Embrapa e Funai entregam milho a povo indígena

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Funai (Fundação Nacional do Índio) repassarão, nesta semana, sementes de milho variedade para os índios Xavantes, que habitam o Mato Grosso. Na quarta-feira, 1º de outubro, o pesquisador da Embra

  
  

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Funai (Fundação Nacional do Índio) repassarão, nesta semana, sementes de milho variedade para os índios Xavantes, que habitam o Mato Grosso. Na quarta-feira, 1º de outubro, o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) Ramiro Vilela de Andrade e Guilherme Carrano, da Coordenação de Projetos Especiais da Funai, entregarão 55 kg de sementes de milho na Terra Indígena São Marcos, que compreende 11 aldeias.

Será uma entrega simbólica: além dessas aldeias, a Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a Funai repassarão o milho a aldeias de outras oito regiões. Ao todo, serão 342 kg de sementes de milho entregues a cerca de 100 aldeias Xavantes.

Esse povo, atualmente entre 10 e 12 mil pessoas, cultivava cinco variedades indígenas Nodzob (awawi, udzé,pré, a e rãre), que com o tempo foram perdidas.

A Embrapa, através dos pesquisadores Ronaldo de Oliveira Feldmann (da Embrapa Milho e Sorgo) e Antônio Rodrigues de Miranda (da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que fica em Brasília-DF), guardaram sementes dessas variedades indígenas.

No final da década de 70, eles levaram amostras do Nodzob para o BAG (Banco Ativo de Germoplasma) da Embrapa Milho e Sorgo.

Os Xavantes, apesar de viverem em aldeias às vezes distantes centenas de quilômetros, formam o mesmo povo e têm os mesmos rituais. O milho é uma cultura agrícola utilizada nesses rituais; sem ele, os Xavantes não conseguiam exercitar parte de sua cultura.

O milho que será doado foi cultivado no campo experimental da Embrapa que fica em Nova Porteirinha-MG. A intenção é que esse seja apenas um dos povos indígenas a se beneficiar do trabalho conjunto entre a Embrapa e a Funai. Ramiro, da Embrapa, assegura que é possível disponibilizar materiais do BAG de milho da Embrapa também para outros povos indígenas. A Funai faria os contatos com os povos e repassaria à Embrapa a demanda.

O resgate de culturas agrícolas entre os povos indígenas é um exemplo de ação desenvolvida pela Embrapa que promove maior eqüidade social. Com isso, a empresa exercita sua responsabilidade social, possibilitando que seu trabalho chegue a diferentes segmentos da sociedade brasileira.

Fonte: Embrapa Milho e Sorgo

  
  

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