Blocos animam os foliões nas ruas de Brasília

Inspirado no bloco pernambucano Galo da Madrugada, o Galinho de Brasília reuniu brasilienses para a segunda passagem do cortejo

  
  

Uma pequena concentração de sombrinhas de frevo em frente ao prédio do Banco Central no fim da tarde do dia 23 mostrou que a segunda-feira de carnaval não passou em branco nas ruas vazias de Brasília.

Inspirado no bloco pernambucano Galo da Madrugada, o Galinho de Brasília reuniu brasilienses para a segunda passagem do cortejo, que no sábado (21) juntou 5 mil foliões.

Galinho de Brasília passando pelo Banco Centralo

Na trilha sonora, um dos frevos mais famosos do repertório pernambucano, Madeira que cupim não rói, recado para alguns moradores da quadra residencial por onde o bloco passa e que tentaram impedir a realização da festa este ano. Para o presidente do bloco, Romildo Carvalho, a resistência do Galinho é uma forma de homenagear os 102 anos do frevo.

“Queremos continuar mantendo o frevo no lugar que ele merece. É um patrimônio imaterial da cultura brasileira e deve ser respeitado. O carnaval do Galinho nunca teve violência, estamos pagando o pato quando somos apenas galinho”, brincou.

Além do frevo, as crianças também tiveram espaço privilegiado na programação de carnaval da cidade. Na entrada da Esplanada dos Ministérios, cerca de 200 pequenos foliões aproveitaram a tarde ao som de marchinhas e músicas infantis no bloco conhecido como Baratinha.

O gerente André Luís trouxe a filha Eduarda, de 2 anos, para o primeiro baile de carnaval. “Ela já veio dançando. Saiu do carro pulando. O carnaval é mais para ela, nós aproveitamos para descansar um pouco”, contou.

Frequentadora do carnaval brasiliense há 10 anos, a copeira Sônia Maria Félix também aproveitou o bloco das crianças e elogiou a organização da festa. “O carnaval de Brasília está ficando melhor porque o pessoal está investindo, a própria população está participando e fazendo uma festa popular. Em Olinda começou assim, e hoje é um dos maiores carnavais do Brasil”, comparou.

Já para o estudante Matheus Ferreira, 10 anos, o melhor da festa não estava no palco nem nas músicas tocadas pela banda do bloco, mas em um tubo de espuma, que utilizava para brincar com um grupo de amigos. “Eu não conheço muito essas músicas de carnaval. O mais legal é jogar espuma, também gosto porque fica todo mundo reunido na festa, todo mundo junto”, contou.

Fonte: Agência Brasil
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