fontes de renda para 15 localidades em sua extensão - está localizada a 35 quilômetros de Porto Velho, à margem direita do rio Madeira.

O objetivo da atuação da Embrapa, segundo o pesquisador da Unidade em Porto Velho, Rogério Sebastião Corrêa da Costa, é elaborar projetos de sustentabilidade ambiental, oferecendo condições de profissionalizar o sistema produtivo e propiciando alternativas para o aumento da renda dos agricultores.

Inicialmente foram realizados grupos de trabalho envolvendo atividades com a comunidade, entidades governamentais e não-governamentais, com o objetivo de definir a elaboração de projetos.

Entretanto, explica o pesquisador, `como algumas ações necessitavam ser executadas imediatamente,pela carência dos agricultores, como o `inventário diagnóstico para a identificação do potencial extrativista do babaçu e do açaí`, surgiu a idéia de colocar em prática a parceria com os agentes envolvidos`, diz.

Responsabilidades foram definidas entre os integrantes do projeto: a Embrapa Rondônia é a entidade responsável pela disponibilização de recursos humanos (pesquisadores e auxiliares).

O apoio logístico ficou a cargo dos órgãos governamentais (Sedam, Embrapa, Ibama e Emater) e não governamentais (CPPT Cuniã).

Toda a produção do Lago do Cujubim é destinada à sobrevivência da comunidade e o excedente é comercializado em feiras livres. O sistema de produção orgânica foi definido pelo manejo existente nas culturas: ausência quase que completa de agrotóxicos e adubos químicos.

Até o momento, pesquisadores da Embrapa Rondônia em conjunto com técnicos de outras instituições estão oferecendo assistência e irão montar unidades de observação de diversas atividades, entre elas a piscicultura, o açaí, a farinha da mandioca, o buriti e o babaçu (o óleo é bastante utilizado na fabricação de sabonetes), hortaliças e a produção de leite.

Uma parceria com a Associação de Produtores Orgânicos de Ouro Preto d`Oeste está sendo estudada para otimizar a comercialização dos produtos.

`Se concretizada essa parceria, implantaremos um selo identificando a produção do Lago do Cujubim para agregarmos valor aos produtos`, explica o pesquisador Rogério Corrêa.

Entre os objetivos do projeto, estão previstos a exploração do ecoturismo na região, a criação de uma marca regional, o cadastro de potenciais consumidores e a abertura de uma loja orgânica, em Porto Velho, para comercializar os produtos da comunidade.

Conheça quem apoia o projeto:

-Projeto `Lago do Cujubim` Comunidade de Porto Velho que sobrevive da agricultura de subsistência composta por 453 famílias (1.455 habitantes divididos em 15 localidades ao longo da margem direita do rio Madeira);

-Atividades: agricultura familiar - extrativismo de açaí, babaçu, buriti, produção de mandioca para farinha, piscicultura, produção de leite;

-Entidades participantes: Embrapa Rondônia, Ibama, Incra, Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Emater-RO, Secretaria Municipal de Agricultura e a ONG `Centro de Pesquisa de População Tradicionais Cuniã (CPPT Cuniã)`, constituída por moradores da
própria comunidade.

Fonte: Embrapa Rondônia

Compartilhar nas Redes Sociais

Comentários

Maria de Fatima do Nascimeno

 postado: 10/9/2008 18:46:09editar

gostaria de saber porque acabou os tanques redes e os peixe q morreram...

 

 

Veja também

Responsabilidade social e ambiental do Projeto Vida Limpa transforma comunidade de Diadema-SPComunidades Amazônicas protestam contra registro do cupuaçu

 

editar    editar    editar    476 visitas    1 comentários