Festival de Parintins atrai cerca de 70 mil turistas ao Amazonas

O festival representa o auge de meses de trabalho desenvolvido pelas agremiações dos dois bois mais famosos do país, o Garantido e o Caprichoso.

  
  

Cerca de 70 mil turistas foram esperados no Amazonas, desde o dia 26, para participar da edição de 2009 do Festival Folclórico de Parintins – cidade erguida numa ilha localizada a 370 quilômetros de Manaus. O festival, diz diretora de Eventos da Secretaria Estadual de Cultura, Elizabeth Catanhêde, representa o auge de meses de trabalho desenvolvido pelas agremiações dos dois bois mais famosos do país, o Garantido e o Caprichoso.

“Os dois bois melhoram a cada ano e não deixam dúvidas sobre o desejo de agradar aos seus torcedores”, destaca Elizabeth.

Há 44 anos, o Festival de Parintins apresenta o “confronto” folclórico dos bois vermelho (Garantido) e azul (Caprichoso). O embate é realizado no Bumbódromo - uma espécie de estádio cujo formato se assemelha ao de uma cabeça de boi. O local tem capacidade para 35 mil pessoas e, todos os anos, fica lotado de turistas e torcedores que querem ver de perto as temáticas regionais exploradas pelas agremiações.

O Bumbódromo está dividido nas cores vermelho e azul. Os espectadores podem escolher o lado de preferência na arquibancada de acordo com o boi que torce. A cada ano, eles apresentam temas diferentes no local.

Como numa ópera, jogos de cores, luzes e som se somam às danças e performances dos brincantes que participam das apresentações na arena do Bumbódromo. Conforme a direção das agremiações, cada boi conta com aproximadamente 2,5 mil pessoas por noite de apresentação.

Esse contingente inclui também os homens que empurram os carros alegóricos. No Garantido, eles são chamados de kaçauerês (guerreiros indígena do povo Sateré) e, no Caprichoso, de paikicês (etnia indígena já extinta na Região Norte do país). Costureiras e artesãos, que meses antes da festa iniciam o seu trabalho, igualmente fazem parte do número de componentes dos dois bois.

Encenações sobre lendas amazônicas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos dão o tom do espetáculo. No total, os dois bois realizam 15 horas de apresentações ao longo de três dias de festival. Por noite, cada um deles é avaliado por nove jurados, em 21 itens ao longo de duas horas e meia de apresentação.

Entre os quesitos de avaliação dos jurados estão a evolução dos próprios bois na arena, a cunhã-poranga (a moça mais bonita da tribo) e as músicas cantadas, que são chamadas de toadas. Cada boi tem seu cantor oficial – o levantador de toadas.

No Festival de Parintins, a participação e o comportamento das torcidas também conta pontos. Na hora em que o boi de cada uma delas se apresenta, vale cantar junto e dançar as coreografias ensaiadas. Quando chega a vez do “boi rival”, é hora de assistir e descansar. O boi perde ponto se a sua torcida atrapalhar a apresentação de seu oponente.

Fonte: Agência Brasil
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